Sapatos: uma paixão.

Publicado em: 2 de novembro de 2010 | Categoria: Decoração, Isso é arte, Na sua parede, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Difícil encontrar uma mulher que não seja apaixonada por sapatos - ainda que, dizem, elas existem :)

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Pode-se dizer que foi inspirada por tamanha paixão que Cla Leal produziu este díptico de lindos scarpins de oncinha, que agora fazem parte de nosso catálogo. Pessoalmente, consigo imaginá-los em qualquer closet, quarto ou - para as mais apaixonadas - até na parede principal da sala!

Celebramos esta unanimidade (ou quase?) feminina com uma promoção: na compra dos 2 pares de sapato, damos desconto de 10%. Vai perder?

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Repetindo a dose.

Publicado em: 21 de setembro de 2010 | Categoria: FnP Informa, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

A promo��o do Dia Mundial da Fotografia foi um sucesso. E por isso resolvemos repetir a dose! De 21 a 26 de setembro, aproveite e leve arte para casa. Compre um item, ganhe 10%. Compre dois itens, ganhe 15%. Compre tr�s itens, ganhe 20%. Nao cumulativa com outras promocoes.

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171 anos de fotografia.

Publicado em: 19 de agosto de 2010 | Categoria: 19 de agosto: Dia Mundial da Fotografia, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

19 de agosto, dia mundial da fotografia.
Lá se vão 171 anos desde que a França comprou a patente da invenção de Daguerre, e a doou ao mundo. Nós agradecemos e nos deliciamos. Fotogrando, sendo fotografados ou admirando belas fotografias.

E fotografia é arte para ir para a parede. Por aqui, a homenagem merece um fim de semana inteiro.
De hoje a domingo, descontos progressivos na compra de qualquer imagem! Imperdível, não?

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(a promoção é válida de 19 a 22 de agosto, e não é cumulativa com outras promoções do site)

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Nós e Peixe Urbano: que cardume!

Publicado em: 14 de junho de 2010 | Categoria: Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

peixeurbano_logo E hoje tem Foto na Parede no Peixe Urbano!Por R$21, você compra um cupom no valor de R$69 que pode ser usado como crédito em qualquer compra na nossa galeria! É 70% de desconto, e é hoje só amanhã não tem mais.

Para saber mais e comprar, faça uma visita ao pessoal do Peixe.

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Decoração de Paredes.

Publicado em: 16 de maio de 2010 | Categoria: Decoração, Dicas, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

A Rafa, lá do Casa Montada, dá dicas de como encontrar o melhor arranjo para vários quadros na sua parede. E em homenagem ao nosso 1o. ano completado em 12/05,  Rafaela também sugere composições super bacanas com quadros de imagens do Foto na Parede! Nós adoramos, confira você também.

E você também  pode comprar as imagens selecionadas pela Rafa com 10% de desconto, até 12/08/2010. Para descobrir como, dê uma passadinha lá no Casa Montada.

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Ao Um segue-se o Dois.

Publicado em: 12 de maio de 2010 | Categoria: Isso é arte, Prata da casa, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

12 de maio de 2009.
Eu e Dani celebrávamos - online via skype - o lançamento da primeira galeria virtual de fotografias e ilustrações do Brasil. Uma champagne de cada lado. Era a concretização de uma idéia, o nascimento de um filho concebido por duas, o fruto do primeiro passo, o surgimento do núcleo. Era o fim de um começo e o início de algo que queríamos seguir sem fim. Eram 21 artistas no mesmo barco que nós. Desejávamos formar uma família. Crescer, expandir e frutificar. Encantar e conquistar.

12 de maio de 2010.
Chega ao fim o Ano I. Nossa família cresceu. Aos 21 artistas, somaram-se mais 9. Aprendemos, mudamos, adaptamos. Conquistamos e encantamos. É um ciclo que se encerra cheio de fôlego, orgulho e idéias para o próximo. O caminho continua, a estrada segue sem fim. Que venha o Ano II, o ano do duo. Parabéns para nós.

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Para a célebre ocasião, preparamos uma singular coleção especial de aniversário. A nossos artistas, um pedido: que produzissem uma obra com o tema “Um, único”. A diversidade de interpretações do tema, por cada um dos artistas, é o que forma a unicidade desta coleção que tem o jeitinho do FnP: um coletivo de singulares.

Todas as imagens da coleção “Um, único” estão limitadas a 20 impressões, em preços especiais para caber no seu bolso. Festeje conosco, pendure arte na sua parede.

(um gostinho da “Um, único” aqui. Para ver a coleção completa, clique aqui)

"Núcleo" por Martina Schreiner. Parte da coleção "Um, único", de R$109 por R$69, em apenas 20 impressões, a partir do tamanho 25x30cm.

"Núcleo" por Martina Schreiner. Parte da coleção "Um, único", de R$109 por R$69, em apenas 20 impressões, a partir do tamanho 25x30cm.

“Um, único, o núcleo e o início. Ao redor dele tudo gravita, nasce, cresce e se expande.” - Martina Schreiner

"Adelante" por Victor Bonomi. Parte da coleção "Um, único", em 20x30cm, 30x45cm, 40x60cm. Limitado a 20 impressões por tamanho.

"Adelante" por Victor Bonomi. Fotografia feita no deserto de Uyuni - Bolívia, parte da coleção "Um, único", em 20x30cm, 30x45cm, 40x60cm. Limitado a 20 impressões por tamanho.

“Quando há um único caminho a seguir, esse caminho é sempre em frente.” - Victor Bonomi

"Aura", por Páprica. Parte da coleção "Um, único".

"Aura", por Páprica. Parte da coleção "Um, único".

“Em suma o que é a aura ? É uma figura singular, composta de elementos especiais e temporais: a aparição única de uma coisa distante por mais perto que esteja.” - Walter Benjamin, citado por Páprica.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

quebrando regras.

Publicado em: 23 de março de 2010 | Categoria: Decoração, Na sua parede, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (1)

decoracas Flávia Ferrari é apaixonada por design e paisagismo. Admiradora da delicadeza dos objetos e pessoas. É mãe, profissional, amiga, apaixonada pela vida…uma caixinha de idéias falante!

Em 2010, Flávia reformou seu lar-doce-lar, comemora o aniversário do seu DecoraCasa no mês de março, ganhou presente e decidiu quebras regras. porque luxo é saber viver. A gente, aqui do Foto na Parede, agradece :)

Olha o que nos conta a Flávia, lá no DecoraCasa:
Regras gerais da decoração:
1. Construir, reformar- finalizar a construção com seus acabamentos
2. Posicionar móveis
3. Organizar objetos (abajures, bibelots, livros)
4. Tapetes
5. Quadros
Ou seja, bem para o final definimos o que vai para nossas paredes.
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Eu quebrei esta regra hoje - e o que seriam das regras se não a boa diversão em quebrá-las? - posicionando meu tríptico do André Carregal sobre o baú da mami. Calma, calma, calma. Muita calma nesta hora.

Tríptico: é o conjunto três de obras que falam entre si, criadas sob a mesma inspiração e produzidas usando uma mesma técnica.

André Carregal: fotógrafo amador, adquiriu sua primeira câmera em 2008 e não parou de clicar desde então. Procura achar novas formas de ver as coisas do dia a dia e tem uma estranha fascinação por água e pelo registro de movimentos.

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O tríptico RGB, de André Carregal, foi nosso presente para a Flávia - uma delcarada apaixonada por flores - que soube aproveitá-lo tão bem. Adoramos a montagem, a escolha do local na casa, em cima do baú de família. E se você visitar o DecoraCasa, vai descobrir que tem também um presente-conjunto pra você. Só isso já valeria a visita, mas você ainda lucra as diversas de decoração, de reforma e dos toques especiais da Flávia.

* O DecoraCasa é um blog parceiro do Portal casa.com.br.

Por: Deise Lima | Comentários (1)

Grandes mulheres: Frida Kahlo

Publicado em: 17 de março de 2010 | Categoria: Mulheres, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (1)

“Seu ser estava cheio de amor a vida, amor a matéria, amor a pátria, amor pelas crianças, amor pelas pessoas, amor a Diego, amor a sua família, amor as pedras, amor as plantas, amor aos animais, amor a cor, amor a paisagem e este amor se converteu em pintura.” (Juan O’ Gorman)

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Magdalena Carmen Frieda Kahlo Calderón nasceu em 06 de julho de 1907, em uma bela casa azul no bairro de Coyoacán, na Cidade do México. Já Frida Kahlo, impregnada de um espírito nacionalista visível e marcante em sua obra, gostava de dizer que havia nascido junto com a Revolução Mexicana, em 1910.

Frida foi uma mulher apaixonada. Autêntica. Sofrida. Destemida. Transparente. Inovadora. Revolucionária.  Contraditória. Frágil. Forte. Bela. Feia. Me faltam adjetivos. Resumo: uma grande mulher.

Aos 6, teve poliomielite e sobreviveu, mas com a perna direita mais fina e curta que sua esquerda - defeito que passou a vida a esconder. Aos 18, foi vítima do acidente que marcou sua vida: seu ônibus chocou-se contra um trem, partiu sua coluna, sua pélvis e diversos ossos. Foram anos de repouso, recuperação, dores, médicos, coletes ortopédicos e cama. Do pai, fotógrafo e pintor, vieram as tintas, o estímulo e, quiçá, o dom da pintura. Da mãe, veio a idéia de instalar um espelho sobre a cama para que servisse de modelo pra si mesma.  Com um cavalete adaptado a sua cama, Frida - que antes sonhava em ser médica - começou a pintar e nunca mais parou.

"Autorretrato con traje de terciopelo", 1926. Primeiro quadro profissional de Frida, que o dedicou a seu noivo - Alejandro Goméz - na esperança de reconquistar seu amor.

"Autorretrato con traje de terciopelo", 1926. Primeiro quadro profissional de Frida, ainda acamada. Ela o dedicou a seu ex-noivo - Alejandro Goméz - quem lhe havia deixado desde o acidente, na esperança de reconquistar seu amor. Os fortes aspectos nacionalistas e a influência da cultura mexicana, índigena - que marcaram sua obra - ainda não faziam parte de sua personalidade artística.

Aos 21, conheceu Diego Rivera - pintor renomado, muralista notório, comunista, gordo e 21 anos mais velho - homem que nunca mais sairía de sua vida.  Casam-se em 1929. Em grande parte sob influência de Diego, Frida formou sua personalidade política e artística, nacionalista, valorizando as raízes culturais mexicanas e suas origens índias.

Diego observando Frida, que pinta um de seus autorretratos. Frida já vestida com traje tihuana - vestido colorido, vistoso, acinturado, longo, rodado, bordado - que adotou após o casamento com Diego, e que se tornou marca de sua figura. O uso do traje era um ato de valorização da cultura mexicana, além do que, as saias longas lhe permitiam esconder a marca deixada pela poliomielite.

Diego observa Frida, que pinta um de seus autorretratos.

"El tiempo vuela", 1929.

"El tiempo vuela", 1929. Já se nota a influência de Diego nas cores vivas, e a evolução artística no fundo mais elaborado.

Frida Kahlo y Diego Rivera, 1931.

"Frida Kahlo y Diego Rivera", 1931.

"Autorretrato en la frontera entre Mexico y Estados Unidos", 1932

"Autorretrato en la frontera entre Mexico y Estados Unidos", 1932. Entre 1930 e 1933, Diego e Frida passam temporada nos EUA - para desânimo de Frida - onde Diego trabalha. Nesta obra, observa-se o contraste da beleza e vida mexicanas com a fria indústria e progresso americanos.

Ainda que bastante politizada, é impossível olhar para sua obra sem enxergar a própria Frida. Sua arte é pessoal, um reflexo de suas dores. Das dores físicas, que a acompanharam por toda a vida devido a sequelas do fatídico acidente. Da impossibilidade de ser mãe, sonho que descobriu impossível após uma série de abortos naturais,também atribuídos a sequelas do acidente. Dores de amor, pela constante infidelidade de Diego - que a traíu inclusive com sua irmã Cristina. É preciso coragem para se despir dessa forma em suas pinturas.

“Nunca pintei sonhos. Pintava minha própria realidade.” (Frida Kahlo)

"Mi nacimiento", 1932.

"Mi nacimiento", 1932.

"Allá cuelga mi vestido", 1933

"Allá cuelga mi vestido", 1933. Frida coloca seu típico vestido tehuano - que marcou sua imagem - no centro de sua visão crítica de Nova York, ridicularizando valores americanos colocando um troféu de golf e um vaso sanitário em pedestais.

Recuerdo o El Corazón, 1937

"Recuerdo o El Corazón", 1937. O coração partido de Frida aparece a seus pés. Este quadro é considerado uma expressão do vazio e tristeza sentidos por Frida, quando descobriu o caso de Diego com sua irmã mais nova, Cristina.

Sua obra - pequena, com aproximadamente 200 telas - é profundamente realista, ainda que, em determinado período, tenha sido erroneamente classificada por André Breton como surrealista (gênero de que Frida fez pouco). Os autorretratos - vários pertubadores - são uma constante, e geraram muitos questionamentos aos que Frida costumava responder que não eram exatamente uma escolha:

“Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.”

Picasso disse de Frida, a quem conheceu durante sua temporada em Paris, em carta a Diego:

“Nem você, nem Derain, nem eu, somos capazes de pintar uma cara como as de Frida Kahlo”

Lo que vi en el agua, 1938.

"Lo que vi en el agua", 1938.

"Las dos fridas", 1939.

"Las dos fridas", 1939. Pintado em Paris, o coração sangrando, ela expõe seu sentimento de dupla personalidade: a mexicana, a direita, adorada e querida (inclusive por Diego) e uma versão 'européia', sofrida.

Em sua relação intempestuosa e sempre conturbada com Diego, entremeada por traições de ambas as partes, houveram períodos de separação que acabaram por trazer reconhecimento e independência econômica a Frida, que recusava-se a aceitar dinheiro de Diego e afirmava que poderia viver de sua arte. Conseguiu.

Sempre contraditória, de Diego, ela dizia:

“Ser a mulher de Diego é a coisa mais maravilhosa do mundo. Eu o deixo brincar de matrimonio com outras mulheres. Diego não é marido de ninguém e jamais o será, mas é um grande companheiro”

“Sofri dois grandes acidentes na minha vida: um foi no ônibus, e o outro, Diego.”

"Autorretrato con monos", 1943.

"Autorretrato con monos", 1943. Frida tinha grande amor aos bichos, e pintou uma série de autorretratos com eles. Seus animais eram tratados como filhos, que ela não pode ter.

"Pensando en la muerte", 1943

"Pensando en la muerte", 1943

"La columna rota", 1944.

"La columna rota", 1944. Seus alunos contam que, inicialmente, o quadro não tinha o pano que envolve a parte inferior do corpo. O incluiu posteriormente, para que o pubis desnudo não desviasse a atenção da expressão de dor em sua face, dor física e moral.

Sua obra começa a ser reconhecida no México e internacionalmente a partir da década de 40. Expôs em Nova York, em Paris, lecionou em escolas de arte mexicanas. Mas foi no final dessa década que sua saúde entrou em estado crescente de decadência, prendendo-a mais uma vez a cama - o que a levou a um estado depressivo. O tema da morte, que sempre permeou sua obra, tornou-se mais constante e - na ironia de Frida - os autorretratos foram substituídos por pinturas de natureza ‘morta’.

"Diego y yo", 1949. Magoada por mais uma traição de Diego, usa (mais uma vez) seus cabelos para expressar sua dor. Os fios ao redor do pescoço sugerem estrangulá-la, as lágrimas escorrem, mas ainda assim a presença de Diego continua dominando sua existência.

"Diego y yo", 1949. Magoada por mais uma traição de Diego, usa (mais uma vez) seus cabelos para expressar sua dor. Os fios ao redor do pescoço sugerem estrangulá-la, as lágrimas escorrem, mas ainda assim a presença de Diego continua dominando sua existência.

"El abrazo de amor del universo, la tierra, yo, Diego y el señor Xólotl", 1949

"El abrazo de amor del universo, la tierra (Mexico), yo, Diego y el señor Xólotl", 1949. Xólotl é um deus asteca que, de acordo com a mitologia, guiava as almas dos mortos a Mictlan - que seria o mundo dos mortos.

 

"El sueño", 1948. O esqueleto acima da cama forma parte de variada coleção de esculturas do casal. Esta cama, com a caveira, pode ser vista no Museu Frida Kahlo, na Casa Azul em Coyoacán. Foi em uma cama, comom essa, com o espelho afixado sobre si, que Frida começou a pintar e que passou longos períodos de sua vida, devido a sua saúde sempre frágil.

"El sueño", 1948. O esqueleto acima da cama forma parte de variada coleção de esculturas do casal. Esta cama, com a caveira, pode ser vista no Museu Frida Kahlo, na Casa Azul em Coyoacán. Foi em uma cama como essa, com o espelho afixado sobre si, que Frida começou a pintar e que passou longos períodos de sua vida, devido a sua saúde sempre frágil.

 
Frida morreu em julho de 1954, na Casa Azul em Coyoacán que havia se tornado sua residência com Diego após a morte de seu pai, e que hoje abriga o Museu Frida Kahlo. As circunstâncias de sua morte não são absolutamente claras. Em seu diário, Frida mencionou diversas vezes o desejo de suicidar-se, o que levou a suspeitas de suicídio. Fala-se também na possibilidade de ter sido envenenada por uma das amantes de Diego que, a sua própria moda, esteve ao lado de Frida por toda sua vida adulta até sua morte.

“…Diego é quem me detém viva, por minha vaidade de crer que posso fazer-lhe falta. Ele me disse isso e eu acredito. Mas nunca sofri tanto em minha vida. Esperarei mais um tempo.” (Frida Kahlo em seu diário,  1953 - após ter uma das pernas amputada)

"Viva la vida", 1954

"Viva la vida", 1954. Dispunha seus 'modelos' de natureza morta de forma a lembrar sutilmente partes do corpo humano: olhos, seios, sexos, crânios. Em alguns de seus quadros, chegou a escrever - como para que convencer-se a si mesma: "Natureza bem morta". (dito pelo amigo Raúl Flores Guerrero)

A vida de Frida Kahlo foi retratada no filme “Frida”, de 2002, estrelado por Salma Hayek no papel da protagonista.

Chris Martin, vocalista do Coldplay, conta que foi uma homenagem a Frida Kahlo o nome dado a última obra da banda, lançada em 2008, ”Viva la vida” (ou “Death and all its friends”, nome que também combina e muito com Frida):

“Ela passou por muita coisa, claro, e aí começou uma grande pintura em sua casa que dizia ‘Viva la Vida’. Eu simplesmente amei a ousadia disso” (Chris Martin)

(fonte: “Genios del Arte - Frida Kahlo”, da editora Susaeta, edição de 2004)

E ainda em homenagem as mulheres, e a Frida Kahlo, o Foto na Parede dá desconto de 10% em todas as obras de seu catálogo, só hoje 17 de março de 2010. Basta informar o código #fridakahlo# no campo “Cupom  / Vale-presente” no carrinho de compras, para ganhar o desconto. Aproveite que é hoje só!

Por: Deise Lima | Comentários (1)

Grandes Mulheres: Diane Arbus

Publicado em: 10 de março de 2010 | Categoria: Isso é arte, Mulheres, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

“Para mim o sujeito de uma fotografia é sempre mais importante que a fotografia. E mais complicado…” (Diane Arbus)

Diane, retratada pelo então marido Allan Arbus. 1949.

Diane, retratada pelo então marido Allan Arbus. 1949.

Nova-iorquina, nascida Diane Nemerov em março de 1923, seus primeiros contatos com a fotografia se deram através do marido Allan Arbus, Trabalharam juntos durante anos na área de propaganda, contribuindo para revistas como Glamour, Seventeen, Vogue, Harper’s Bazaar, sendo Allan o fotógrafo e Diane sua assistente.

Mas, numa expansão inevitável que já não lhe permitia mais permanecer no papel coadjuvante, Diane Arbus foi tomar lições formais na Escola de Nova Iorque com Lisette Model - a quem atribuía grande parte de seu estilo e métodos. Em 1958, estava separada de Allan, com trabalhos “solo” para revistas como Esquire e The Sunday Times Magazine. Mas o universo fashion não era sua prerrogativa; Arbus estava particularmente interessada nas intimidades anônimas, no estranho e no bizarro.

Nas duas décadas seguintes, munida de uma câmera Rolleiflex, em médio-formato e sempre em preto e branco, Diane inovou e deixou sua marca no mundo da fotografia ao buscar nas pessoas comuns (ou nem tanto) das ruas de Nova York os seus modelos.

Ninguém passa impunemente diante de uma fotografia feita por Diane Arbus. A imagem desconcerta o nosso olhar e permanecemos capturados pela estranha sensação que ela provoca.

Child with a toy hand grenade in Central Park, 1962. (Criança com uma granada de mão de brinquedo no Central Park)

Child with a toy hand grenade in Central Park, 1962. (Criança com uma granada de mão de brinquedo no Central Park)

Waitress nude, 1965. Garçonete de um campo de nudismo.

Waitress nude, 1965. Garçonete de um campo de nudismo.

Seus modelos, em geral, posam estáticos, o olhar fixo na câmera.  Seus retratos expõem cruamente o retratado em sua condição humana, fortemente marcada por um traço que os insere num grupo específico: imigrantes, travestis, velhos, nudistas, mascarados, atores, “freaks”.  Abre-se um curioso diálogo entre aparência e identidade. Uma pessoa é o que ela parece ser? Sua imagem funciona como um carimbo de identidade? Ou existe um “para além” da forma?

Apesar de profundamente inseridos num contexto social, para Diane seus modelos são pessoas únicas que representam metáforas delas mesmas. Ela dizia de seus modelos (em tradução livre de suas palavras): 

“Inventados por suas próprias crenças, são autores e heróis de um sonho que se faz real na medida em que nós, espectadores, nos permitimos deixar abismar”

Ao evocar a cumplicidade de quem olha, a fotógrafa permite que surja nesta relação a três (a própria Diane, seu modelo e o espectador) o espaço da fantasia. Seria este o “mais além”, para além da forma?

Retired Man and his wife at home in a nudist camp one morning, New Jersey, 1963. (Homem aposentado e sua esposa numa manhã em um campo nudista)

Retired Man and his wife at home in a nudist camp one morning, New Jersey, 1963. (Homem aposentado e sua esposa numa manhã em um campo nudista)

Puerto Rico woman with beauty mark, 1965.

Puerto Rico woman with beauty mark, 1965. (mulher porto-riquenha com pinta da beleza)

Two girls in matching bathing suits, 1967.

Two girls in matching bathing suits, 1967. (duas garotas com trajes de banho combinados)

Triplets in their bedroom, 1967.

Triplets in their bedroom, 1967. (tri-gêmeas em seu quarto)

Diane costumava dizer: “um retrato é um segredo sobre um segredo”. Quanto mais ele revela, menos sabemos, mais ficamos intrigados. O retrato convida a uma opinião, pede uma reação, reação esta calcada nas representações que brotam do imaginário de quem olha.

Jewish giant at home with his parents, 1970. (Gigante judeu em casa com seus pais)

Jewish giant at home with his parents, 1970. (Gigante judeu em casa com seus pais)

Their numbers were picked out of a hat. They were just chosen King and Queen of a Senior Citizens dance in NYC. Yetta Granaf is 72 and Charles Fahrer is 79. They have never met before. 1970

Os números foram sorteados de um chapéu. Eles foram simplesmente escolhidos Rei e Rainha de um baile de terceira idade, em Nova Iorque. Yetta Granaf tem 72 anos e Charles Fahrer, 79. Eles nunca haviam se encontrado antes. 1970

Untitled, 1970. (sem título)

Untitled, 1970. (sem título)

Sobre seu interesse por personagens ‘bizarros’, Diane afirmava sentir ao mesmo tempo fascinação e vergonha:

“Como um personagem de um conto de fadas, o freak aparece para nos obrigar a decifrar um quebra-cabeças. A maioria das pessoas passa a vida temendo uma experiência traumática. Os freaks nascem banhados pelo trauma. Com isso passam no teste da vida. São aristocratas”.

Em 1963, Diane Arbus ganha uma bolsa da Fundação Guggenheim, pelo seu projeto “American rites, manners and customs” (Ritos, maneiras e costumes americanos), renovada em 1966.  Durante os anos 60, lecionou fotografia na Parsons School of Design e no Cooper Union, ambos em Nova York. A primeira grande exibição de suas fotografias ocorreu em 1967, no Museum of Modern Art (NY), entitulada ”New Documents” (”Novos documentos”).

Se como costumava dizer outra grande mulher e fotógrafa, Dorothea Lange - “Cada retrato de outra pessoa é um auto-retrato” - talvez seja possível concluir que as fotos de Diane Arbus são o seu duplo, o reflexo de uma alma atormentada à beira do horror. Em 1971, a fotógrafa se suicidou ingerindo barbitúricos e cortando os pulsos, aos 48 anos.

Sua obra segue sendo reverenciada, e inúmeras exposições dedicadas a seu trabalho foram realizadas após sua morte. Em 2006, é lançado o filme “A pele” estrelado por Nicole Kidman e inspirado na vida de Diane Arbus

(principais fontes: texto da psicanalista Maria Helena Mossé, blog “O século prodigioso”, wikipedia)

** Março é o mês da mulher. Aqui no Nossa Parede, você encontrará alguns artigos sobre grandes mulheres e artistas. Inauguramos com Diane Arbus, e com um presente para nossos leitores válido somente para hoje, 10 de março de 2009: 10% de desconto em qualquer compra no Foto na Parede. Basta informar o código #dianearbus2010# no campo “Cupom / Vale Presente” no carrinho de compras.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Presentes para as mulheres.

Publicado em: 9 de março de 2010 | Categoria: Decoração, Dicas, Mulheres, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Em celebração não só ao dia, mas ao mês da mulher, o Foto na Parede também dá presente :)

Em parceria com alguns blogs de mulheres autênticas, antenadas, modernas e exemplares, estamos sorteando algumas imagens de nosso catálogo.

Já contei aqui do CaFoFo da Carol, que sorteia a imagem “Varal”, de Janine Bergmann. Você pode concorrer enviando seu comentário até dia 14 de março, as 19h.

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Tem mais Janine Bergmann sendo sorteada no Cores da Casa, blog escrito pela decoradora Adri Magre. Adri sorteia a imagem “Desconstruindo Gérbera”, e você pode participar até dia 12!

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No Simples Decoração, tem “Mais próximo há natureza…”, de Bruna Prado. Quem quiser participar do sorteio, precisa fazê-lo até dia 14 de março.

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“Merece um prêmio a mulher que __________________________”, pergunta Rosana Caiado no seu Complete a Frase. Por lá, sorteamos a ilustra “The Cupid” de Simone Belintani. Para participar, complete a frase até amanhã 10 de março.

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E no Casa montada, a ilustra “Oz” de Simone Belintani já tem dona: Andrea de Oliveira. E a Rafa produziu um vídeo que nós amamos para anunciar o resultado.

 

Agradecemos a todas as mulheres que se dispuseram a celebrar este mês da mulher conosco! E vale uma visita em cada blog dessas mulheres. Fica a dica de mulher pra mulher :)

Por: Deise Lima | Comentários (0)

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