Grandes Mulheres: Diane Arbus

Publicado em: 10 de março de 2010 | Categoria: Isso é arte, Mulheres, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

“Para mim o sujeito de uma fotografia é sempre mais importante que a fotografia. E mais complicado…” (Diane Arbus)

Diane, retratada pelo então marido Allan Arbus. 1949.

Diane, retratada pelo então marido Allan Arbus. 1949.

Nova-iorquina, nascida Diane Nemerov em março de 1923, seus primeiros contatos com a fotografia se deram através do marido Allan Arbus, Trabalharam juntos durante anos na área de propaganda, contribuindo para revistas como Glamour, Seventeen, Vogue, Harper’s Bazaar, sendo Allan o fotógrafo e Diane sua assistente.

Mas, numa expansão inevitável que já não lhe permitia mais permanecer no papel coadjuvante, Diane Arbus foi tomar lições formais na Escola de Nova Iorque com Lisette Model - a quem atribuía grande parte de seu estilo e métodos. Em 1958, estava separada de Allan, com trabalhos “solo” para revistas como Esquire e The Sunday Times Magazine. Mas o universo fashion não era sua prerrogativa; Arbus estava particularmente interessada nas intimidades anônimas, no estranho e no bizarro.

Nas duas décadas seguintes, munida de uma câmera Rolleiflex, em médio-formato e sempre em preto e branco, Diane inovou e deixou sua marca no mundo da fotografia ao buscar nas pessoas comuns (ou nem tanto) das ruas de Nova York os seus modelos.

Ninguém passa impunemente diante de uma fotografia feita por Diane Arbus. A imagem desconcerta o nosso olhar e permanecemos capturados pela estranha sensação que ela provoca.

Child with a toy hand grenade in Central Park, 1962. (Criança com uma granada de mão de brinquedo no Central Park)

Child with a toy hand grenade in Central Park, 1962. (Criança com uma granada de mão de brinquedo no Central Park)

Waitress nude, 1965. Garçonete de um campo de nudismo.

Waitress nude, 1965. Garçonete de um campo de nudismo.

Seus modelos, em geral, posam estáticos, o olhar fixo na câmera.  Seus retratos expõem cruamente o retratado em sua condição humana, fortemente marcada por um traço que os insere num grupo específico: imigrantes, travestis, velhos, nudistas, mascarados, atores, “freaks”.  Abre-se um curioso diálogo entre aparência e identidade. Uma pessoa é o que ela parece ser? Sua imagem funciona como um carimbo de identidade? Ou existe um “para além” da forma?

Apesar de profundamente inseridos num contexto social, para Diane seus modelos são pessoas únicas que representam metáforas delas mesmas. Ela dizia de seus modelos (em tradução livre de suas palavras): 

“Inventados por suas próprias crenças, são autores e heróis de um sonho que se faz real na medida em que nós, espectadores, nos permitimos deixar abismar”

Ao evocar a cumplicidade de quem olha, a fotógrafa permite que surja nesta relação a três (a própria Diane, seu modelo e o espectador) o espaço da fantasia. Seria este o “mais além”, para além da forma?

Retired Man and his wife at home in a nudist camp one morning, New Jersey, 1963. (Homem aposentado e sua esposa numa manhã em um campo nudista)

Retired Man and his wife at home in a nudist camp one morning, New Jersey, 1963. (Homem aposentado e sua esposa numa manhã em um campo nudista)

Puerto Rico woman with beauty mark, 1965.

Puerto Rico woman with beauty mark, 1965. (mulher porto-riquenha com pinta da beleza)

Two girls in matching bathing suits, 1967.

Two girls in matching bathing suits, 1967. (duas garotas com trajes de banho combinados)

Triplets in their bedroom, 1967.

Triplets in their bedroom, 1967. (tri-gêmeas em seu quarto)

Diane costumava dizer: “um retrato é um segredo sobre um segredo”. Quanto mais ele revela, menos sabemos, mais ficamos intrigados. O retrato convida a uma opinião, pede uma reação, reação esta calcada nas representações que brotam do imaginário de quem olha.

Jewish giant at home with his parents, 1970. (Gigante judeu em casa com seus pais)

Jewish giant at home with his parents, 1970. (Gigante judeu em casa com seus pais)

Their numbers were picked out of a hat. They were just chosen King and Queen of a Senior Citizens dance in NYC. Yetta Granaf is 72 and Charles Fahrer is 79. They have never met before. 1970

Os números foram sorteados de um chapéu. Eles foram simplesmente escolhidos Rei e Rainha de um baile de terceira idade, em Nova Iorque. Yetta Granaf tem 72 anos e Charles Fahrer, 79. Eles nunca haviam se encontrado antes. 1970

Untitled, 1970. (sem título)

Untitled, 1970. (sem título)

Sobre seu interesse por personagens ‘bizarros’, Diane afirmava sentir ao mesmo tempo fascinação e vergonha:

“Como um personagem de um conto de fadas, o freak aparece para nos obrigar a decifrar um quebra-cabeças. A maioria das pessoas passa a vida temendo uma experiência traumática. Os freaks nascem banhados pelo trauma. Com isso passam no teste da vida. São aristocratas”.

Em 1963, Diane Arbus ganha uma bolsa da Fundação Guggenheim, pelo seu projeto “American rites, manners and customs” (Ritos, maneiras e costumes americanos), renovada em 1966.  Durante os anos 60, lecionou fotografia na Parsons School of Design e no Cooper Union, ambos em Nova York. A primeira grande exibição de suas fotografias ocorreu em 1967, no Museum of Modern Art (NY), entitulada ”New Documents” (”Novos documentos”).

Se como costumava dizer outra grande mulher e fotógrafa, Dorothea Lange - “Cada retrato de outra pessoa é um auto-retrato” - talvez seja possível concluir que as fotos de Diane Arbus são o seu duplo, o reflexo de uma alma atormentada à beira do horror. Em 1971, a fotógrafa se suicidou ingerindo barbitúricos e cortando os pulsos, aos 48 anos.

Sua obra segue sendo reverenciada, e inúmeras exposições dedicadas a seu trabalho foram realizadas após sua morte. Em 2006, é lançado o filme “A pele” estrelado por Nicole Kidman e inspirado na vida de Diane Arbus

(principais fontes: texto da psicanalista Maria Helena Mossé, blog “O século prodigioso”, wikipedia)

** Março é o mês da mulher. Aqui no Nossa Parede, você encontrará alguns artigos sobre grandes mulheres e artistas. Inauguramos com Diane Arbus, e com um presente para nossos leitores válido somente para hoje, 10 de março de 2009: 10% de desconto em qualquer compra no Foto na Parede. Basta informar o código #dianearbus2010# no campo “Cupom / Vale Presente” no carrinho de compras.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Sabrina e suas mensagens subliminares.

Publicado em: 5 de março de 2010 | Categoria: Isso é arte, Mulheres, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

FnP Entrevista: Sabrina Barrios - Intensas mensagens subliminares

 

Sabrina Barrios é gaucha de Santa Maria, passou por São Paulo e hoje mora em Nova Iorque - cidade que muitas vezes inspira suas imagens. Já participou de exposições em NY, Londres e Rio. Seu trabalho é super intuitivo, experimental e contestador e traz várias mensagens subliminares que Sabrina desafia o espectador a encontrar. Para apreciar ou decifrar, Foto na Parede apresenta: Sabrina Barrios. 

 

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Apimentado por Sabrina Barrios

Apimentado por Sabrina Barrios - Edição Limitada

Como e por que você começou a ilustrar?
Mexo com arte desde criança. Sempre desenhei e pintei… acho que é como eu me expresso melhor, como demonstro sentimentos intensos tipo raiva, felicidade, amor, decepções…

 

Onde você busca a inspiração para seu trabalho?
Acho que minha principal inspiração são as pessoas. Adoro ver a reação delas perante situações inusitadas, problemas sem soluções aparentes, surpresas do dia a dia. Outras vezes busco referências nas cidades, e Nova York, claro, aparece muito no meu trabalho.

 

21 gramas por Sabrina Barrios

21 gramas por Sabrina Barrios - Edição Limitada

Que referências (arte,outros artistas, literatura, música, etc) você diria que mais influenciam seu trabalho como Ilustradora?
Busco sempre conhecer trabalhos novos, de artistas novos. As vezes vou a museus, tipo o MoMa, que eu adoro. Admiro muito artistas como o Picasso, que numa fase da vida, resolveu desconstruir a arte. Miro tambem é um dos meus preferidos. A intensidade do trabalho dele está, muitas vezes, no fundo, apesar das pessoas lembrarem dele pelos asteriscos e traços infantis. Quando pinto ouço os Beatles, Bob Dylan, Rita Lee e Thievery Corporation (ou pelo menos, tenho escutado ultimamente. Mudo sempre!).

 

Rock Band por Sabrina Barrios

Rock Band por Sabrina Barrios - Edição Limitada

Que materiais e suportes você costuma usar para trabalhar?
Meu trabalho é super experimental, então eu estou sempre trabalhando com materiais novos, que possam dar uma textura legal, somar. Gosto muito de pintar em papelão, madeira e plástico. Uso batante tinta acrílica, mas também trabalho com colagens, canetas e giz de cera no mesmo trabalho.

 

Qual a sua visão sobre a ilustração como meio de expressão e arte?
Acho que é como o artista fala o que quer, grita até. É muito mais intenso do que um simples desenho. Meus trabalhos tem sempre uma mensagem, nem que seja subliminar. Eu gosto muito de desafiar o espectador, porque a minha arte nao é daquelas que todo mundo vai entender e gostar, mas quem quiser tentar, vai certamente encontrar respostas.

 

Big Apple por Sabrina Barrios

Big Apple por Sabrina Barrios - Edicao Limitada

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Mulheres de Março.

Publicado em: 4 de março de 2010 | Categoria: Galeria Foto na Parede, Isso é arte, Mulheres, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

“Não se nasce mulher, torna-se mulher.” (Simone de Beauvoir)

A frase - que tornou-se ícone do movimento feminista - foi citada em “O segundo sexo” , obra publicada por Simone de Beauvoir em 1949.  Simone apregoava que as características associadas tradicionalmente à condição feminina derivam menos de imposições da natureza e mais de mitos disseminados pela cultura e pelos homens.  Defendia o conceito de liberdade, e ajudou a criar em muitas mulheres a noção de que teríamos direito às nossas próprias vidas, de que poderíamos escolher o nosso rumo e de que a nossa sexualidade nos pertencia.

Escolho Simone e a frase pelo ideal de liberdade que ambas representam, mais que por acreditar que simplesmente nos tornamos mulheres. Acredito que algumas condições do feminino nos são inatas, e a magia está em saber tirar máximo proveito delas para exercitarmos nossa merecida, desejada e almejada liberdade. E temos muito que agradecer a Simone por isso.

08 de março é oficialmente o Dia Internacional da Mulher, adotado pela ONU, desde 1975. Março é o mês da Mulher. O Foto na Parede nasceu do desejo, da fraterninade, da união e da liberdade de duas mulheres-irmãs. Não poderíamos deixar a data passar em branco.

Em março, lançamos 4 novas artistas - cada uma com seu particular olhar feminino sobre o mundo, o cotidiano, a vida e nós mesmos.

Bruna Prado

“A fotografia me permite aproximar daquilo que hoje é meu foco principal: vivências. Descobrir novas realidades, do nosso povo e da nossa cultura”, diz Bruna.

Da séria "Mais próximo há natureza...", de Bruna Prado.

Da séria "Mais próximo há natureza...", de Bruna Prado.

“Mais próximo há natureza… nasce da necessidade de um olhar atento, voltado para a preservação dos recursos naturais do planeta, indispensável para a continuidade da vida no futuro. O apelo é representado pela aproximação de um olhar clamando por reflexão.”

Janine Bergmann

Autodidata,  fotografa desde 1976.  É aquariana.

"Pátria", por Janine Bergmann

"Pátria", por Janine Bergmann

Diversa: “Poesia, viagens e meio-ambiente, me interessam muitíssimo.”
Modesta: “Dizem que faço poesia com o olhar, mas domino melhor as palavras do que as imagens… No entanto, sou melhor para ouvir do que para falar”
Apaixonada: “Nunca tive o Rio de Janeiro nos meus planos de vida nem nas minhas rotas de viagem, mas essa foi a cidade que escolhi para viver ao lado de quem amo e não me imagino morando em outro lugar”
Plena: “Sou totalmente satisfeita comigo mesma, fisicamente falando. Não quero mudar, adicionar ou tirar nada; minha principal meta, em relação a isso, é envelhecer com dignidade e aceitação tranquila, tendo a mente serena, harmoniosa, equilíbrio e paz interior. “
Autêntica: “Eu nunca quis ter filhos (pelo simples fato de que não tenho a menor vocação pra maternidade…rs), preferi ter árvores; já plantei centenas delas”
E cita uma frase que resume bem tudo: ”Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é” .
Eu concordo.

Simone Belintani

Desenhando desde pequena, Simone Belintani sempre foi apaixonada pelas artes. Sua inspiração vem de situações cotidianas, cinema, livros, art nouveau e seu estilo se caracteriza principalmente no retrô. Sua obra é extremamente feminina.

"Date", por Simone Belintani

"Date", por Simone Belintani

Sabrina Barrios

Sabrina nos brinda com sua volta ao nosso catálogo, com o especial “Freak Project” - com todas as imagens em edição limitada. É gáucha de Santa Maria-RS. Designer. Moradora de nova York, há quase 1 ano.

Seu trabalho, super intuitivo, experimental e contestador, contém várias mensagens subliminares, que o espectador só vê se observá-lo por algum tempo.

"Presidente", por Sabrina Barrios.

"Presidente", por Sabrina Barrios.

Sabrina inspira-se em outra grande mulher - Clarice Lispector - para se definir:
“sou como você me vê.
posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania.
depende de quando e como você me vê passar.”

E para finalizar este post em homenagem as mulheres, cito trecho de uma entrevista de Fernanda Montenegro a revista Bravo - publicada na época do lançamento do monólogo “Viver sem tempos mortos” em que interpretou Simone de Beauvoir - quando perguntada se sua mãe trabalhava fora:

“Não. Era uma ótima dona de casa, uma administradora emérito do lar. Cuidava com carinho e eficiência de meu pai, um modelador mecânico, e das três filhas. Quando ficou viúva, caiu em depressão. Tinha mais de 80 anos e procurou uma psicanalista. Expôs as angústias à terapeuta e depois a ouviu, ouviu, ouviu. De repente, interrompeu a conversa e revelou: “Doutora, sabe do que gostaria mesmo? De liberdade”. Veja bem: minha mãe precisou chegar à extrema velhice para conseguir expressar o que de fato almejava. “

Três vivas a nós mulheres.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Na cabeleira do Zezé

Publicado em: 17 de fevereiro de 2010 | Categoria: Isso é arte, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Em 06 de fevereiro, último domingo antes da folia, aconteceu na Fundição Progresso - RJ, a final do 5o Concurso Nacional de Marchinhas. Idealizado por Perfeito Fortuna e lançado no carnaval de 2005, o Concurso pega carona na revitalização do carnaval de rua carioca para descobrir novos compositores e lançar novas marchinhas para embalar foliões em muitos carnavais.

As marchinhas de carnaval tiveram seu auge nos anos 30, 40 e 50 e começaram a perder espaço para os sambas-enredo a partir dos anos 60. Embalaram muitos bailes, e os maiores hits seguem na boca e na mente de qualquer folião que se preze e dão o tom dos atuais (e inúmeros) blocos de carnaval do Rio de Janeiro. Difícil achar quem nunca tenha cantado:

“Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é?”

“Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar! Dá a chupeta, dá a chupeta, dá a chupeta pro neném não chorar”

“Êeeeeeeee, índio quer apito, se não der pau vai comer!”

O concurso de marchinhas de 2010 teve como homenageado João Roberto Kelly. Compositor de pérolas como “Cabeleira do Zezé”, “Morena Bossa Nova”, “Maria Sapatão”, João é um dos únicos compositores consagrados do auge do estilo ainda vivo. Presidiu o júri do concurso em suas 3 primeiras edições, que homenagearam Lamartine Babo, Emilinha Borba e Chiquinha Gonzaga.

Para a final de 2010, transmitida ao vivo pelo Fantástico e com voto popular dentre três finalistas selecionadas pelo júri, a cenografia do palco ficou a cargo do designer João Bird, que escolheu o negão Zezé - o da cabeleira - como personagem principal.

Cenografia de João Bird, para a final do Concurso Nacional de Marchinhas 2010.

Cenografia de João Bird, para a final do Concurso Nacional de Marchinhas 2010.

A famosa cabeleira remetia a padronagem do não menos famoso calçadão de Copacabana - ícone carioca - preenchida por fotografias em preto e branco escolhidas como consequência do universo do negão Zezé: rio de janeiro, praia e favela. As fotografias são todas de autoria de Daniel Chiacos e Ana Rodrigues, a dupla do Páprica - que vocês já conhecem aqui do Foto na Parede.

A cenografia destacou Zezé e sua cabeleira, personagem de uma das marchinhas mais populares e de autoria de João Roberto Kelly, o homenageado do ano. As fotos que compõem a cabeleira são de autoria de Dan Chiacos e Ana Rodrigues, a dupla do Páprica.

A cenografia destacou Zezé e sua cabeleira, personagem de uma das marchinhas mais populares e de autoria de João Roberto Kelly, o homenageado do ano. As fotos que compõem a cabeleira são de autoria de Dan Chiacos e Ana Rodrigues, a dupla do Páprica.

Todas as fotografias usadas no cenário estão à venda no Foto na Parede, em tamanhos que vão do 20×30cm a grandes tamanhos como 80×120cm. Conheça algumas aqui:

Acrobata, por Páprica. De 25x25cm a 60x60cm.

Acrobata, por Páprica. De 25x25cm a 60x60cm.

Pipa voada I, por Páprica. Disponível em 20x30cm até 80x120cm.

Pipa voada I, por Páprica. Disponível em 20x30cm até 80x120cm.

Baía Panorâmica, por Páprica. No tamanho 40x120cm, sai a R$179 (sem montagem).

Baía Panorâmica, por Páprica. No tamanho 40x120cm, sai a R$179 (sem montagem).

E para os que ficaram curiosos, sobre a marchinha vencedora de 2010 informamos que ganhou a “Bom Dia”, de autoria de Renato Torres de Lima.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Adriano Renzi: 1% inspiração, 99% transpiração.

Publicado em: 14 de fevereiro de 2010 | Categoria: FnP Informa, Isso é arte, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Adriano Renzi acredita em trabalho e estudo para a formação de um bom ilustrador. Mestre na técnica de aquarela, Adriano diz que o ditado “1% inspiraçãoo e 99% transpiração” é pura verdade e que sempre pesquisa e planeja suas ilustracões antes pegar no pincel. Tamanha dedicação transparece nas formas e cores que dão vida a personagens que parecem que vão pular do papel. Conhecido por seu trabalho como ilustrador infanto-juvenil, Adriano agora faz parte do grupo de ilustradores do Foto na Parede.
Como e por que você começou a ilustrar?

Desde criança, desenhar é uma maneira de eu me focar espiritualmente e ter um momento só meu. O desenhar me ajuda a observar com outros olhos o mundo. Isso foi se intensificando na escola até eu decidir me direcionar para design na graduação. Eu considero o meu ingresso ao programa de ilustração da University of the ARTs e subsequente retorno ao Brasil como a transição de desenhar nas horas vagas para ilustrar profissionalmente.

Onde voce busca a inspiração para o seu trabalho?

A inspiração vem de diversas formas, mas só é responsável por 1% do esforco. Os outros 99% são trabalho, aprimoramento e pesquisa. O pensamento “1% inspiração e 99% transpiração” é verdade. Tento passar essa ideia nas minhas aulas. É preciso treinar.

Que referências (arte,outros artistas, literatura, música, etc) você diria que mais influenciam seu trabalho como Ilustrador?

Em termos técnicos nao tenho nenhuma referência direta, mas aprendo constantemente observando trabalhos de outros ilustradores e tento trasnformar o aprendizado em algo meu. Dentre os ilustradores que gosto cito Charles Santore, Tim O’Brien, Negreiros e Earl Lewis.

Que materiais e suportes voce costuma usar para trabalhar?

Gosto de mexer com papel e mantenho minhas ilustrações em aquarela. Atualmente poucas pessoas pintam com aquarela ou tem paciência de aprender a técnica, que não se entende em cursos de 1 mês, nem tem a possibilidade de “un-do”. Apesar de ter abraçado a tradição de aquarela, não utilizo a técnica tradicionalmente.

Qual a sua visão sobre a ilustração como meio de expressão e arte?

Mesmo a ilustração sendo mais objetiva a um público do que uma expressão emocional do artista, pode-se dizer que ilustrações levam sempre uma perspectiva única do ilustrador. Tento direcionar minhas ilustrações desa maneira.

As aquarelas de Adriano Renzi estão a venda no Foto na Parede a partir de 99 em tamanhos que vão de 40×40cm a 40×50cm e podem ser impressas em papel fotografico ou sobre canvas - lona 100% de algodão. A impressão em canvas valoriza o trabalho artesanal da aquarela. O papel fotográfico pode ser montado sobre painel de madeira ou emoldurado, enquanto o canvas é esticado sobre um chassi de madeira ficando com o formato de uma tela.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Imagens pelo buraco da agulha.

Publicado em: 6 de fevereiro de 2010 | Categoria: Isso é arte, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Para Victor Bonomi, a fotografia cria janelas no tempo que nos permite olhar para cenas que, de outra forma, não poderíamos contemplar. E foi para congelar o tempo que Victor começou a fotografar e acabou conhecendo as ‘pinhole’ - máquinas rústicas que usam o princípio da câmera escura para registrar imagens. A simplicidade destas máquinas conquistou Victor que passou a explorar suas possibilidades e a criar as imagens que você vê nesta entrevista e agora no catálogo do Foto na Parede

CopaColor por Victor Bonomi

CopaColor por Victor Bonomi
 
Como e por quê você começou a fotografar?
Comecei a me interessar por fotografia muito pequeno, ao folhear os velhos álbuns de foto da família. Sempre me fascinou observar uma antiga fotografia e ficar imaginando como era o mundo através daquela janela, daquele instante congelado. 

Giramundo por Victor Bonomi

Giramundo por Victor Bonomi

Como e quando começou seu interesse pelas “pinhole”?
Foi em um curso de fotografia, ao conhecer o princípio da camera escura.
 
Quais aspectos da fotografia “pinhole” que você acha interessante explorar?
O que me motiva a explorar a fotografia pinhole é o fato de se tratar da fotografia em sua forma mais elementar, você se preocupa essencialmente com a luz, e em como ela vai interagir com o seu filme para que se obtenha o resultado esperado.

Considero a fotografia pinhole uma terapia, pois você deixa de lado aquela neurose de aberturas, foco automático, megapixels, etc. e foca no que importa, que é a composição e a mensagem que você quer passar. E este tipo de fotografia, por necessitar usualmente de um tempo de exposição maior, prolonga o ato de fotografar, te deixa mais próximo e mais cúmplice da câmera, afinal, não há ‘modo P’* em uma pinhole.

* Modo P: O P é abreviatura de ‘programado’ pois o modo P permite controle parcial de velocidade e abertura.
Tedium por Victor Bonomi

Tedium por Victor Bonomi
 

Que referências (outros autores, literatura, música, etc) você diria que mais influenciam seu trabalho como fotógrafo?
Gosto muito dos fotógrafos clássicos do início do século passado, como Man Ray, E. J. Bellocq, Walker Evans. Na parte de pinhole, Nancy Breslin e Martha Casanave tem trabalhos muito interessantes.

Qual a sua visão sobre a fotografia como meio de expressão e arte?
Estamos em um momento delicado, a relação das pessoas com a fotografia e outras mídias vem mudando. Hoje se observa uma banalização da fotografia em geral, estamos na fase da fotografia (e da música) descartável. Como toda mudança, leva algum tempo para nos acostumarmos.

Em geral, considero qualquer fotografia onde o fotógrafo tenta transmitir sentimento, uma expressão de arte.

CopaBW por Victor Bonomi

CopaBW por Victor Bonomi

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Uma montagem abstrata.

Publicado em: 22 de janeiro de 2010 | Categoria: Decoração, Dicas, Isso é arte, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

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André Carregal é atento aos detalhes e, com câmera em punho, os transforma em intrigantes imagens abstratas cheias de cores, texturas e formas. Se é possível admirá-las simplesmente pelo que são, é também quase irresístivel imaginar de onde vieram, como foram produzidas, que objeto ou paisagem está por trás delas. Soltando a imaginação, é possível ver uma imagem distinta cada vez que se aprecia a fotografia.
Inspirado por essa característica abstrata e mutante de seu trabalho, afinal cada um vê uma imagem diferente na mesma fotografia, André teve a idéia de dispor várias fotografias em 10×15cm em uma mesa, e pedir a amigos para montarem uma nova imagem a partir delas. Além de, seguramente, ter entretido muitos encontros entre amigos, a brincadeira acabou produzindo resultados bastante interessantes, como este da foto acima. A seleção foi feita pela amiga Daniela Cardoso, que emoldurou e pendurou em casa! São 28 fotografias todas de autoria de André, dispostas em 4 colunas e 7 linhas produzindo uma montagem única de 60×70cm.
Montagens como esta são ainda uma excelente alternativa para quem deseja imagens grandes na parede, já que não há limites para o tamanho da montagem.
Se você gostou da idéia, saiba que produzimos montagens como essa sob encomenda. Basta entrar em contato conosco (contato@fotonaparede.com.br), nos contar o que tem em mente e nós oferecemos as opções de imagem (disponíveis no catálogo ou inéditas) para você criar sua montagem única e customizada.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

O Rio de Janeiro é Lomo!

Publicado em: 20 de janeiro de 2010 | Categoria: Isso é arte, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Rio de Janeiro de São Sebastião. Cidade cheia de encantos que já foi registrada de tantas formas. Cheia de possibilidades com a expectativa da Copa e Olimpíadas. E cidade-sede da primeira Loja Lomografica oficial da América Latina. Então por que não registrar o Rio com lomografias? Foi o que Fabio Codevilla fez nessa nova série de imagens. Toda a beleza do Rio de Janeiro registrada com câmeras analógicas, dupla exposição e outros recursos da lomografia. O resultado é uma cidade com cores diferentes e um ar de saudosismo - mas que continua linda.
De maos dadas... por Fabio Codevilla

 

Cristo Redentor registrado em uma máquina lomográfica supersampler. Esta lomográfica  tem 4 lentes e nenhum visor. Usando filme 35mm, o fotógrafo pode registrar 4 imagens num só fotograma - o que leva a resultados interessantes, como a foto do Cristo acima, batizada por Fábio de “De mãos dadas…”

 

Estacao Corcovado por Fabio Codevilla

 

Estação do corcovado registrada com uma câmera analógica Holga. A borda preta e o sombreado nos cantos sas características desta máquina de médio formato. Alguns fotógrafos se queixam de seu jeito ‘temperamental’ - produzir boas fotos com a Holga não é facil. Chega a ser uma mistura de conhecimento, talento e sorte. Mas quando nas mãos de quem tem intimidade com esta ‘moça’, temos fotos cheias de charme como esta “Estação do Corcovado“, também de Fábio Codevilla

 

Doce vista por Fabio Codevilla 

“Doce Vista”, mais um registro de Codevilla com sua ‘Holga’. Desta vez vemos a clássica vista do Rio de Janeiro com cores avermelhadas que nos faz lembrar das fotos antigas dos álbuns de nossos pais. O registro remete a um saudosismo de uma cidade que muda o tempo todo, deixando para trás antigos sonhos enquanto abraça outros, novos. 

 

Posto 9 por Fabio Codevilla
famoso posto 9  de Ipanema, registrado com uma Olympus AX2. A AX2 é uma máquina analógica que, com certeza, já registrou muitas festinhas infantis na mão de pais corujas, e hoje vira uma ‘ToyCam’ (câmera para brincar numa tradução livre) na mão de fotógrafos experientes. Usada como substituta para as cultuadas máquinas da marca russa LOMO (daí o nome lomografia), a Olympus AX2 de Fabio Codevilla permitiu este registro do posto 9 que parece saído de algumas décadas átras.
Estas e outras lomos de Fabio Codevilla estão a venda no Foto na Parede em diversos tamanhos a partir de 59. E agora já podem ser adquiridas com moldura!

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Já viu um Cobogó?

Publicado em: 9 de janeiro de 2010 | Categoria: Isso é arte, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Talvez você não saiba, mas certamente já viu um :)

Um cobogó é um elemento vazado usado na arquitetura para fechamento de estruturas permitindo a circulação de ar e entrada de luz.

Inspirados nos muxarabis de madeira, da arquitetura moura, nossos cobogós foram originalmente construídos em cimento. Digo “nossos” porque trata-se de uma criação brasileira, patenteada em 1929 por 3 engenheiros atuantes em Pernambuco: Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis. As iniciais de seus sobrenomes deram origem ao criativo nome cobogó.

O cobogó foi um elemento muito usado na arquitetura moderna brasileira, da década de 50, aquela de Niemeyer e Lúcio Costa.

Também é um cobogó!

Isto é um cobogó!

Luz atravessando o Cobogó

Luz atravessando o Cobogó

São charmosos os cobogós, não? Com o tempo, passaram a ser reproduzidos em outros materiais como cerâmica e ferro. Não foi à toa que a arquiteta e fotógrafa Claudia C. Magno encontrou esse cobogó e se inspirou a formar esse tríptico de 3 fotografias, 3 sílabas, 3 engenheiros :)

O cobogó retratado nesse tríptico, de título homônimo (Co-bogó), por Claudia C. Magno. Faz parte do especial Co-nexos, a venda no Foto na Parede.
O cobogó retratado nesse tríptico, de título homônimo (Co-bogó), por Claudia C. Magno. Faz parte do especial Co-nexos, a venda no Foto na Parede.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Fotografando com pipas.

Publicado em: 29 de dezembro de 2009 | Categoria: Galeria Foto na Parede, Isso é arte, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (1)

As pipas (ou cafifas ou papagaios ou arraias ou pepetas, depende da região onde você vive) fazem parte da cultura popular pelo mundo e, há tempos, fascinam o universo infantil. Existem registros de crianças brincando com pipas na Europa desde o século XII, ainda que a brincadeira tenha se tornado mais popular após a segunda guerra. Festivais de pipas também são populares da Ásia a América do Sul, deixando o céu mais colorido.

Festival de pipas de Nova York, no Jacob Riis Park

Festival de pipas de Nova York, no Jacob Riis Park

Foram originalmente criadas na China, por volta de 1200 a.c., com o propósito de sinalização militar. Diz-se que usavam pipas para sinalizar a necessidade de resgate. Ao longo dos séculos, as pipas continuaram sendo usadas como instrumento militar para sinalização, transporte de munição e observação do campo inimigo. São tipicamente usadas para medições atmosféricas. Benjamim Franklin usou uma pipa para seu experimento que comprovou que raios são uma descarga elétrica. Atualmente, existem pesquisas para geração de energia através de pipas, sendo um deles patrocinado pelo Google.org e liderado por Makani Power que investiga o uso de pipas para canalizar o vento em altas altitudes transformando-o em energia. São multi-facetadas as pipas.

Já os primeiros registros de fotografia aérea com pipas (em inglês, KAP - kite aerial photograghy) tiverem propósito metereológico e datam de 1887 e 1888, respectivamente pelos metereologistas britânico Douglas Archibald e pelo francês Arthur Batut.

Uma das imagens mais famosas dos primordios da KAP é esta fotografia de São Francisco logo após o terremoto de 1906, registrada por George Lawrence com uma câmera panorâmica anexada a pipa desenhada por ele mesmo.

(fonte: Wikipedia)

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Se, inicialmente, a fotografia aérea com pipas tinha propósitos metereológicos, científicos, militares, aos poucos ela foi se tornando hobby de muitos. O tamanho cada vez mais diminuto das câmeras, e a popularização das câmeras digitais tiveram sua influência, nos brindando cada vez mais com lindas imagens aéreas.

Fonte: Revista Isto é, edição de dezembro de 2009.

Fonte: Revista Isto é, edição de dezembro de 2009.

No Brasil, ainda não são tantos os praticantes de KAP, mas dentre eles está Ricardo Mendonça Ferreira, que transformou o hobby em ganha-pão, e abriu a Alto Retrato - empresa especializada em fotografia área de baixa altitude com aplicações em diversas aéreas, como a engenharia civil para acompanhamento de obras, mapeamento de estradas e rodovias, avaliação de terrenos dentre outras.

São diversas aplicações, mas as imagens capturadas são tão belas que - por vezes - ganham também o status de arte. Apostando nisso e no encanto do nosso mundo visto de cima, que o Foto na Parede selou a parceria com Ricardo e incluímos algumas de suas fotografias aéreas em nosso catálogo. Vale a pena conferir.

"Sumindo", por Ricardo Mendonça Ferreira. Em 20x25cm, a partir de R$59 sem moldura. Conheça também nossas opções de moldura.

"Sumindo", por Ricardo Mendonça Ferreira. Últimos resquícios de água numa lagoa nos Lençois Maranhenses.

"Perdido", por Ricardo Mendonça Ferreira.

"Perdido", por Ricardo Mendonça Ferreira.

Por: Deise Lima | Comentários (1)

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