08 de março: Dia Internacional da Mulher

Publicado em: 8 de março de 2010 | Categoria: Mulheres, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (2)

Ainda que nós mulheres - e aí me incluo - gostemos de ser celebradas nesta data com flores e bombons, vale sempre reforçar a origem d0 Dia Internacional da Mulher, criado para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres mas também - e talvez principalmente - para não nos permitir esquecer as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.

A data foi oficialmente adotada pela ONU, em 1975, mas as primeiras iniciativas para se estabelecê-la ocorreram no início do século XX, quando diversas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito ao voto surgiram nos EUA e Europa.  Registros históricos indicam que a criação da data foi proposta pela 1a vez em 1910, pela líder socialista alemã Clara Zetkin, durante o II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, realizado em Copenhague.

No imaginário coletivo, a data ficou relacionada ao incêndio ocorrido 1 ano depois da proposição de Clara, em 25 de março de 1911, nos EUA, na fábrica têxtil Triangle Shirtwaist Company. A companhia empregava cerca de 600 trabalhadores, sendo a maioria mulheres imigrantes judias e italianas com idade entre 13 e 23 anos. No incêndio, morreram 146 trabalhadores, sendo 125 mulheres e 21 homens.  Este incêndio foi considerado o maior da história americana até 11 de setembro (2001). Parte da Universidade de Nova Iorque está atualmente construída sobre o local do incêndio e uma placa lembra o ocorrido.

Desde o início do século XX, a data foi celebrada em dias diversos, muitas vezes durente o mês de Março, ganhou força e enfraqueceu em diversos momentos, até ser impulsionada pelo movimento feminista dos anos 60 culminando - no Ocidente - na adoção do dia 08 de março pelas Nações Unidas.

Nós - mulheres - devemos muito de nossos direitos e liberdade de expressão a todas e tantas mulheres que há um século vêm lutando por nós.  Há que se reconhecer o progresso e as conquistas alcançadas, sem perder de vista os ainda inúmeros desafios e sem abrir mão de tudo aquilo que nos faz femininas.

- Em 1976, 29% das mulheres trabalhavam fazendo parte da população economicamente ativa (PEA). Em 2007, este número foi registrado como superior a 40% - ou seja 40% de mulheres trabalhando ou procurando emprego e mais da metade delas (53%) em franca atividade no ano de 2007. Neste mesmo período, as taxas de atividade masculina mantiveram-se  em patamares semelhantes: entre 73 e 76%.
(fonte: FCC - Fundação Carlos Chagas)

- As mulheres vivem 7,8 anos a mais do que os homens. Em 91, esse índice era estimado em 7,2 anos. Se dez anos atrás as mulheres viviam cerca de 64,8 anos (em média), hoje elas atingiriam os 72,6 anos.
(Fonte : IBGE)

- As mulheres têm mais tempo de estudo: elas estudam, em média, 8,6 anos, quando a média nacional entre a população ocupada é de 7,6 anos. Por outro lado, as mulheres com até quatro anos de estudo recebem 80,6% do salário dos homens com a mesma escolarização. Com 12 anos ou mais de estudo as mulheres recebem apenas 61,6% do que os homens.
Fonte: Editorial do Valor (2006)

- Nos Estados Unidos, 20% das mulheres sofrem pelo menos um tipo de agressão física infligida pelo parceiro durante a vida. Por ano, entre 3 e 4 milhões de mulheres são agredidas em suas casas por pessoas de sua convivência íntima.
- Na Índia , 5 mulheres são assassinadas por dia em conseqüência de disputas relacionadas ao dote.
- Na África , cerca de 6 mil meninas sofrem mutilação genital a cada dia.
- Na América Latina e Caribe , de 25 a 50% das mulheres são vítimas de violência doméstica.
- Na maioria dos países do Leste Europeu e da ex-União Soviética, a situação das mulheres piorou desde o colapso do comunismo, com um aumento do desemprego e de abusos contra seus direitos.
- No Brasil, levantamento realizado pelo Movimento Nacional dos Direitos Humanos indica que, em 1996, 72% do total de assassinatos de mulheres foram cometidos por homens que privavam de sua intimidade.
(fonte: Rede Saúde)

Dos 28 artistas do Foto na Parede, 11 (39%)  são talentosíssimas mulheres que dividem seu espaço amigavelmente com outros talentosos homens. O Foto na Parede defende a igualdade de oportunidade a ambos os sexos, e seleciona seus artistas pelo seu talento, sem qualquer discriminação de sexo, credo, raça ou cor. Nos orgulhamos muito de todos mas, hoje - me desculpem os homens - é dia de celebrar nossas mulheres :)

Ana Rodrigues, do Páprica

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(Caledoscópio-2008)

Bárbara Porto. Parte de uma série de fotos que explora as marcas deixadas pelo tempo.

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(Natureza - 2009)

Bianca Albuquerque - do Foco Natural

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(Borboleta-2008)

Bruna Prado

“É a força do sonho, capaz de produzir prazer, compromisso social, concentração, esforço em crianças que estavam fadadas ao esquecimento social e tiveram seu sonhos resgatados pela ONG Ballet de Santa Teresa.”
(A fotógrafa doa 50% do lucro da venda desta foto para a ONG.)

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(Resgate do direito de sonhar-2009)

Cláudia C. Magno, e sua série em edição limitada Co-nexos.

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(co-existir, limitada a 200 impressões)

Kelly Lima

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(Detalhes geométricos 2 - 2007)

Janine Bergmann

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(Sagrarte)

Martina Schreiner

“Uma folha cai no chão e vira árvore. Tudo pode se transformar. Brincadeira de montagem e reinterpretação da imagem”
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(Passarinhos verdes-2008)

Rosana Urbes, com suas aquarelas.

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(Ciranda-2008)

“As portas da percepção guardam os segredos de toda uma vida…”
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(The Doors, em edição limitada. Parte da série “Freak Project”)
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(My dreams-2007)

Por: Deise Lima | Comentários (2)

Sabrina e suas mensagens subliminares.

Publicado em: 5 de março de 2010 | Categoria: Isso é arte, Mulheres, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

FnP Entrevista: Sabrina Barrios - Intensas mensagens subliminares

 

Sabrina Barrios é gaucha de Santa Maria, passou por São Paulo e hoje mora em Nova Iorque - cidade que muitas vezes inspira suas imagens. Já participou de exposições em NY, Londres e Rio. Seu trabalho é super intuitivo, experimental e contestador e traz várias mensagens subliminares que Sabrina desafia o espectador a encontrar. Para apreciar ou decifrar, Foto na Parede apresenta: Sabrina Barrios. 

 

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Apimentado por Sabrina Barrios

Apimentado por Sabrina Barrios - Edição Limitada

Como e por que você começou a ilustrar?
Mexo com arte desde criança. Sempre desenhei e pintei… acho que é como eu me expresso melhor, como demonstro sentimentos intensos tipo raiva, felicidade, amor, decepções…

 

Onde você busca a inspiração para seu trabalho?
Acho que minha principal inspiração são as pessoas. Adoro ver a reação delas perante situações inusitadas, problemas sem soluções aparentes, surpresas do dia a dia. Outras vezes busco referências nas cidades, e Nova York, claro, aparece muito no meu trabalho.

 

21 gramas por Sabrina Barrios

21 gramas por Sabrina Barrios - Edição Limitada

Que referências (arte,outros artistas, literatura, música, etc) você diria que mais influenciam seu trabalho como Ilustradora?
Busco sempre conhecer trabalhos novos, de artistas novos. As vezes vou a museus, tipo o MoMa, que eu adoro. Admiro muito artistas como o Picasso, que numa fase da vida, resolveu desconstruir a arte. Miro tambem é um dos meus preferidos. A intensidade do trabalho dele está, muitas vezes, no fundo, apesar das pessoas lembrarem dele pelos asteriscos e traços infantis. Quando pinto ouço os Beatles, Bob Dylan, Rita Lee e Thievery Corporation (ou pelo menos, tenho escutado ultimamente. Mudo sempre!).

 

Rock Band por Sabrina Barrios

Rock Band por Sabrina Barrios - Edição Limitada

Que materiais e suportes você costuma usar para trabalhar?
Meu trabalho é super experimental, então eu estou sempre trabalhando com materiais novos, que possam dar uma textura legal, somar. Gosto muito de pintar em papelão, madeira e plástico. Uso batante tinta acrílica, mas também trabalho com colagens, canetas e giz de cera no mesmo trabalho.

 

Qual a sua visão sobre a ilustração como meio de expressão e arte?
Acho que é como o artista fala o que quer, grita até. É muito mais intenso do que um simples desenho. Meus trabalhos tem sempre uma mensagem, nem que seja subliminar. Eu gosto muito de desafiar o espectador, porque a minha arte nao é daquelas que todo mundo vai entender e gostar, mas quem quiser tentar, vai certamente encontrar respostas.

 

Big Apple por Sabrina Barrios

Big Apple por Sabrina Barrios - Edicao Limitada

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Um Varal.

Publicado em: 4 de março de 2010 | Categoria: Mulheres, Prata da casa, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

E seguindo com nossas celebrações pelo mês da mulher, convidamos outra blogueira - a Carol - e seu cafofo para juntar-se a nós nesta homenagem! 

O CaFoFo da Carol irá sortear a imagem “Varal“ de Janine Bergmann, no tamanho 20×30cm:
varal
 
Quer saber como participar? Acesse o CaFoFo, entenda as regras do sorteio e ainda delicie-se com o conteúdo do blog, dedicado a decoração.

Nos chamou a atenção o olhar de Carol sobre esta foto:

“O varal é quase um elemento onírico, está nas fantasias, nos filmes, nos sonhos… nos sonhos! Um símbolo de purificação, de renovação, onde tudo que era sujo se transforma em maciez e olor… Quem nunca teve uma pontinha de vontade de andar entre um cenário de céu azul, grama verde e muitas roupas brancas deslizando suavemente entre as mãos e o vento? ”

“neste varal, por exemplo, vemos um degradê de cores na disposição, bastante vermelho e só vemos roupa masculina… O que dá pra imaginar sobre essa casa? essa família? A minha leitura é: um casal razoavelmente jovem e bem apaixonado. Observem o estilo de roupa e a quantidade de tons vermelhos. Uma mulher que sente prazer em cuidar do marido e é bem organizada, dá uma olhada no detalhe; as roupas estão organizadas por tipo e por cor… “

E parece que não é só a Carol que tem esse apreço pelos varais. Ela ainda cita outra grande mulher , a atriz Valéria Alencar, que lhe contou que ama varais de paixão e que pretende algum dia dirigir um curta sobre o tema.

Confesso que não sabia que varais eram tão populares. E você?  Já pensou sobre varais? Se também é fã, que tal conhecer outras imagens de varais no Foto na Parede :)?

Díptico "O Vento", por Bruno Zorzal

Díptico "O Vento", por Bruno Zorzal

"Varal 1", por Páprica

"Varal 1", por Páprica

Por: Deise Lima | Comentários (0)

There’s no place like home!

Publicado em: | Categoria: Mulheres, Prata da casa, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Quem não se lembra da pesonagem Dorothy ,do Mágico de Oz,batendo os sapatinhos vermelhos e repetindo com toda força a expressão: “Não há lugar como nosso lar” (there’s no place like home!) ?

Rafaela Fajardo, autora do blog Casa Montada, não só lembra do filme como concorda com Dorothy! Dona de uma casa cheia de charme, e repleta de soluções criativas dentro das limitações de uma casa alugada, Rafa compartilha suas idéias e inspirações para decoração do lar-doce-lar em seu blog. Super mulher, mãe de dois filhos, e agora parceira do Foto na Parede!

Lá no Casa Montada, estamos sorteando a imagem “Oz”, de Simone Belintani, no tamanho 20×30cm:
somewhereovertherainbow

Para concorrer, você deve responder a pergunta: “O que você mais aprecia no olhar feminino?”. O sorteio será no dia 08 de março. Visite e deixe seu comentário!!

Por: Deise Lima | Comentários (0)

“Não se nasce mulher, torna-se mulher.” (Simone de Beauvoir)

A frase - que tornou-se ícone do movimento feminista - foi citada em “O segundo sexo” , obra publicada por Simone de Beauvoir em 1949.  Simone apregoava que as características associadas tradicionalmente à condição feminina derivam menos de imposições da natureza e mais de mitos disseminados pela cultura e pelos homens.  Defendia o conceito de liberdade, e ajudou a criar em muitas mulheres a noção de que teríamos direito às nossas próprias vidas, de que poderíamos escolher o nosso rumo e de que a nossa sexualidade nos pertencia.

Escolho Simone e a frase pelo ideal de liberdade que ambas representam, mais que por acreditar que simplesmente nos tornamos mulheres. Acredito que algumas condições do feminino nos são inatas, e a magia está em saber tirar máximo proveito delas para exercitarmos nossa merecida, desejada e almejada liberdade. E temos muito que agradecer a Simone por isso.

08 de março é oficialmente o Dia Internacional da Mulher, adotado pela ONU, desde 1975. Março é o mês da Mulher. O Foto na Parede nasceu do desejo, da fraterninade, da união e da liberdade de duas mulheres-irmãs. Não poderíamos deixar a data passar em branco.

Em março, lançamos 4 novas artistas - cada uma com seu particular olhar feminino sobre o mundo, o cotidiano, a vida e nós mesmos.

Bruna Prado

“A fotografia me permite aproximar daquilo que hoje é meu foco principal: vivências. Descobrir novas realidades, do nosso povo e da nossa cultura”, diz Bruna.

Da séria "Mais próximo há natureza...", de Bruna Prado.

Da séria "Mais próximo há natureza...", de Bruna Prado.

“Mais próximo há natureza… nasce da necessidade de um olhar atento, voltado para a preservação dos recursos naturais do planeta, indispensável para a continuidade da vida no futuro. O apelo é representado pela aproximação de um olhar clamando por reflexão.”

Janine Bergmann

Autodidata,  fotografa desde 1976.  É aquariana.

"Pátria", por Janine Bergmann

"Pátria", por Janine Bergmann

Diversa: “Poesia, viagens e meio-ambiente, me interessam muitíssimo.”
Modesta: “Dizem que faço poesia com o olhar, mas domino melhor as palavras do que as imagens… No entanto, sou melhor para ouvir do que para falar”
Apaixonada: “Nunca tive o Rio de Janeiro nos meus planos de vida nem nas minhas rotas de viagem, mas essa foi a cidade que escolhi para viver ao lado de quem amo e não me imagino morando em outro lugar”
Plena: “Sou totalmente satisfeita comigo mesma, fisicamente falando. Não quero mudar, adicionar ou tirar nada; minha principal meta, em relação a isso, é envelhecer com dignidade e aceitação tranquila, tendo a mente serena, harmoniosa, equilíbrio e paz interior. “
Autêntica: “Eu nunca quis ter filhos (pelo simples fato de que não tenho a menor vocação pra maternidade…rs), preferi ter árvores; já plantei centenas delas”
E cita uma frase que resume bem tudo: ”Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é” .
Eu concordo.

Simone Belintani

Desenhando desde pequena, Simone Belintani sempre foi apaixonada pelas artes. Sua inspiração vem de situações cotidianas, cinema, livros, art nouveau e seu estilo se caracteriza principalmente no retrô. Sua obra é extremamente feminina.

"Date", por Simone Belintani

"Date", por Simone Belintani

Sabrina Barrios

Sabrina nos brinda com sua volta ao nosso catálogo, com o especial “Freak Project” - com todas as imagens em edição limitada. É gáucha de Santa Maria-RS. Designer. Moradora de nova York, há quase 1 ano.

Seu trabalho, super intuitivo, experimental e contestador, contém várias mensagens subliminares, que o espectador só vê se observá-lo por algum tempo.

"Presidente", por Sabrina Barrios.

"Presidente", por Sabrina Barrios.

Sabrina inspira-se em outra grande mulher - Clarice Lispector - para se definir:
“sou como você me vê.
posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania.
depende de quando e como você me vê passar.”

E para finalizar este post em homenagem as mulheres, cito trecho de uma entrevista de Fernanda Montenegro a revista Bravo - publicada na época do lançamento do monólogo “Viver sem tempos mortos” em que interpretou Simone de Beauvoir - quando perguntada se sua mãe trabalhava fora:

“Não. Era uma ótima dona de casa, uma administradora emérito do lar. Cuidava com carinho e eficiência de meu pai, um modelador mecânico, e das três filhas. Quando ficou viúva, caiu em depressão. Tinha mais de 80 anos e procurou uma psicanalista. Expôs as angústias à terapeuta e depois a ouviu, ouviu, ouviu. De repente, interrompeu a conversa e revelou: “Doutora, sabe do que gostaria mesmo? De liberdade”. Veja bem: minha mãe precisou chegar à extrema velhice para conseguir expressar o que de fato almejava. “

Três vivas a nós mulheres.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

deVERcidade - dentro e fora do olhar.

Publicado em: 27 de fevereiro de 2010 | Categoria: FnP Informa, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Começou na última quarta, 24 de fevereiro e vai até amanhã 28 de fevereiro, a 4a edição da mostra de fotografia e artes visuais deVERcidade. O evento ocorre  no entorno do Mercado dos Pinhões, na Praia de Iracema, Fortaleza.

“O deVERcidade surgiu como um momento para compartilhar a experiência de apreciar e pensar a linguagem fotográfica na cidade”, dizem os organizadores. Desde sua primeira edição, em 2005,  procurou inovar na forma de criar essas possibilidades, como através do uso de instalações não-convencionais - as ruínas de um prédio no centro de Fortaleza - o que tornou possível que uma grande quantidade de pessoas, que normalmente não freqüentam o circuito de galerias, pudessem ter acesso gratuito a obras fotográficas, estimulando a formação de platéia e valorizando a cidadania cultural.

2006
Na edição de 2010, algumas questões são levantadas pelo Instituto da Fotografia – IFOTO, responsável pelo evento, que ocorre com patrocínio do Governo do Estado do Ceará, Prefeitura Municipal de Fortaleza e Oi Futuro.:

“Neste momento milhões de imagens são criadas, produzidas coletivamente e compartilhadas em redes de escala mundial. Que imagens são essas? Quem são seus autores? O que dessa produção permanecerá como memória e corpo do nosso tempo?” 

No galpão em ruínas vai se concentrar a exposição de ensaios de 43 fotógrafos selecionados de 11 estados e do Distrito Federal.  Mais três artistas e dois coletivos foram convidados pelo Instituto para apresentar trabalhos na mostra. O homenageado desta edição será o fotógrafo baiano Mário Cravo Neto - já falamos dele por aqui - falecido em agosto de 2009.

O evento conta ainda com oficinas e palestras, todas gratuitas, ministradas por nomes importantes da fotografia brasileira, como os curadores Diógenes Moura, Eder Chiodetto, Rosely Nakagawa, o blogueiro Alexandre Belém, os fotógrafos Claudio Edinger, Ripper, João Castilho, Marcelo Greco, o coletivo Cia de Foto.

O capixaba e atual morador de Roma Bruno Zorzal, fotógrafo e nosso parceiro no Foto na Parede, estárá expondo por lá com suas fotografias de diversos países da América do Sul, Europa e Ásia.

Fotografia por Bruno Zorzal, parte de sua exposição no evento deVERcidades.

Fotografia por Bruno Zorzal, parte de sua exposição no evento deVERcidades.

 

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Na cabeleira do Zezé

Publicado em: 17 de fevereiro de 2010 | Categoria: Isso é arte, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Em 06 de fevereiro, último domingo antes da folia, aconteceu na Fundição Progresso - RJ, a final do 5o Concurso Nacional de Marchinhas. Idealizado por Perfeito Fortuna e lançado no carnaval de 2005, o Concurso pega carona na revitalização do carnaval de rua carioca para descobrir novos compositores e lançar novas marchinhas para embalar foliões em muitos carnavais.

As marchinhas de carnaval tiveram seu auge nos anos 30, 40 e 50 e começaram a perder espaço para os sambas-enredo a partir dos anos 60. Embalaram muitos bailes, e os maiores hits seguem na boca e na mente de qualquer folião que se preze e dão o tom dos atuais (e inúmeros) blocos de carnaval do Rio de Janeiro. Difícil achar quem nunca tenha cantado:

“Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é?”

“Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar! Dá a chupeta, dá a chupeta, dá a chupeta pro neném não chorar”

“Êeeeeeeee, índio quer apito, se não der pau vai comer!”

O concurso de marchinhas de 2010 teve como homenageado João Roberto Kelly. Compositor de pérolas como “Cabeleira do Zezé”, “Morena Bossa Nova”, “Maria Sapatão”, João é um dos únicos compositores consagrados do auge do estilo ainda vivo. Presidiu o júri do concurso em suas 3 primeiras edições, que homenagearam Lamartine Babo, Emilinha Borba e Chiquinha Gonzaga.

Para a final de 2010, transmitida ao vivo pelo Fantástico e com voto popular dentre três finalistas selecionadas pelo júri, a cenografia do palco ficou a cargo do designer João Bird, que escolheu o negão Zezé - o da cabeleira - como personagem principal.

Cenografia de João Bird, para a final do Concurso Nacional de Marchinhas 2010.

Cenografia de João Bird, para a final do Concurso Nacional de Marchinhas 2010.

A famosa cabeleira remetia a padronagem do não menos famoso calçadão de Copacabana - ícone carioca - preenchida por fotografias em preto e branco escolhidas como consequência do universo do negão Zezé: rio de janeiro, praia e favela. As fotografias são todas de autoria de Daniel Chiacos e Ana Rodrigues, a dupla do Páprica - que vocês já conhecem aqui do Foto na Parede.

A cenografia destacou Zezé e sua cabeleira, personagem de uma das marchinhas mais populares e de autoria de João Roberto Kelly, o homenageado do ano. As fotos que compõem a cabeleira são de autoria de Dan Chiacos e Ana Rodrigues, a dupla do Páprica.

A cenografia destacou Zezé e sua cabeleira, personagem de uma das marchinhas mais populares e de autoria de João Roberto Kelly, o homenageado do ano. As fotos que compõem a cabeleira são de autoria de Dan Chiacos e Ana Rodrigues, a dupla do Páprica.

Todas as fotografias usadas no cenário estão à venda no Foto na Parede, em tamanhos que vão do 20×30cm a grandes tamanhos como 80×120cm. Conheça algumas aqui:

Acrobata, por Páprica. De 25x25cm a 60x60cm.

Acrobata, por Páprica. De 25x25cm a 60x60cm.

Pipa voada I, por Páprica. Disponível em 20x30cm até 80x120cm.

Pipa voada I, por Páprica. Disponível em 20x30cm até 80x120cm.

Baía Panorâmica, por Páprica. No tamanho 40x120cm, sai a R$179 (sem montagem).

Baía Panorâmica, por Páprica. No tamanho 40x120cm, sai a R$179 (sem montagem).

E para os que ficaram curiosos, sobre a marchinha vencedora de 2010 informamos que ganhou a “Bom Dia”, de autoria de Renato Torres de Lima.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Adriano Renzi: 1% inspiração, 99% transpiração.

Publicado em: 14 de fevereiro de 2010 | Categoria: FnP Informa, Isso é arte, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Adriano Renzi acredita em trabalho e estudo para a formação de um bom ilustrador. Mestre na técnica de aquarela, Adriano diz que o ditado “1% inspiraçãoo e 99% transpiração” é pura verdade e que sempre pesquisa e planeja suas ilustracões antes pegar no pincel. Tamanha dedicação transparece nas formas e cores que dão vida a personagens que parecem que vão pular do papel. Conhecido por seu trabalho como ilustrador infanto-juvenil, Adriano agora faz parte do grupo de ilustradores do Foto na Parede.
Como e por que você começou a ilustrar?

Desde criança, desenhar é uma maneira de eu me focar espiritualmente e ter um momento só meu. O desenhar me ajuda a observar com outros olhos o mundo. Isso foi se intensificando na escola até eu decidir me direcionar para design na graduação. Eu considero o meu ingresso ao programa de ilustração da University of the ARTs e subsequente retorno ao Brasil como a transição de desenhar nas horas vagas para ilustrar profissionalmente.

Onde voce busca a inspiração para o seu trabalho?

A inspiração vem de diversas formas, mas só é responsável por 1% do esforco. Os outros 99% são trabalho, aprimoramento e pesquisa. O pensamento “1% inspiração e 99% transpiração” é verdade. Tento passar essa ideia nas minhas aulas. É preciso treinar.

Que referências (arte,outros artistas, literatura, música, etc) você diria que mais influenciam seu trabalho como Ilustrador?

Em termos técnicos nao tenho nenhuma referência direta, mas aprendo constantemente observando trabalhos de outros ilustradores e tento trasnformar o aprendizado em algo meu. Dentre os ilustradores que gosto cito Charles Santore, Tim O’Brien, Negreiros e Earl Lewis.

Que materiais e suportes voce costuma usar para trabalhar?

Gosto de mexer com papel e mantenho minhas ilustrações em aquarela. Atualmente poucas pessoas pintam com aquarela ou tem paciência de aprender a técnica, que não se entende em cursos de 1 mês, nem tem a possibilidade de “un-do”. Apesar de ter abraçado a tradição de aquarela, não utilizo a técnica tradicionalmente.

Qual a sua visão sobre a ilustração como meio de expressão e arte?

Mesmo a ilustração sendo mais objetiva a um público do que uma expressão emocional do artista, pode-se dizer que ilustrações levam sempre uma perspectiva única do ilustrador. Tento direcionar minhas ilustrações desa maneira.

As aquarelas de Adriano Renzi estão a venda no Foto na Parede a partir de 99 em tamanhos que vão de 40×40cm a 40×50cm e podem ser impressas em papel fotografico ou sobre canvas - lona 100% de algodão. A impressão em canvas valoriza o trabalho artesanal da aquarela. O papel fotográfico pode ser montado sobre painel de madeira ou emoldurado, enquanto o canvas é esticado sobre um chassi de madeira ficando com o formato de uma tela.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Mude. Faça. Inspire.

Publicado em: 8 de fevereiro de 2010 | Categoria: FnP Informa, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

“Change. Make. Inspire. ” (Mude. Faça. Inspire.) é parte do slogan do Push, um projeto da Nokia, criado para estimular desenvolvedores mundo afora a soltar a criatividade, e criar novos aplicativos e usos para o N900 - um ‘mobile computer’ como a própria Nokia define seu último lançamento.

O N900 é computador móvel, é celular, é câmera digital e - no que depender de Ricardo Mendonça Ferreira e sua esposa Henriette Azeredo - é também um excelente equipamento para fotografar com pipas. Com seu projeto “KAPing with the N900″, Ricardo - que além de fotógrafo, é engenheiro de computação - chegou a final do concurso Nokia Push junto com outros 4 finalistas.

O projeto usa dois N900. Um é colocado em um berço e anexado a pipa (equipamento da esquerda na foto abaixo) e capta as imagens que são transmitidas em tempo real ao segundo N900, que fica nas mãos do fotógrafo que visualiza exatamente o que sua pipa está captando. Este segundo N900 também serve para controlar o que está anexado a pipa, acionando o ‘click’ no momento certo e ainda controlando seu posicionamento.

kap-n900-project1

E se você ainda está confuso sobre o funcionamento, Ricardo explica no vídeo abaixo (em inglês):

O espírito inventivo e realizador da dupla os levou até Londres, onde estão nesse momento demonstrando sua invenção. Daqui do Brasil, nós acompanhamos as últimas novidades pelo blog da dupla (em inglês) , enviamos nossos parabéns e muita torcida! Ficamos ainda mais orgulhosos de ter Ricardo no nosso portifólio, e que esta criação proporcione muitas novas e lindas imagens aéreas.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Imagens pelo buraco da agulha.

Publicado em: 6 de fevereiro de 2010 | Categoria: Isso é arte, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Para Victor Bonomi, a fotografia cria janelas no tempo que nos permite olhar para cenas que, de outra forma, não poderíamos contemplar. E foi para congelar o tempo que Victor começou a fotografar e acabou conhecendo as ‘pinhole’ - máquinas rústicas que usam o princípio da câmera escura para registrar imagens. A simplicidade destas máquinas conquistou Victor que passou a explorar suas possibilidades e a criar as imagens que você vê nesta entrevista e agora no catálogo do Foto na Parede

CopaColor por Victor Bonomi

CopaColor por Victor Bonomi
 
Como e por quê você começou a fotografar?
Comecei a me interessar por fotografia muito pequeno, ao folhear os velhos álbuns de foto da família. Sempre me fascinou observar uma antiga fotografia e ficar imaginando como era o mundo através daquela janela, daquele instante congelado. 

Giramundo por Victor Bonomi

Giramundo por Victor Bonomi

Como e quando começou seu interesse pelas “pinhole”?
Foi em um curso de fotografia, ao conhecer o princípio da camera escura.
 
Quais aspectos da fotografia “pinhole” que você acha interessante explorar?
O que me motiva a explorar a fotografia pinhole é o fato de se tratar da fotografia em sua forma mais elementar, você se preocupa essencialmente com a luz, e em como ela vai interagir com o seu filme para que se obtenha o resultado esperado.

Considero a fotografia pinhole uma terapia, pois você deixa de lado aquela neurose de aberturas, foco automático, megapixels, etc. e foca no que importa, que é a composição e a mensagem que você quer passar. E este tipo de fotografia, por necessitar usualmente de um tempo de exposição maior, prolonga o ato de fotografar, te deixa mais próximo e mais cúmplice da câmera, afinal, não há ‘modo P’* em uma pinhole.

* Modo P: O P é abreviatura de ‘programado’ pois o modo P permite controle parcial de velocidade e abertura.
Tedium por Victor Bonomi

Tedium por Victor Bonomi
 

Que referências (outros autores, literatura, música, etc) você diria que mais influenciam seu trabalho como fotógrafo?
Gosto muito dos fotógrafos clássicos do início do século passado, como Man Ray, E. J. Bellocq, Walker Evans. Na parte de pinhole, Nancy Breslin e Martha Casanave tem trabalhos muito interessantes.

Qual a sua visão sobre a fotografia como meio de expressão e arte?
Estamos em um momento delicado, a relação das pessoas com a fotografia e outras mídias vem mudando. Hoje se observa uma banalização da fotografia em geral, estamos na fase da fotografia (e da música) descartável. Como toda mudança, leva algum tempo para nos acostumarmos.

Em geral, considero qualquer fotografia onde o fotógrafo tenta transmitir sentimento, uma expressão de arte.

CopaBW por Victor Bonomi

CopaBW por Victor Bonomi

Por: Deise Lima | Comentários (0)

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