Mulheres de verdade.
Publicado em: 22 de março de 2010 | Categoria: Mulheres, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)
(porque ainda é março, ainda mês da mulher!)
Merece um prêmio a mulher que - a despeito do que o mundo, as convenções, a sociedade ou a mídia queiram impor - se aceita como é. Exala o brilho do amor próprio, de quem conhece seu valor, sua beleza, seus pontos fortes e também os fracos. Merecem prêmios todas elas.
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A séria de Gordinhas de Rosana Urbes remete a essas mulheres. Não só as gordinhas, mas também as magras, as que resistem a ditadura dos cabelos lisos, as que tem o cabelo liso demais, as brancas, as morenas, as de perna fina, as de perna grossa, as altas, as baixas, as que não tem peito e as que tem muito. Todas as perfeitas na sua imperfeição.
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A todas as mulheres que entenderam que aceitar-se é o caminho mais curto, rápido, fácil e certeiro para a felicidade. Aceitar-se sem resignar-se, mantendo a vaidade de quem quer sentir-se bonita. Vaidade é bom, em boa medida, na medida que não quer mudar radicalmente quem você é.
Se há algo que não entendo é essa cultura que vivemos que valoriza o que é igual, o que está no padrão. Eu quero mais é a variância, tudo que cai fora do desvio padrão, que diferencie, que tire do lugar comum. A diferença é o que me interessa.
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Todas essas gordinhas estão a venda no Foto na Parede, assim como outras obras de Rosana Urbes que pinta em aquarela e digitaliza essas imagens. Rosana tem um trabalho com bastante personalidade, bastante feminino e que valoriza a mulher. Conheça!
Por: Deise Lima | Comentários (0)
Grandes mulheres: Frida Kahlo
Publicado em: 17 de março de 2010 | Categoria: Mulheres, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (1)
“Seu ser estava cheio de amor a vida, amor a matéria, amor a pátria, amor pelas crianças, amor pelas pessoas, amor a Diego, amor a sua família, amor as pedras, amor as plantas, amor aos animais, amor a cor, amor a paisagem e este amor se converteu em pintura.” (Juan O’ Gorman)
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Magdalena Carmen Frieda Kahlo Calderón nasceu em 06 de julho de 1907, em uma bela casa azul no bairro de Coyoacán, na Cidade do México. Já Frida Kahlo, impregnada de um espírito nacionalista visível e marcante em sua obra, gostava de dizer que havia nascido junto com a Revolução Mexicana, em 1910.
Frida foi uma mulher apaixonada. Autêntica. Sofrida. Destemida. Transparente. Inovadora. Revolucionária. Contraditória. Frágil. Forte. Bela. Feia. Me faltam adjetivos. Resumo: uma grande mulher.
Aos 6, teve poliomielite e sobreviveu, mas com a perna direita mais fina e curta que sua esquerda - defeito que passou a vida a esconder. Aos 18, foi vítima do acidente que marcou sua vida: seu ônibus chocou-se contra um trem, partiu sua coluna, sua pélvis e diversos ossos. Foram anos de repouso, recuperação, dores, médicos, coletes ortopédicos e cama. Do pai, fotógrafo e pintor, vieram as tintas, o estímulo e, quiçá, o dom da pintura. Da mãe, veio a idéia de instalar um espelho sobre a cama para que servisse de modelo pra si mesma. Com um cavalete adaptado a sua cama, Frida - que antes sonhava em ser médica - começou a pintar e nunca mais parou.

"Autorretrato con traje de terciopelo", 1926. Primeiro quadro profissional de Frida, ainda acamada. Ela o dedicou a seu ex-noivo - Alejandro Goméz - quem lhe havia deixado desde o acidente, na esperança de reconquistar seu amor. Os fortes aspectos nacionalistas e a influência da cultura mexicana, índigena - que marcaram sua obra - ainda não faziam parte de sua personalidade artística.
Aos 21, conheceu Diego Rivera - pintor renomado, muralista notório, comunista, gordo e 21 anos mais velho - homem que nunca mais sairía de sua vida. Casam-se em 1929. Em grande parte sob influência de Diego, Frida formou sua personalidade política e artística, nacionalista, valorizando as raízes culturais mexicanas e suas origens índias.

Diego observa Frida, que pinta um de seus autorretratos.

"El tiempo vuela", 1929. Já se nota a influência de Diego nas cores vivas, e a evolução artística no fundo mais elaborado.

"Frida Kahlo y Diego Rivera", 1931.

"Autorretrato en la frontera entre Mexico y Estados Unidos", 1932. Entre 1930 e 1933, Diego e Frida passam temporada nos EUA - para desânimo de Frida - onde Diego trabalha. Nesta obra, observa-se o contraste da beleza e vida mexicanas com a fria indústria e progresso americanos.
Ainda que bastante politizada, é impossível olhar para sua obra sem enxergar a própria Frida. Sua arte é pessoal, um reflexo de suas dores. Das dores físicas, que a acompanharam por toda a vida devido a sequelas do fatídico acidente. Da impossibilidade de ser mãe, sonho que descobriu impossível após uma série de abortos naturais,também atribuídos a sequelas do acidente. Dores de amor, pela constante infidelidade de Diego - que a traíu inclusive com sua irmã Cristina. É preciso coragem para se despir dessa forma em suas pinturas.
“Nunca pintei sonhos. Pintava minha própria realidade.” (Frida Kahlo)
"Mi nacimiento", 1932.

"Allá cuelga mi vestido", 1933. Frida coloca seu típico vestido tehuano - que marcou sua imagem - no centro de sua visão crítica de Nova York, ridicularizando valores americanos colocando um troféu de golf e um vaso sanitário em pedestais.

"Recuerdo o El Corazón", 1937. O coração partido de Frida aparece a seus pés. Este quadro é considerado uma expressão do vazio e tristeza sentidos por Frida, quando descobriu o caso de Diego com sua irmã mais nova, Cristina.
Sua obra - pequena, com aproximadamente 200 telas - é profundamente realista, ainda que, em determinado período, tenha sido erroneamente classificada por André Breton como surrealista (gênero de que Frida fez pouco). Os autorretratos - vários pertubadores - são uma constante, e geraram muitos questionamentos aos que Frida costumava responder que não eram exatamente uma escolha:
“Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.”
Picasso disse de Frida, a quem conheceu durante sua temporada em Paris, em carta a Diego:
“Nem você, nem Derain, nem eu, somos capazes de pintar uma cara como as de Frida Kahlo”

"Lo que vi en el agua", 1938.

"Las dos fridas", 1939. Pintado em Paris, o coração sangrando, ela expõe seu sentimento de dupla personalidade: a mexicana, a direita, adorada e querida (inclusive por Diego) e uma versão 'européia', sofrida.
Em sua relação intempestuosa e sempre conturbada com Diego, entremeada por traições de ambas as partes, houveram períodos de separação que acabaram por trazer reconhecimento e independência econômica a Frida, que recusava-se a aceitar dinheiro de Diego e afirmava que poderia viver de sua arte. Conseguiu.
Sempre contraditória, de Diego, ela dizia:
“Ser a mulher de Diego é a coisa mais maravilhosa do mundo. Eu o deixo brincar de matrimonio com outras mulheres. Diego não é marido de ninguém e jamais o será, mas é um grande companheiro”
“Sofri dois grandes acidentes na minha vida: um foi no ônibus, e o outro, Diego.”

"Autorretrato con monos", 1943. Frida tinha grande amor aos bichos, e pintou uma série de autorretratos com eles. Seus animais eram tratados como filhos, que ela não pode ter.

"Pensando en la muerte", 1943

"La columna rota", 1944. Seus alunos contam que, inicialmente, o quadro não tinha o pano que envolve a parte inferior do corpo. O incluiu posteriormente, para que o pubis desnudo não desviasse a atenção da expressão de dor em sua face, dor física e moral.
Sua obra começa a ser reconhecida no México e internacionalmente a partir da década de 40. Expôs em Nova York, em Paris, lecionou em escolas de arte mexicanas. Mas foi no final dessa década que sua saúde entrou em estado crescente de decadência, prendendo-a mais uma vez a cama - o que a levou a um estado depressivo. O tema da morte, que sempre permeou sua obra, tornou-se mais constante e - na ironia de Frida - os autorretratos foram substituídos por pinturas de natureza ‘morta’.

"Diego y yo", 1949. Magoada por mais uma traição de Diego, usa (mais uma vez) seus cabelos para expressar sua dor. Os fios ao redor do pescoço sugerem estrangulá-la, as lágrimas escorrem, mas ainda assim a presença de Diego continua dominando sua existência.

"El abrazo de amor del universo, la tierra (Mexico), yo, Diego y el señor Xólotl", 1949. Xólotl é um deus asteca que, de acordo com a mitologia, guiava as almas dos mortos a Mictlan - que seria o mundo dos mortos.

"El sueño", 1948. O esqueleto acima da cama forma parte de variada coleção de esculturas do casal. Esta cama, com a caveira, pode ser vista no Museu Frida Kahlo, na Casa Azul em Coyoacán. Foi em uma cama como essa, com o espelho afixado sobre si, que Frida começou a pintar e que passou longos períodos de sua vida, devido a sua saúde sempre frágil.
“…Diego é quem me detém viva, por minha vaidade de crer que posso fazer-lhe falta. Ele me disse isso e eu acredito. Mas nunca sofri tanto em minha vida. Esperarei mais um tempo.” (Frida Kahlo em seu diário, 1953 - após ter uma das pernas amputada)
"Viva la vida", 1954. Dispunha seus 'modelos' de natureza morta de forma a lembrar sutilmente partes do corpo humano: olhos, seios, sexos, crânios. Em alguns de seus quadros, chegou a escrever - como para que convencer-se a si mesma: "Natureza bem morta". (dito pelo amigo Raúl Flores Guerrero)
A vida de Frida Kahlo foi retratada no filme “Frida”, de 2002, estrelado por Salma Hayek no papel da protagonista.
Chris Martin, vocalista do Coldplay, conta que foi uma homenagem a Frida Kahlo o nome dado a última obra da banda, lançada em 2008, ”Viva la vida” (ou “Death and all its friends”, nome que também combina e muito com Frida):
“Ela passou por muita coisa, claro, e aí começou uma grande pintura em sua casa que dizia ‘Viva la Vida’. Eu simplesmente amei a ousadia disso” (Chris Martin)
(fonte: “Genios del Arte - Frida Kahlo”, da editora Susaeta, edição de 2004)
E ainda em homenagem as mulheres, e a Frida Kahlo, o Foto na Parede dá desconto de 10% em todas as obras de seu catálogo, só hoje 17 de março de 2010. Basta informar o código #fridakahlo# no campo “Cupom / Vale-presente” no carrinho de compras, para ganhar o desconto. Aproveite que é hoje só!
Por: Deise Lima | Comentários (1)
Grandes Mulheres: Diane Arbus
Publicado em: 10 de março de 2010 | Categoria: Isso é arte, Mulheres, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)
“Para mim o sujeito de uma fotografia é sempre mais importante que a fotografia. E mais complicado…” (Diane Arbus)

Diane, retratada pelo então marido Allan Arbus. 1949.
Nova-iorquina, nascida Diane Nemerov em março de 1923, seus primeiros contatos com a fotografia se deram através do marido Allan Arbus, Trabalharam juntos durante anos na área de propaganda, contribuindo para revistas como Glamour, Seventeen, Vogue, Harper’s Bazaar, sendo Allan o fotógrafo e Diane sua assistente.
Mas, numa expansão inevitável que já não lhe permitia mais permanecer no papel coadjuvante, Diane Arbus foi tomar lições formais na Escola de Nova Iorque com Lisette Model - a quem atribuía grande parte de seu estilo e métodos. Em 1958, estava separada de Allan, com trabalhos “solo” para revistas como Esquire e The Sunday Times Magazine. Mas o universo fashion não era sua prerrogativa; Arbus estava particularmente interessada nas intimidades anônimas, no estranho e no bizarro.
Nas duas décadas seguintes, munida de uma câmera Rolleiflex, em médio-formato e sempre em preto e branco, Diane inovou e deixou sua marca no mundo da fotografia ao buscar nas pessoas comuns (ou nem tanto) das ruas de Nova York os seus modelos.
Ninguém passa impunemente diante de uma fotografia feita por Diane Arbus. A imagem desconcerta o nosso olhar e permanecemos capturados pela estranha sensação que ela provoca.

Child with a toy hand grenade in Central Park, 1962. (Criança com uma granada de mão de brinquedo no Central Park)

Waitress nude, 1965. Garçonete de um campo de nudismo.
Seus modelos, em geral, posam estáticos, o olhar fixo na câmera. Seus retratos expõem cruamente o retratado em sua condição humana, fortemente marcada por um traço que os insere num grupo específico: imigrantes, travestis, velhos, nudistas, mascarados, atores, “freaks”. Abre-se um curioso diálogo entre aparência e identidade. Uma pessoa é o que ela parece ser? Sua imagem funciona como um carimbo de identidade? Ou existe um “para além” da forma?
Apesar de profundamente inseridos num contexto social, para Diane seus modelos são pessoas únicas que representam metáforas delas mesmas. Ela dizia de seus modelos (em tradução livre de suas palavras):
“Inventados por suas próprias crenças, são autores e heróis de um sonho que se faz real na medida em que nós, espectadores, nos permitimos deixar abismar”.
Ao evocar a cumplicidade de quem olha, a fotógrafa permite que surja nesta relação a três (a própria Diane, seu modelo e o espectador) o espaço da fantasia. Seria este o “mais além”, para além da forma?

Retired Man and his wife at home in a nudist camp one morning, New Jersey, 1963. (Homem aposentado e sua esposa numa manhã em um campo nudista)

Puerto Rico woman with beauty mark, 1965. (mulher porto-riquenha com pinta da beleza)

Two girls in matching bathing suits, 1967. (duas garotas com trajes de banho combinados)

Triplets in their bedroom, 1967. (tri-gêmeas em seu quarto)
Diane costumava dizer: “um retrato é um segredo sobre um segredo”. Quanto mais ele revela, menos sabemos, mais ficamos intrigados. O retrato convida a uma opinião, pede uma reação, reação esta calcada nas representações que brotam do imaginário de quem olha.

Jewish giant at home with his parents, 1970. (Gigante judeu em casa com seus pais)

Os números foram sorteados de um chapéu. Eles foram simplesmente escolhidos Rei e Rainha de um baile de terceira idade, em Nova Iorque. Yetta Granaf tem 72 anos e Charles Fahrer, 79. Eles nunca haviam se encontrado antes. 1970

Untitled, 1970. (sem título)
Sobre seu interesse por personagens ‘bizarros’, Diane afirmava sentir ao mesmo tempo fascinação e vergonha:
“Como um personagem de um conto de fadas, o freak aparece para nos obrigar a decifrar um quebra-cabeças. A maioria das pessoas passa a vida temendo uma experiência traumática. Os freaks nascem banhados pelo trauma. Com isso passam no teste da vida. São aristocratas”.
Em 1963, Diane Arbus ganha uma bolsa da Fundação Guggenheim, pelo seu projeto “American rites, manners and customs” (Ritos, maneiras e costumes americanos), renovada em 1966. Durante os anos 60, lecionou fotografia na Parsons School of Design e no Cooper Union, ambos em Nova York. A primeira grande exibição de suas fotografias ocorreu em 1967, no Museum of Modern Art (NY), entitulada ”New Documents” (”Novos documentos”).
Se como costumava dizer outra grande mulher e fotógrafa, Dorothea Lange - “Cada retrato de outra pessoa é um auto-retrato” - talvez seja possível concluir que as fotos de Diane Arbus são o seu duplo, o reflexo de uma alma atormentada à beira do horror. Em 1971, a fotógrafa se suicidou ingerindo barbitúricos e cortando os pulsos, aos 48 anos.
Sua obra segue sendo reverenciada, e inúmeras exposições dedicadas a seu trabalho foram realizadas após sua morte. Em 2006, é lançado o filme “A pele” estrelado por Nicole Kidman e inspirado na vida de Diane Arbus.
(principais fontes: texto da psicanalista Maria Helena Mossé, blog “O século prodigioso”, wikipedia)
** Março é o mês da mulher. Aqui no Nossa Parede, você encontrará alguns artigos sobre grandes mulheres e artistas. Inauguramos com Diane Arbus, e com um presente para nossos leitores válido somente para hoje, 10 de março de 2009: 10% de desconto em qualquer compra no Foto na Parede. Basta informar o código #dianearbus2010# no campo “Cupom / Vale Presente” no carrinho de compras.
Por: Deise Lima | Comentários (0)
Presentes para as mulheres.
Publicado em: 9 de março de 2010 | Categoria: Decoração, Dicas, Mulheres, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)
Em celebração não só ao dia, mas ao mês da mulher, o Foto na Parede também dá presente :)
Em parceria com alguns blogs de mulheres autênticas, antenadas, modernas e exemplares, estamos sorteando algumas imagens de nosso catálogo.
Já contei aqui do CaFoFo da Carol, que sorteia a imagem “Varal”, de Janine Bergmann. Você pode concorrer enviando seu comentário até dia 14 de março, as 19h.
Tem mais Janine Bergmann sendo sorteada no Cores da Casa, blog escrito pela decoradora Adri Magre. Adri sorteia a imagem “Desconstruindo Gérbera”, e você pode participar até dia 12!
No Simples Decoração, tem “Mais próximo há natureza…”, de Bruna Prado. Quem quiser participar do sorteio, precisa fazê-lo até dia 14 de março.
“Merece um prêmio a mulher que __________________________”, pergunta Rosana Caiado no seu Complete a Frase. Por lá, sorteamos a ilustra “The Cupid” de Simone Belintani. Para participar, complete a frase até amanhã 10 de março.
E no Casa montada, a ilustra “Oz” de Simone Belintani já tem dona: Andrea de Oliveira. E a Rafa produziu um vídeo que nós amamos para anunciar o resultado.
Agradecemos a todas as mulheres que se dispuseram a celebrar este mês da mulher conosco! E vale uma visita em cada blog dessas mulheres. Fica a dica de mulher pra mulher :)
Por: Deise Lima | Comentários (0)
08 de março: Dia Internacional da Mulher
Publicado em: 8 de março de 2010 | Categoria: Mulheres, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (2)
Ainda que nós mulheres - e aí me incluo - gostemos de ser celebradas nesta data com flores e bombons, vale sempre reforçar a origem d0 Dia Internacional da Mulher, criado para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres mas também - e talvez principalmente - para não nos permitir esquecer as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.
A data foi oficialmente adotada pela ONU, em 1975, mas as primeiras iniciativas para se estabelecê-la ocorreram no início do século XX, quando diversas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito ao voto surgiram nos EUA e Europa. Registros históricos indicam que a criação da data foi proposta pela 1a vez em 1910, pela líder socialista alemã Clara Zetkin, durante o II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, realizado em Copenhague.
No imaginário coletivo, a data ficou relacionada ao incêndio ocorrido 1 ano depois da proposição de Clara, em 25 de março de 1911, nos EUA, na fábrica têxtil Triangle Shirtwaist Company. A companhia empregava cerca de 600 trabalhadores, sendo a maioria mulheres imigrantes judias e italianas com idade entre 13 e 23 anos. No incêndio, morreram 146 trabalhadores, sendo 125 mulheres e 21 homens. Este incêndio foi considerado o maior da história americana até 11 de setembro (2001). Parte da Universidade de Nova Iorque está atualmente construída sobre o local do incêndio e uma placa lembra o ocorrido.
Desde o início do século XX, a data foi celebrada em dias diversos, muitas vezes durente o mês de Março, ganhou força e enfraqueceu em diversos momentos, até ser impulsionada pelo movimento feminista dos anos 60 culminando - no Ocidente - na adoção do dia 08 de março pelas Nações Unidas.
Nós - mulheres - devemos muito de nossos direitos e liberdade de expressão a todas e tantas mulheres que há um século vêm lutando por nós. Há que se reconhecer o progresso e as conquistas alcançadas, sem perder de vista os ainda inúmeros desafios e sem abrir mão de tudo aquilo que nos faz femininas.
- Em 1976, 29% das mulheres trabalhavam fazendo parte da população economicamente ativa (PEA). Em 2007, este número foi registrado como superior a 40% - ou seja 40% de mulheres trabalhando ou procurando emprego e mais da metade delas (53%) em franca atividade no ano de 2007. Neste mesmo período, as taxas de atividade masculina mantiveram-se em patamares semelhantes: entre 73 e 76%.
(fonte: FCC - Fundação Carlos Chagas)- As mulheres vivem 7,8 anos a mais do que os homens. Em 91, esse índice era estimado em 7,2 anos. Se dez anos atrás as mulheres viviam cerca de 64,8 anos (em média), hoje elas atingiriam os 72,6 anos.
(Fonte : IBGE)- As mulheres têm mais tempo de estudo: elas estudam, em média, 8,6 anos, quando a média nacional entre a população ocupada é de 7,6 anos. Por outro lado, as mulheres com até quatro anos de estudo recebem 80,6% do salário dos homens com a mesma escolarização. Com 12 anos ou mais de estudo as mulheres recebem apenas 61,6% do que os homens.
Fonte: Editorial do Valor (2006)- Nos Estados Unidos, 20% das mulheres sofrem pelo menos um tipo de agressão física infligida pelo parceiro durante a vida. Por ano, entre 3 e 4 milhões de mulheres são agredidas em suas casas por pessoas de sua convivência íntima.
- Na Índia , 5 mulheres são assassinadas por dia em conseqüência de disputas relacionadas ao dote.
- Na África , cerca de 6 mil meninas sofrem mutilação genital a cada dia.
- Na América Latina e Caribe , de 25 a 50% das mulheres são vítimas de violência doméstica.
- Na maioria dos países do Leste Europeu e da ex-União Soviética, a situação das mulheres piorou desde o colapso do comunismo, com um aumento do desemprego e de abusos contra seus direitos.
- No Brasil, levantamento realizado pelo Movimento Nacional dos Direitos Humanos indica que, em 1996, 72% do total de assassinatos de mulheres foram cometidos por homens que privavam de sua intimidade.
(fonte: Rede Saúde)
(Caledoscópio-2008)
Bárbara Porto. Parte de uma série de fotos que explora as marcas deixadas pelo tempo.
(Natureza - 2009)
Bianca Albuquerque - do Foco Natural
(Borboleta-2008)
“É a força do sonho, capaz de produzir prazer, compromisso social, concentração, esforço em crianças que estavam fadadas ao esquecimento social e tiveram seu sonhos resgatados pela ONG Ballet de Santa Teresa.”
(A fotógrafa doa 50% do lucro da venda desta foto para a ONG.)
(Resgate do direito de sonhar-2009)
Cláudia C. Magno, e sua série em edição limitada Co-nexos.
(co-existir, limitada a 200 impressões)
(Detalhes geométricos 2 - 2007)
(Sagrarte)
(Passarinhos verdes-2008)
Rosana Urbes, com suas aquarelas.
(Ciranda-2008)
Por: Deise Lima | Comentários (2)
Sabrina e suas mensagens subliminares.
Publicado em: 5 de março de 2010 | Categoria: Isso é arte, Mulheres, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)
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Como e por que você começou a ilustrar?
Mexo com arte desde criança. Sempre desenhei e pintei… acho que é como eu me expresso melhor, como demonstro sentimentos intensos tipo raiva, felicidade, amor, decepções…
Onde você busca a inspiração para seu trabalho?
Acho que minha principal inspiração são as pessoas. Adoro ver a reação delas perante situações inusitadas, problemas sem soluções aparentes, surpresas do dia a dia. Outras vezes busco referências nas cidades, e Nova York, claro, aparece muito no meu trabalho.
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Que referências (arte,outros artistas, literatura, música, etc) você diria que mais influenciam seu trabalho como Ilustradora?
Busco sempre conhecer trabalhos novos, de artistas novos. As vezes vou a museus, tipo o MoMa, que eu adoro. Admiro muito artistas como o Picasso, que numa fase da vida, resolveu desconstruir a arte. Miro tambem é um dos meus preferidos. A intensidade do trabalho dele está, muitas vezes, no fundo, apesar das pessoas lembrarem dele pelos asteriscos e traços infantis. Quando pinto ouço os Beatles, Bob Dylan, Rita Lee e Thievery Corporation (ou pelo menos, tenho escutado ultimamente. Mudo sempre!).
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Que materiais e suportes você costuma usar para trabalhar?
Meu trabalho é super experimental, então eu estou sempre trabalhando com materiais novos, que possam dar uma textura legal, somar. Gosto muito de pintar em papelão, madeira e plástico. Uso batante tinta acrílica, mas também trabalho com colagens, canetas e giz de cera no mesmo trabalho.
Qual a sua visão sobre a ilustração como meio de expressão e arte?
Acho que é como o artista fala o que quer, grita até. É muito mais intenso do que um simples desenho. Meus trabalhos tem sempre uma mensagem, nem que seja subliminar. Eu gosto muito de desafiar o espectador, porque a minha arte nao é daquelas que todo mundo vai entender e gostar, mas quem quiser tentar, vai certamente encontrar respostas.
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Por: Deise Lima | Comentários (0)
Um Varal.
Publicado em: 4 de março de 2010 | Categoria: Mulheres, Prata da casa, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)
E seguindo com nossas celebrações pelo mês da mulher, convidamos outra blogueira - a Carol - e seu cafofo para juntar-se a nós nesta homenagem!
O CaFoFo da Carol irá sortear a imagem “Varal“ de Janine Bergmann, no tamanho 20×30cm:

Quer saber como participar? Acesse o CaFoFo, entenda as regras do sorteio e ainda delicie-se com o conteúdo do blog, dedicado a decoração.
Nos chamou a atenção o olhar de Carol sobre esta foto:
“O varal é quase um elemento onírico, está nas fantasias, nos filmes, nos sonhos… nos sonhos! Um símbolo de purificação, de renovação, onde tudo que era sujo se transforma em maciez e olor… Quem nunca teve uma pontinha de vontade de andar entre um cenário de céu azul, grama verde e muitas roupas brancas deslizando suavemente entre as mãos e o vento? ”
“neste varal, por exemplo, vemos um degradê de cores na disposição, bastante vermelho e só vemos roupa masculina… O que dá pra imaginar sobre essa casa? essa família? A minha leitura é: um casal razoavelmente jovem e bem apaixonado. Observem o estilo de roupa e a quantidade de tons vermelhos. Uma mulher que sente prazer em cuidar do marido e é bem organizada, dá uma olhada no detalhe; as roupas estão organizadas por tipo e por cor… “
E parece que não é só a Carol que tem esse apreço pelos varais. Ela ainda cita outra grande mulher , a atriz Valéria Alencar, que lhe contou que ama varais de paixão e que pretende algum dia dirigir um curta sobre o tema.
Confesso que não sabia que varais eram tão populares. E você? Já pensou sobre varais? Se também é fã, que tal conhecer outras imagens de varais no Foto na Parede :)?
Por: Deise Lima | Comentários (0)
There’s no place like home!
Publicado em: | Categoria: Mulheres, Prata da casa, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)
Quem não se lembra da pesonagem Dorothy ,do Mágico de Oz,batendo os sapatinhos vermelhos e repetindo com toda força a expressão: “Não há lugar como nosso lar” (there’s no place like home!) ?
Rafaela Fajardo, autora do blog Casa Montada, não só lembra do filme como concorda com Dorothy! Dona de uma casa cheia de charme, e repleta de soluções criativas dentro das limitações de uma casa alugada, Rafa compartilha suas idéias e inspirações para decoração do lar-doce-lar em seu blog. Super mulher, mãe de dois filhos, e agora parceira do Foto na Parede!
Lá no Casa Montada, estamos sorteando a imagem “Oz”, de Simone Belintani, no tamanho 20×30cm:

Para concorrer, você deve responder a pergunta: “O que você mais aprecia no olhar feminino?”. O sorteio será no dia 08 de março. Visite e deixe seu comentário!!
Por: Deise Lima | Comentários (0)
Mulheres de Março.
Publicado em: | Categoria: Galeria Foto na Parede, Isso é arte, Mulheres, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)
“Não se nasce mulher, torna-se mulher.” (Simone de Beauvoir)
A frase - que tornou-se ícone do movimento feminista - foi citada em “O segundo sexo” , obra publicada por Simone de Beauvoir em 1949. Simone apregoava que as características associadas tradicionalmente à condição feminina derivam menos de imposições da natureza e mais de mitos disseminados pela cultura e pelos homens. Defendia o conceito de liberdade, e ajudou a criar em muitas mulheres a noção de que teríamos direito às nossas próprias vidas, de que poderíamos escolher o nosso rumo e de que a nossa sexualidade nos pertencia.
Escolho Simone e a frase pelo ideal de liberdade que ambas representam, mais que por acreditar que simplesmente nos tornamos mulheres. Acredito que algumas condições do feminino nos são inatas, e a magia está em saber tirar máximo proveito delas para exercitarmos nossa merecida, desejada e almejada liberdade. E temos muito que agradecer a Simone por isso.
08 de março é oficialmente o Dia Internacional da Mulher, adotado pela ONU, desde 1975. Março é o mês da Mulher. O Foto na Parede nasceu do desejo, da fraterninade, da união e da liberdade de duas mulheres-irmãs. Não poderíamos deixar a data passar em branco.
Em março, lançamos 4 novas artistas - cada uma com seu particular olhar feminino sobre o mundo, o cotidiano, a vida e nós mesmos.
“A fotografia me permite aproximar daquilo que hoje é meu foco principal: vivências. Descobrir novas realidades, do nosso povo e da nossa cultura”, diz Bruna.
“Mais próximo há natureza… nasce da necessidade de um olhar atento, voltado para a preservação dos recursos naturais do planeta, indispensável para a continuidade da vida no futuro. O apelo é representado pela aproximação de um olhar clamando por reflexão.”
Autodidata, fotografa desde 1976. É aquariana.

"Pátria", por Janine Bergmann
Diversa: “Poesia, viagens e meio-ambiente, me interessam muitíssimo.”
Modesta: “Dizem que faço poesia com o olhar, mas domino melhor as palavras do que as imagens… No entanto, sou melhor para ouvir do que para falar”
Apaixonada: “Nunca tive o Rio de Janeiro nos meus planos de vida nem nas minhas rotas de viagem, mas essa foi a cidade que escolhi para viver ao lado de quem amo e não me imagino morando em outro lugar”
Plena: “Sou totalmente satisfeita comigo mesma, fisicamente falando. Não quero mudar, adicionar ou tirar nada; minha principal meta, em relação a isso, é envelhecer com dignidade e aceitação tranquila, tendo a mente serena, harmoniosa, equilíbrio e paz interior. “
Autêntica: “Eu nunca quis ter filhos (pelo simples fato de que não tenho a menor vocação pra maternidade…rs), preferi ter árvores; já plantei centenas delas”
E cita uma frase que resume bem tudo: ”Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é” .
Eu concordo.
Desenhando desde pequena, Simone Belintani sempre foi apaixonada pelas artes. Sua inspiração vem de situações cotidianas, cinema, livros, art nouveau e seu estilo se caracteriza principalmente no retrô. Sua obra é extremamente feminina.
Sabrina nos brinda com sua volta ao nosso catálogo, com o especial “Freak Project” - com todas as imagens em edição limitada. É gáucha de Santa Maria-RS. Designer. Moradora de nova York, há quase 1 ano.
Seu trabalho, super intuitivo, experimental e contestador, contém várias mensagens subliminares, que o espectador só vê se observá-lo por algum tempo.
Sabrina inspira-se em outra grande mulher - Clarice Lispector - para se definir:
“sou como você me vê.
posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania.
depende de quando e como você me vê passar.”
E para finalizar este post em homenagem as mulheres, cito trecho de uma entrevista de Fernanda Montenegro a revista Bravo - publicada na época do lançamento do monólogo “Viver sem tempos mortos” em que interpretou Simone de Beauvoir - quando perguntada se sua mãe trabalhava fora:
“Não. Era uma ótima dona de casa, uma administradora emérito do lar. Cuidava com carinho e eficiência de meu pai, um modelador mecânico, e das três filhas. Quando ficou viúva, caiu em depressão. Tinha mais de 80 anos e procurou uma psicanalista. Expôs as angústias à terapeuta e depois a ouviu, ouviu, ouviu. De repente, interrompeu a conversa e revelou: “Doutora, sabe do que gostaria mesmo? De liberdade”. Veja bem: minha mãe precisou chegar à extrema velhice para conseguir expressar o que de fato almejava. “
Três vivas a nós mulheres.
Por: Deise Lima | Comentários (0)









































