FnP Entrevista Bruno Zorzal: A redescoberta do absurdo da realidade.

Publicado em: 9 de maio de 2010 | Categoria: Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

FnP Entrevista: Bruno Zorzal - A redescoberta do absurdo da realidade

Bruno Zorzal nasceu no Espírito Santo, assim como o Foto na Parede. Depois da faculdade de comunicação, onde começou a explorar o fotojornalismo, mudou-se para a Itália com a intenção de aprimorar seu trabalho. Atualmente, ainda morando no exterior, trabalha como fotógrafo independente e foca sua produção na vida contemporânea nas grandes cidades e seus aspectos. O tema rendeu a exposição individual ‘Screens’, que pode ser vista até 21 de maio na Galeria Homero Massena, na cidade natal do artista - Vitória.

Toscana Rural por Bruno Zorzal

Toscana Rural por Bruno Zorzal

Como e por que você começou a fotografar?Comecei na universidade de Jornalismo, em Vitória (ES). Eu não me dava com os textos. Sempre fui meio alheio aos detalhes que o texto jornalístico exige. E a tal imparcialidade que nos exigiam, impossível. Com a fotografia era tudo automaticamente resolvido pelas características dessa linguagem.

Qual a principal fonte de inspiração para seu trabalho?

Vivendo em uma grande cidade se deve tomar cuidado em não se perder no mundo de estímulos que elas oferecem. Da mesma forma a comunicação. Parece que se sabe de tudo antes mesmo que aconteça. Então meus trabalhos tendem a nascer nesse ambiente caótico, concreto e imaginativo das grandes cidades. 

Recife Antigo por Bruno Zorzal

Recife Antigo por Bruno Zorzal


Que referências (outros autores, literatura, música, etc) você diria que mais influenciam seu trabalho como fotógrafo?
Tenho uma grande, e automática, preferência pelos trabalhos daqueles que começaram no jornalismo. Escritores e fotógrafos. Talvez porque associe as obras ao modo romântico em que parecem ser produzidas. Autores sempre em movimento, longe de casa. Mas, a parte o romantismo, é normalmente uma arte com boas doses de realidade, o absurdo da realidade. 

Você busca um determinado estilo de fotografia? Ou prefere explorar diferentes formas de fotografar?

Gosto de pensar que a descoberta de cada assunto requer uma redescoberta na maneira de fotografar. Isso pode se dar com aparelhos diferentes ou com formas diferentes de lidar com um mesmo aparelho. O importante é poder esquecer da máquina enquanto se fotografa senão corre-se o risco de trabalhar para ela.

O vento#II por Bruno Zorzal

O Vento #II por Bruno Zorzal

Qual a sua visão sobre a fotografia como meio de expressão e arte?O importante é o que se diz, não como. O cineasta Jean-Luc Godard, por exemplo, falou que no inicio pensou na literatura. Com papel e caneta tentou se concentrar em descrever uma cena poética com a lua mas se viu muito limitado em transmitir com palavras aquilo que sentia. Então simplesmente pegou uma câmera e enquadrou a lua, estava tudo lá. 
Os cactos #I por Bruno Zorzal

Os Cactos #I por Bruno Zorzal

As fotografias de Bruno Zorzal estão a venda no Foto na Parede a partir de 69 e tamanhos variam de 20×30cm a 40×60cm, incluindo uma panorâmica de 200×20 m. Você ainda pode optar por levar a foto já montada em painel de madeira.
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“Simultâneo” e Viradão Carioca.

Publicado em: 23 de abril de 2010 | Categoria: FnP Informa, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

simultaneo

SIMULTÂNEO, articulado como ação de intervenção urbana, propõe múltiplas projeções simultâneas de fotografia.
Será realizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, neste sábado, dia 24 de abril, a partir das 18h, integrando a programação oficial do VIRADÃO CARIOCA 2010.

Participam artistas de diversas regiões do país, que trabalham com a imagem em toda sua abrangência contemporânea, justificada como linguagem, suporte ou registro, realizada seja com aparatos digital, analógico, móvel ou experimental.

“Nossa” Kelly Lima participa da Simultâneos. O Viradão Carioca agita o Rio de hoje 23 a domingo 25 de abril, com cerca de 500 eventos culturais, todos gratuitos. Saiba mais sobre o Viradão pelo pessoal que organiza o Viradão:

“O Viradão Carioca é um evento cultural, que integra todas as linguagens artísticas do Rio de Janeiro. O objetivo é a união das zonas norte, sul e oeste, através da oferta de uma programação eclética, que se estenderá por 54 horas. Pautado nos três pilares – acesso à cultura, ocupação da cidade e integração, o evento acontece em diversas ruas, praças, teatros, cinemas, bibliotecas, centros, lonas culturais e circos, promovendo uma intensa programação cultural. Como o espírito do carioca é de liberdade, a maior parte dos eventos será gratuita e em locais abertos. Enormes palcos serão montados em pontos estratégicos e, ainda, palcos itinerantes atravessarão vários bairros do Rio.”

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Bruno Zorzal expõe “SCREENS”, no ES.

Publicado em: 18 de abril de 2010 | Categoria: Isso é arte, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (1)

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EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL GALERIA HOMERO MASSENA
VITÓRIA_ES

Bruno Zorzal é capixaba, e atualmente vive na Itália, onde foi estudar fotografia na Escola Romana. Como todo bom filho à casa torna, Bruno faz sua estréia em exposição individual em Vitória, ES. “SCREENS” poderá ser vista de 20 de abril a 21 de maio na Galeria Homero Massena. 

brunozorzal

Apesar do catálogo de Zorzal no Foto na Parede ser composto majoritariamente de paisagens, nos últimos dois anos Bruno tem se concentrado no indivíduo. SCREENS faz parte desta pesquisa em que propõe uma investigação sobre os indivíduos como elementos constituintes do espaço urbano. Composta apenas por noturnas, as imagens isolam as pessoas no interior de seus automóveis em uma via de alta velocidade. O enquadramento sempre frontal elimina o entorno, anula a perspectiva e encerra as pessoas nos limites do para-brisa.

“Nestas fotografias de pessoas em situação de imaginária intimidade, procuro revelar uma solidão comum a todos. Nas expressões de pessoas comuns em seus carros, procuro tornar visível a interioridade da alma humana representando não mais indivíduos, em meros retratos, mas a situação onde esta interioridade se manifesta.”, diz Bruno sobre o trabalho.

Quem quiser ouvir mais do trabalho pelo próprio artista, poderá assisti-lo em palestra na abertura, as 18h do dia 20 de abril.

A mostra é composta por nove fotografias e música do duo Mem1(*), de Los Angeles, CA. A curadoria é do artista visual e pesquisador da Universidade Paris 1, Miro Soares(**). A produção das cópias fotográficas é realizada e apoiada peloVitória Fine Art, empresa capixaba especializada em impressões fine art para exposições e museus.

(*)  O duo Mem1 é formado por Mark e Laura Cetilia. Vivem e trabalham em Los Angeles, CA. Em suas composições operam uma sutil aproximação entre sons eletrônicos, produzidos por softwares e hardwares personalizados, com o som acústico do violoncelo.

(**) Miro Soares, curador da exposição, é artista visual e film-videomaker. É mestre em Artes e Mídias Digitais pela Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, onde é atualmente doutorando em Artes e Ciências da Arte. 

Serviço:

TÍTULO DA EXPOSIÇÃO | ANO DE PRODUÇÃO
SCREENS | 2009

galeriahomeromassena@secult.es.gov.br

 

GALERIA HOMERO MASSENA
Rua Pedro Palácios, 99. Cidade Alta, Centro. Vitória - ES.

De 20 de abril a 21 de Maio de 2010.
De segunda a sexta-feira das 10 às 18h.

Abertura dia 20 de abril às 20h.
Palestra do artista a partir das 18h.

CURADORIA E TEXTO CRÍTICO
MIRO SOARES  |  www.mirosoares.com

MÚSICA
MEM1  |  www.mem1.com
“Somniferum”, do álbum “Alexipharmaca”.
Interval Recordings. Israel, 2006.

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FnP Entrevista: Marco Cavallo.

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FnP Entrevista: Marco Cavallo - Realidade transformada em inspiracao


Marco Cavallo é italiano e fotógrafo agenciado pela Olycom/Milano. Atua também como professor de fotografia no Instituto Europeu de Design em Roma. E pensar que a fotografia começou como um divertimento, junto a seu pai, quem tinha o hábito de fotografar e revelar seus filmes. Este fotógrafo usa a realidade como inspiração, sempre em busca ‘do momento’. Acredita na fotografia como uma ótima forma de expressão e a mais democrática das artes.

Bosco por Marco Cavallo

Bosco por Marco Cavallo

Como e por que você começou a fotografar?
Na realidade comecei de pequeno seguindo o costume de meu pai de fotografar e também revelar as fotos. Quando decidi mudar de vida, abandonando a faculdade para estudar e trabalhar com a fotografia, o que sempre foi um divertimento tornou-se o meu meio de vida.  

Qual a principal fonte de inspiração para seu trabalho?

A realidade, em qualquer forma que se apresente, é sempre fonte de inspiração. Em um segundo, na frente do fotógrafo, se apresenta a ‘cena’, o ‘momento’ que ele, sem pensar, sabe sempre que é aquilo que estava procurando porque já estava dentro dele.

Depois tem a natureza com suas cores, suas formas e a luz. E ali sempre tem o tempo de pensar e compor. E as pessoas que se apresentam em ‘cenas’ sempre diferentes geram átimos de segundos, cheios de significados.
O Barco por Marco Cavallo

O Barco por Marco Cavallo

Que referências (outros autores, literatura, música, etc) você diria que mais influenciam seu trabalho como fotógrafo?
Se devo nominar os artistas que mais me inspiraram, seguramente Elliot Erwitt e Martin Parr seriam os primeiros, mas em geral sempre fui atraido por todos os artistas que souberam captar com ironia os gestos cotidianos e a particularidade que o homem soube criar.
Você busca um determinado estilo de fotografia? Ou prefere explorar diferentes formas de fotografar?
O estilo artísitico, em qualquer campo da arte é a coisa mais difícil de se encontrar. Na verdade, estilo não se busca; se tem, e os que tem são os que permanecem para sempre.
Agora, se falarmos em gênero, não tenho nenhum preciso. Historicamente a fotografia passou da representacao de poucos temas, como pessoas, lugares a todos os temas, todos os lugares e coisas. É geral!
Eu continuo a acreditar que se deve minimizar esta característica antiga da fotografia, por isso fotografo tudo que me interessa, sem preconceito de temas e interpretando-os conforme meu ponto de vista.
Agua de luz por Marco Cavallo

Agua de luz por Marco Cavallo

Qual a sua visão sobre a fotografia como meio de expressão e arte?A fotografia é um ótimo meio que os artistas tem para se expressarem, a ligação indissolúvel desse meio com a realidade a faz diferente da pintura, escultura, poesia. A fotografia tem sempre uma base de realidade, ainda que fortemente manipulada e interpretada esta é sempre o ponto de partida. Essa sua característica lhe deu sempre a competência de contar fatos e passar a milhões de pessoas histórias que, de outra forma, seriam esquecidas. A fotografia mudou, em algumas circustâncias, a história de milhões de pessoas. Sua acessibilidade a faz, dentre as artes, uma das mais democráticas. Todos podem tentar se expressar ou contar com uma fotocâmera. A história nos ensina que a propria fotografia entrou no mundo da arte para modificar os estilos, como a pintura!

Como se pode então negar que a fotografia seja um grande meio de expressão,
e uma das artes universalmente reconhecidas?
Kite surf por Marco Cavallo

Kite Surf por Marco Cavallo

As fotografias de Marco Cavallo estão a venda no Foto na Parede a partir de 59 e tamanhos variam de 20×25cm a 40×50cm, incluindo panorâmicas de 30×82cm. Você ainda pode optar por levar a foto já montada em painel de madeira.

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As Lomos do Fábio.

Publicado em: 13 de abril de 2010 | Categoria: Na Mídia, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

"The last day of summer", lomo do Codevilla, 30x65cm a R$109.

"The last day of summer", lomo do Codevilla, 30x65cm a R$109.

(fonte: Revista Vida Simples)

“Não pense muito. Não tente controlar a câmera. Surpreenda-se. Essas são algumas regrinhas para usar a Lomo, uma câmera fotográfica analógica especial. Os diferentes modelos da câmera de origem russa resultam em fotografias com uma atmosfera peculiar, quase onírica. Como as imagens ao lado, do jornalista gaúcho Fabio Codevilla, que não é fotógrafo profissional, como muitos lomógrafos – os fãs da máquina e do estilo de fotografar mais espontâneo. “Eu gosto da experimentação, de investigar estéticas diferentes, porque fotografar é algo muito subjetivo. Não registro um objeto ou momento específico, acontece naturalmente”, filosofa Fabio, que tem mais de dez câmeras.”

Nosso lomógrafo de mão cheia, Fábio Codevilla, com ensaio na edição deste mês revista Vida Simples. Para conferir a matéria e o ensaio completo - do qual a “The last day of summer” faz parte - confira aqui.Vale a pena. Ah, e caso goste de  alguma das fotografias do ensaio, e passe a sonhar em tê-la na sua parede, conta pra gente que a gente conta pro Fábio e quem sabe a fotografia não entra no nosso catálogo? É só deixar um comentário!

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O mundo encantado de Adriano Renzi.

Publicado em: | Categoria: FnP Informa, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

E lá vem mais um artista nos enchendo de orgulho :)

Adriano Renzi inaugura em 31 de abril uma exposição com suas aquarelas originais, entitulada “O mundo encantado de Adriano Renzi”. As aquarelas expostas ilustram publicações infantis recentes como “Minu, o Gato Azul”, “O pássaro de ouro”, “A linda história de dois irmãos para crianças de todas as idades” e “Bumba meu boi”.

Será na cidade de Teresópolis, RJ, no espaço Pró-arte, e é possível conferir até 21 de maio. Em nome do Adriano, convidamos a todos!

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Minu, o tal gato azul, você já conhece daqui do Foto na Parede. Algumas ilustrações do Minu estão à venda no nosso catálogo. As aquarelas originais você vai ter que ir até Teresópolis para ver, mas se quiser uma bela reprodução decorando o quarto das crianças, a gente sugere que você dê uma olhadinha aqui :)

Vendemos as ilustras em papel fotográfico, no tamanho 40×40cm, a R$99 na opção sem montagem.  Se quiser, você pode escolher uma opção de moldura e já receber o quadro prontinho para pendurar. É só escolher entre montagem em painel de madeira, moldura de 3cm sem vidro nas cores preta, branca ou madeira, ou moldura de 3cm com passe-partout de 5cm e vidro anti-reflexo. Para entender melhor nossas opções de moldura, dá uma olhadinha aqui.

"Azul escondido", ilustra de Adriano Renzi e capa do livro "Minu, o gato azul', editado pela Rocco.

"Azul escondido", ilustra de Adriano Renzi e capa do livro "Minu, o gato azul', editado pela Rocco.

Uma outra opção bem legal que oferecemos é a montagem em Canvas: a ilustração é impressa diretamente em canvas de algodão, a partir do original digitalizado. O resultado final fica bem similar a uma aquarela original, e sai por R$204 no tamanho de 40×40cm. A impressão em canvas é um processo um pouco mais caro, mas o resultado faz valer.

Minu pode ser diferente porque é azul, mas como todo bom gato é curioso.  "Azul sobre azul", ilustração de Adriano Renzi, publicada no livro "Minu, o gato azul" da Editora Rocco.

Minu pode ser diferente porque é azul, mas como todo bom gato é curioso. "Azul sobre azul", ilustração de Adriano Renzi, publicada no livro "Minu, o gato azul" da Editora Rocco.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Já disse isso aqui, mas não canso de repetir: nos orgulhamos muito de nossos artistas, e ainda mais de tê-los espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Adoramos essa diversidade.

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Desta vez é o pernambucano Damião Santana quem exibe seus dotes criativos e fotográficos no mundo ‘físico’, participando da Mostra de Fotografia Criativa do Atelier Multicultural, em Recife.

“Latas, caixas de fósforos ou uma popular câmera plec-plec, vendida no balcão da feira de usados. O que esses objetos têm em comum? São caixas pretas, instrumentos de arte precários, capazes de captar belas imagens e provocar novos conceitos sobre a arte-educação, meios de expressão e inserção social.”

Esta é a idéia por trás da mostra - patrocinada pelos Correios - é idealizada pelo produtor e fotógrafo Christian Cunha, e composta exclusivamente por imagens produzidas por estas câmeras rudimentares. Associada a mostra, está a  Oficina com máquinas precárias, patrocinada pela Secretaria Especial da Juventude e Emprego e facilitada por Mateus Sá e Isaías Belo, da qual participam desde a última segunda (05-abril)  cerca de 40 jovens, entre 14 e 20 anos, da comunidade Vila Esperança. O resultado das aulas, que vão até o próximo domingo ( 11-abril), será somado à Mostra de Fotografia Criativa do Atelier Multicultural, em salão vizinho do CCC, a partir do dia 15 deste mês.

A reflexão proposta por Christian Cunha é bastante interessante:
“A fotografia figura no mundo da arte como um dos mais elitistas suportes para criação. Possibilidades de baratear os custos nunca foram de grande interesse para o mercado, empenhado em explorar o consumo de equipamentos de ponta, voltados para a profissionalização. Mesmo o amadorismo sempre exigiu um certo poder econômico para a compra de câmeras compactas e filmes. Veio a era digital e a fotografia se tornou mais presente no dia a dia, o que não significa popular. Numa outra perspectiva de captação fotográfica, o projeto em pauta mostra como essa arte pode alcançar novos públicos e assumir outras características que não seja a documentação.”

A exposição é composta por imagens do próprio Christian (com ensaio desenvolvido com câmeras pinlux, em caixas de fósforo) e dos convidados Mateus Sá (plec-plec), Isaias Belo (pinhole em lata), Damião Santana (Holga, câmera de plástico para filme médio formato) e Josivan Rodrigues (Kodac Instamatic, fabricada entre as décadas de 1960 e 70). A previsão é que a mostra circule na Europa, nas cidades de Lisboa, Barcelona e Paris em 2011, da mesma forma como ocorreu na primeira edição, com incentivo das Jornadas Européias do Patrimônio, uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Européia.

Conheça algumas das imagens expostas:

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ISAIAS BELO | Homem Suburbano Capibaribe
“As fotografias deste trabalho são fruto de um importante diálogo entre mim (o fotógrafo) e pescadores, ribeirinhos e barqueiros sobre meio-ambiente e a relação que os moradores da cidade estabelecem com o rio. Elas foram produzidas dos afluentes da Várzea até a bacia do Capibaribe, situada próxima à rua da Aurora”.

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DAMIÃO SANTANA | Holga de biquini
“A precariedade da camera Holga é latente em todos os sentidos, principalmente o da visão. O equipamento é uma câmera escura que se abre inteiramente para nós, e permite-nos experimentar o ato fotográfico até de olhos fechados. E isso não tem nada de limitador, ao contrário”.

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MATEUS SÁ | Cidades que senti
“Despretensão é a palavra que me vem à cabeça quando penso nesse trabalho. Plec-Plec na mão e o olhar buscando sem objetivo pré-estabelecido. Fotos feitas durante viagens por cidades que de alguma forma me encantaram. No momento seguinte (edição), o prazer de rever, sentir através das imagens. Traduzir os sentimentos que cada cidade me proporcionou a partir das fotografias escolhidas”.

SERVIÇO:

Mostra de Fotografia Criativa do Atelier Multicultural
Por Christian Cunha e os convidados Mateus Sá, Isaias Belo, Damião Santana e Josivan Rodrigues
Local:
Centro Cultural Correios (Rua Marquês de Olinda, 262, Bairro do Recife)
Abertura: sexta-feira (09.04), às 19h
Visitação aberta ao público de 10 de abril e 09 de maio
Terça a sexta, das 9h às 18h | sábados e domingos, das 12h às 18h.
Gratuito

Informações: 81 8705.2880

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Bruna Prado: Encontro do olhar com a sensibilidade

Publicado em: 25 de março de 2010 | Categoria: Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

FnP Entrevista: Bruna Prado - Encontro do olhar com a sensibilidade

Bruna Prado tem a fotografia em sua vida desde pequena, quando o avô corria atrás dela com uma Olympus Trip, registrando sua infância. O registro ficou na memória da menina, que quando começou a trabalhar como designer e publicitária, se viu envolvida no mundo da fotografia novamente. Esse envolvimento acabou culminando em aulas para desenvolver a sensibilidade e o olhar, que hoje ela aplica nas fotografias que tira.

E Jorge, salve! por Bruna Prado

É Jorge, salve! por Bruna Prado

Como e por que você começou a fotografar?Em meados de 1999/2000, tive as primeiras “aulas” fotográficas com minha mestra Isabel Pla. Recordo bem, de como era diferente a proposta de ensino dela. Ficávamos horas em livrarias e em seu acervo pessoal, folheando livros de grandes mestres famosos e anônimos. Para cada tema e fotográfo, eu era questionada quanto ao sentimento que tinha em relação ao que eu via. Antes de entender e aprender a criar uma foto, tive que primeiro conhecer meus sentimentos em relação aos diversos mundos que observava. Logo vieram as aulas práticas. Sem máquina ou qualquer outro tipo de equipamento, passei a observar a luz. Meu dever de casa, muitas vezes foi acordar as 4 horas da manhã, para sentar em frente ao mar e analisar a mudança de luz. E isso se repetiu em diversos horários. Na fase seguinte, foi adicionado o equipamento fotográfico: a caixa preta era uma Canon EOS 3000 junto com vários rolos de negativo. Passei então a aplicar tudo que tinha observado, anotando frame a frame o que fazia para depois estudar os resultados e comparações. Conheci então, sem muita teoria, o que eram as tais aberturas e velocidade. Teoria pra mim era um bicho estranho, vivia mais do que nunca o olhar e a alfabetização visual.O por quê? Bom, a fotografia me permitia aproximar daquilo que ainda hoje é meu foco principal: vivências. A descoberta de novas realidades, do nosso povo, da nossa cultura e de nossas raízes.
Qual a principal fonte de inspiração para seu trabalho?

A vida com o seu cotidiano, o seu entorno, o seu comportamento, porém sempre com um olhar positivo. 

Que referências (arte,outros artistas, literatura, musica, etc) você diria que mais influenciam seu trabalho como fotográfa?

Na fotografia, posso citar a minha mestra Bebel (Isabel Plá), Pedro Martinelli, Eduard Curtis e Pierre Verger 

 

 

 

 

Resgate ao direito de sonhar por Bruna Prado

Resgate ao direito de sonhar por Bruna Prado

Voce busca um determinado estilo de fotografia? Ou prefere explorar diferentes formas de fotografar?Eu acho que vim de pesquisa e escola mais clássica, sou da ‘era do filme’ e tento manter esse olhar meio de admiração pelas coisas e pelo mundo, um pouco poético. Qual a sua visão sobre a fotografia como meio de expressão e arte?

No meu ponto de vista, fotografia é a nova arte, ao invés de 7 deveriam ser 8 artes. Apesar de toda polêmica entre a era digital, a manipulação dentre outras, ela é de fato uma forma de expressão artística mais próxima do real, porém com a intervenção da sensibilidade do fotografo. 

Mais perto ha' natureza por Bruna Prado

Mais perto há natureza por Bruna Prado

As fotos de Bruna Prado estão a venda no Foto na Parede a partir de R$69 em tamanhos que vão de 20×30cm a 40×60cm. Você ainda pode optar por levar a foto ja emoldurada. Temos 3 opções: painel de madeira, moldura sem vidro e moldura com passe-partout e vidro anti-reflexo. As fotos da série ‘Resgate ao direito de sonhar’ tem parte de sua renda revertida para a ONG Ballet de Santa Teresa.

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Mulheres de verdade.

Publicado em: 22 de março de 2010 | Categoria: Mulheres, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

(porque ainda é março, ainda mês da mulher!)

Merece um prêmio a mulher que - a despeito do que o mundo, as convenções, a sociedade ou a mídia queiram impor - se aceita como é. Exala o brilho do amor próprio, de quem conhece seu valor, sua beleza, seus pontos fortes e também os fracos. Merecem prêmios todas elas.

"Gordinha", cantando. gordinha gordinha-danaa

A séria de Gordinhas de Rosana Urbes remete a essas mulheres. Não só as gordinhas, mas também as magras, as que resistem a ditadura dos cabelos lisos, as que tem o cabelo liso demais, as brancas, as morenas, as de perna fina, as de perna grossa, as altas, as baixas, as que não tem peito e as que tem muito. Todas as perfeitas na sua imperfeição.

gordinha-iii gordinha-azul

A todas as mulheres que entenderam que aceitar-se é o caminho mais curto, rápido, fácil e certeiro para a felicidade. Aceitar-se sem resignar-se, mantendo a vaidade de quem quer sentir-se bonita. Vaidade é bom, em boa medida, na medida que não quer mudar radicalmente quem você é.

Se há algo que não entendo é essa cultura que vivemos que valoriza o que é igual, o que está no padrão. Eu quero mais é a variância, tudo que cai fora do desvio padrão, que diferencie, que tire do lugar comum. A diferença é o que me interessa.

gordinha-vermelho gordinha-maio

Todas essas gordinhas estão a venda no Foto na Parede, assim como outras obras de Rosana Urbes que pinta em aquarela e digitaliza essas imagens. Rosana tem um trabalho com bastante personalidade, bastante feminino e que valoriza a mulher. Conheça!

Por: Deise Lima | Comentários (0)

FnP Entrevista: Simone Belintani - Explorando o universo feminino.

Publicado em: 21 de março de 2010 | Categoria: Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

FnP Entrevista: Simone Belintani - Explorando o universo feminino

Simone Belintani foi daquelas alunas que tinham o caderno todo desenhado. Cresceu sabendo que gostaria de trabalhar com ilustração. Em meio a lápis, papéis, computador e softwares de imagem, ela extravasa sua paixão pelo antigo produzindo imagens contemporâneas que exploram, principalmente, o universo feminino.


Como você começou seu trabalho de ilustração e manipulação de imagens?

Desde pequena eu sempre gostei de desenhar. Era daquelas pessoas que tinham os cadernos e livros de escola todos rabiscados e desde aquela época eu já sabia que queria trabalhar nessa área. A manipulação de imagens comecou como hobby também, numa tentativa de diversificação e complemento perante a ilustração e que mais tarde rendeu convites de publicações tanto online quanto offline.

Onde você busca a inspiração para o seu trabalho?

Tudo inspira. O cotidiano, outras formas de arte como música, cinema, literatura sao combustíveis para o meu trabalho, sem dúvida.

Que referências (arte,outros artistas, literatura, música, etc) você diria que mais influenciam seu trabalho como ilustradora?

Eu sempre me identifiquei bastante com art nouveau. Adoro Alphonse Mucha e suas formas femininas e orgânicas. Também me identifico com tudo que é retrô, vintage. Tenho certo fascínio pelo que é antigo.

Que materiais e suportes você costuma usar para trabalhar?

Papel e lápis com suporte do computador quase sempre.
Muitas vezes parto diretamente do computador para fazer meus trabalhos. As colagens que faço partem sempre de buscas de imagens e manipulações em softwares especificos.

Qual a sua visão sobre a ilustração como meio de expressão e arte?

A ilustração acaba sendo um jeito muito particular de se mostrar a sua visão do mundo. Todos os dias somos tão bombardeados por tantos estimulos visuais e sonoros, e tudo acaba sendo absorvido. A ilustração é uma maneira de colocar todos esses estímulos pra fora, mas com uma interpretação diferenciada.

Seu trabalho tem muitas referências ao universo feminino, isto é algo que você busca ou acontece por acaso?

Apesar de ter trabalhos que fogem do universo feminino, eu posso dizer que quase sempre acabo buscando esse tipo de referência, mesmo que indiretamente. Pra mim é um universo com muitas possibilidades de exploração e muito sedutor.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

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