Realidades inventadas.

Publicado em: 16 de agosto de 2009 | Categoria: 19 de agosto: Dia Mundial da Fotografia, Isso é arte, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (1)

(se é fato que a fotografia libertou a pintura do ofício de registro da realidade, nem de longe ela limita-se a isso.  um pouco mais de fotografia para vocês)

Um dos grandes ícones da fotografia contemporânea é o americano David La Chapelle, consagrado por criar minuciosamente ambientes surrealistas, exagerados e sempre muito preenchidos e coloridos para registrá-los em sua fotografia. LaChapelle iniciou a carreira trabalhando com Andy Warhol e atualmente é dos fotógrafos mais requisitados (e bem pagos) do mercado publicitário e da moda.

David La Chapelle

David La Chapelle. Parte de editorial para a revista German Sports

"The house of the end of the world" (2005), parte da série "Destruction and Disaster". David LaChapelle

"The house of the end of the world" (2005), parte da série "Destruction and Disaster". David LaChapelle

Madonna, por David LaChapelle

Madonna, por David LaChapelle

Mas realidades inventadas não são exclusividade do mundo publicitário ou da moda, e permeiam também diversos trabalhos autorais. Um interessante trabalho que ilustra bem este tipo de fotografia, e vale a pena conhecer é o de Joshua Hoffine. Joshua dedica-se a recriar os mais temidos pesadelos infantis e fotografá-los. Faz questão de explicar que os modelos são amigos e pessoas da família e que as imagens não são foto-colagens, as cenas são realmente montadas e as fotos (muito bem) dirigidas. Nós do Foto na Parede viramos fãs. Joshua comercializa suas imagens em edição limitada e sob encomenda em seu site.

Joshua Hoffine e seus pesadelos

Joshua Hoffine e seus pesadelos

Joshua Hoffine e seus pesadelos

Joshua Hoffine e seus pesadelos

Joshua Hoffine e seus pesadelos

Joshua Hoffine e seus pesadelos

Rodrigo de Oliveira, artista do Foto na Parede com o trabalho mais direcionado a fotografia documental, “flerta” com o estilo criando uma “personagem” em sua série Masificación para fazer uma crítica a alienação da cultura de massa. As imagens do ensaio “Masificación” estão a venda  no Foto na Parede, em edição limitada.

Série "Masificación", de Rodrigo de Oliveira

Parte da Série "Masificación", de Rodrigo de Oliveira. A venda na Galeria do Foto na Parede.

Parte da série 'Masificación', de Rodrigo de Oliveira

Parte da série 'Masificación', de Rodrigo de Oliveira. A venda na galeria do Foto na Parede.

Conhece outros exemplos e ícones das realidades inventadas? Compartilhe conosco deixando seu comentário!

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Por: Deise Lima | Comentários (1)

Figura 10.

Publicado em: | Categoria: 19 de agosto: Dia Mundial da Fotografia, FnP Informa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Figura 10

Dica de Kelly Lima, uma de nossas fotógrafas no Foto na Parede. Me desculpem pela divulgação tardia, mas ainda dá para ir amanhã. Na Lapa, no Rio de Janeiro.

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Por: Deise Lima | Comentários (0)

Raiografia de Man Ray (1922), parte do acervo do MOMA - NY

Raiografia de Man Ray (1922), parte do acervo do MOMA - NY

(Eu prometi que Man Ray era assunto para outro post, e aí vai.)

Man Ray chamava de raiografias (rayographs) seus experimentos com a repetida exposição de papel fotográfico à luz, sem o uso de uma câmera e usando objetos para bloquear a luz formando desenhos. Na imagem acima, acredita-se que a exposição foi repetida pelo menos 3 vezes: com um par de mãos, duas cabeças se beijando e duas espécies de bandejas centralizadas paralelamente no fotograma. Os experimentos geravam imagens surrealistas (e , muitas vezes, belas como essa) que se encaixavam muito bem no conceito do movimento dadaísta do qual fazia parte.

Outras fotografias e raiografias de Man Ray podem ser vistas (e compradas) aqui.

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Por: Deise Lima | Comentários (0)

Formiga e sua obra

O artista Formiga e seus "filhos". Acredite, são fotografias.

E nem só de registros da realidade vive a fotografia. E não é de hoje. Se o fotojornalismo firmou-se após a II Guerra Mundial, já nos idos dos anos 20 Man Ray brincava e experimentava com a fotografia, criando suas raiografias como parte do movimento dadaísta nova-iorquino - criado por ele e seu amigo Marcel Duchamp.

Mas Man Ray é assunto para outro post, e aqui serve apenas para ilustrar que a fotografia pode servir como técnica, como um meio de expressão da arte. É o caso do Formiga, o rapaz da foto com suas obras de arte. Formiga vê formas e beleza onde a maioria só vê sujeira, e as registra através de sua macro-fotografia buscando um meio-termo entre a fotografia e a pintura. Sua obra é resultado da exploração de texturas, cores e padrões que se formam com a ação do tempo em paredes, metal, madeira e objetos encontrados ao acaso nas ruas das cidades por onde passa.

O Foto na Parede tem a honra de representar esse artista de Piracicaba, vendendo parte de sua obra através do site. E aqui ele nos conta um pouco mais sobre seu trabalho.

FnP: De onde vem a inspiração para o seu trabalho?
Sempre fui um consumidor voraz de imagens. Desde HQs, almanaques, livros sobre mitologia, até a pintura propriamente dita, com Dalí, Miró, Arcimboldo… E quando se consome muito, ‘regurgitar’ me parece um ato até natural.

FnP: Você escolheu a fotografia como meio para expressar seu trabalho. Trabalha também com outras técnicas?
A escolha da fotografia foi algo completamente casual. Nunca me interessei muito por fotografia. Eu era um pintor frustrado que não conseguia passar para as telas o que tinha em mente.

FnP: Pode nos contar como surgiu a idéia e o conceito desse seu trabalho?
Fui passar um tempo no estado do Oregon-EUA em 2007, morando numa comunidade nas montanhas e cuidando de plantas. Como ficava longe da cidade, eu passava meu tempo de folga num terreno onde as pessoas que moravam nas montanhas jogavam os carros e tratores velhos. Passei a notar padrões que se formavam na superfície dos carros com a ação do tempo. A tinta descascando revelava camadas e formava ‘desenhos’, que eu passei a fotografar por brincadeira. Acabei gostando dos resultados e vi que dava pra desenvolver algo em cima daquilo.

FnP: São somente fotografias, ou você faz alguma intervenção na imagem posteriormente?
No máximo, um ajuste de brilho e contraste pra não descaracterizar a proposta do trabalho, que funciona mais ou menos como uma caça ao tesouro.

FnP: Como você vê a relação entre o uso de material reciclado e seu trabalho fotográfico, como eles dialogam? Um existiria sem o outro?
Depois de começar a desenvolver o trabalho com as fotos veio a idéia de montar uma exposição. Logo pensei que as molduras precisariam dialogar com as fotos e saí em busca de materiais alternativos. Cheguei nos tambores de combustíveis que se acumulam em ferro velhos e que tinham uma variedade grande de cores, possibilitando uma interação com a imagem. Fiz 17 quadros usando os tambores e consegui um resultado bem legal, que me rendeu uma exposição em SP e uma matéria na folha de SP. Mas eu ainda achava que a moldura não estava participando da foto, ela estava limitando as fotos. A moldura normalmente diz até onde a obra vai. Mas eu quero uma fusão das duas coisas, quero que a moldura participe de uma forma mais dinâmica.

FnP: E que tipo de material você usa nos suportes atualmente?
Tenho usado partes de geladeira, fogão, computadores… Percebi que as possibilidades são enormes. Pareço uma criança com um balde enorme de Lego nas mãos.

FnP: E como a fotografia fica protegida da ação do tempo, nessa moldura “alternativa”?
A fotografia é aplicada numa placa plástica e coberta com uma película que a protege contra a umidade.

As fotografias de Formiga a venda no Foto na Parede são impressas em papel fotográfico. No entanto, caso você tenha interesse pela obra montada numa moldura reciclada, entre em contato conosco que repassamos o pedido ao Formiga.

"Cole aqui a sua foto", por Formiga. Faz parte do ensaio "Portraits", a venda na Galeria do Foto na Parede em edição limitada, a partir de R$169.

"Cole aqui a sua foto", por Formiga. Faz parte do ensaio "Portraits", a venda na Galeria do Foto na Parede em edição limitada, a partir de R$169 (45x60cm)

"Cactus", por Formiga. Faz parte do ensaio "Landscapes", a venda na Galeria do Foto na Parede em edição limitada, a partir de R$169.

"Cactus", por Formiga. Faz parte do ensaio "Landscapes", a venda na Galeria do Foto na Parede em edição limitada, a partir de R$169 (45x60cm).

19 de agosto - Dia Mundial da Fotografia No dia 19 de agosto, Dia Mundial da Fotografia, junte-se a nós. Vamos falar sobre fotografia. Publique em seu blog, flickr, orkut, facebook e afins uma fotografia marcante para você e conte porque a foto te inspira.
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Por: Deise Lima | Comentários (3)

19 de Agosto: Dia Mundial da Fotografia

Publicado em: 12 de agosto de 2009 | Categoria: 19 de agosto: Dia Mundial da Fotografia | Por: Dani Lima | Comentários (3)

Uma fotografia que me inspira 19 de agosto é o Dia Mundial da Fotografia.

A fotografia está presente em nossas vidas de tal forma que é difícil imaginar a vida moderna sem ela. São milhares de pessoas com suas câmeras de celular ou câmeras digitais portáteis. Outras tantas vão além e adotam a fotografia como hobby, como paixão. E claro, tem os mestres que nos mostram todo o potencial que a fotografia tem como forma de arte e registro.

No segundo em que você aperta o disparador da máquina, faz mais que tirar uma foto. Você congela o tempo, guarda uma lembrança, conta uma história. A fotografia é a materialização do olhar, o registro de sentimentos, pensamentos ou idéias.

Toda fotografia sugere uma conversa entre fotógrafo e expectador. As melhores, claro, são aquelas que nos tocam de alguma forma, que nos inspiram novos pensamentos e sentimentos.

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Por: Dani Lima | Comentários (3)

Fotografia de Henri-Cartier Bresson

Fotografia de Henri-Cartier Bresson

Seguindo na onda de celebrar a fotografia (cujo dia mundial é em 19 de agosto, não esqueça!), fomos perguntar aos nossos fotógrafos de onde vem sua inspiração (ou parte dela) citando uma fotografia que os marcou de alguma forma. Formiga foi quem nos enviou essa belíssima foto, de Henri Cartier-Bresson - aquele pioneiro foto-jornalista da agência Magnum que falamos aí embaixo.

A história dessa fotografia é contada por um amigo de Bresson, que diz que estava caminhando com ele nesse dia e nem notou quando foi feita a foto. Como mestre que era, Bresson percebeu uma cena que estava acontecendo, quase uma história, clicou e continuou caminhando. Como se nada tivesse acontecido.

É uma imagem que ilustra perfeitamente o conceito de “momento decisivo” de que falava Bresson:

“Alguém entra repentinamente no seu campo de visão. Você começa a seguir essa pessoa através do visor da máquina. você espera, espera, e finalmente aperta o disparador - e sai com a sensação (embora não saiba exatamente o por quê) de que realmente pegou alguma coisa.” - Henri Cartier-Bresson, no prefácio do livro “The decisive moment”, 1952

Vale reparar nos detalhes desta imagem: o primeiro plano dos dois meninos tão entretidos entre si e alheios ao observador; as duas meninas ao fundo, pensativas e praticamente simétricas; as três duplas tão alheias entre si e o cachorro - único solitário - buscando a atenção no meio da cena; as linhas das pilastras que “dividem” tão bem a foto. Pessoalmente, eu olho pra essa imagem e tenho saudade da minha infância, das minhas amigas e dos momentos que passávamos pensando do que iríamos brincar. Lembro da rixa entre meninos e meninas. De pé descalço. Uma cena tão simples e tão deliciosa de se ver através do apurado olhar do fotógrafo.

“A fotografia é uma operação instantânea que exprime o mundo em termos visuais, tanto sensoriais como intelectuais, sendo também uma procura e uma interrogação constantes. É ao mesmo tempo o reconhecimento de um fato numa fração de segundo, e o arranjo rigoroso de formas percebidas visualmente, que conferem a esse fato expressão e significado” - Henri Cartier-Bresson

Arrisco dizer que foi mais ou menos nessa época, nos idos dos anos 50 e 60, e por grande influência de Henri-Cartier Bresson e seus companheiros que a fotografia começa a firmar-se mundo afora com o status de arte, deixando de limitar-se a registrar a realidade com objetivos históricos.

[A palavra ARTE : Os filólogos e lexicógrafos definem arte como a capacidade que o homem possui de pôr em práatica uma idéia, fazendo valer o domínio sobre a matéria. É uma atividade que supõe a criação de sensações ou de estados de espírito. É a expressão da subjetividade humana que pode sensibilizar outras pessoas]

A grande arte da fotografia está no olhar. Na biografia, Henri Cartier-Bresson foi pioneiro no fotojornalismo, consagrado como fotógrafo, tido como especialista na captura de instantes de realidade. O conjunto da obra que nos deixou é pura ARTE.

E se Bresson é arte, eu deixo a pergunta: que sensação (ou sensações) esta fotografia te desperta? Como ela te sensibiliza?

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Por: Deise Lima | Comentários (1)

O fotojornalismo e o World Press Photo

Publicado em: 10 de agosto de 2009 | Categoria: 19 de agosto: Dia Mundial da Fotografia, FnP Informa | Por: Deise Lima | Comentários (2)

Não há dúvida que um dos grandes papéis da fotografia é o de registro da realidade. Se a princípio, os daguerreótipos “liberaram” os pintores da tarefa de retratar para a posteridade as mais célebres figuras - os 10 a 20 minutos necessários para captar a imagem no daguerreótipo nada eram comparados as horas necessárias posando para um pintor - logo em seguida e com a evolução da técnica, a fotografia passa a servir como instrumento de registro histórico. Em 1841, os irmãos Natterer capturaram imagens do centésimo aniversário de Joseph II em Viena em daguerreótipo, com apenas 1 seg de exposição permitindo o congelamento do movimento. Trata-se do primeiro registro fiel de um evento a ser divulgado de que se tem notícia, e o precursor do que hoje conhecemos como FotoJornalismo.

A grande virada do FotoJornalismo veio em 1947, logo após a II Guerra Mundial, quando quatro fotógrafos criaram a Agência Magnum, a primeira de fotojornalismo independente. Os 4 desconhecidos fotógrafos àquela época eram Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, David Seymour e George Rodger. Juntos eles criaram uma nova forma de fazer e comercializar a fotografia, sem mencionar seu valor inestimável como grandes mestres dessa arte.

A linguagem imagética criada pelo fotojornalismo permitiu a humanidade conhecer seu mundo e sua variedade de lugares, pessoas, culturas, eventos. E desde 1955, a World Press Photo - uma entidade holandesa sem fins lucrativos - premia anualmente os melhores registros do FotoJornalismo. As fotografias premiadas saem em ‘tour’ pelo mundo, e o World Press Photo 2009 está atualmente em exposição no Rio de Janeiro, até 23 de agosto, no CAIXA Cultural RJ - próxima a estação Carioca do metrô. A entrada é franca e, definitivamente, vale a pena a visita.

Barack e Obama

Barack e Michelle Obama em momento de intimidade durante a campanha presidencial. Registrado por Callie Shell

Usain Bolt

Usain Bolt no momento exato de uma de suas vitórias nas Olimpíadas de Pequim. Fotografia por Mark Dadswell e premiada pela World Press Photo 2009

Fotografia por Tomasz Gudzowaty

Pequeno jóquei na Mongolia, posando com seu cavalo. Fotografado por Tomasz Gudzowaty e presente na World Press Photo 2009.

O atleta cubano Alexis Copello salta durante os Jogos Olímpicos de 2008. Foto de Franck Robichon, premida pelo World Press Photo 2009.

O atleta cubano Alexis Copello salta durante os Jogos Olímpicos de 2008. Foto de Franck Robichon, premida pelo World Press Photo 2009.

Foto de Steve Winter (EUA) para a revista National Geographic

Foto de Steve Winter (EUA) para a revista National Geographic, premiada pelo World Press Photo 2009

Charlie Cole - Vencedora do World Press Photo 1989

Imagem do estudante que enfrentou os tanques durante movimento pela reforma democrática em Beijing, China, 1989. Fotografia de Charlie Cole, premiada como melhor foto pelo World Press Photo em 1989.

A imagem da mulher nigerianda sendo calada pela mão de seu filho entrou para a história da fotografia, e foi premiada em 2005 pelo World Press Photo. A foto é de Finbarr O'Reilly

A imagem da mulher nigerianda sendo calada pela mão de seu filho entrou para a história da fotografia, e foi premiada em 2005 pelo World Press Photo. A foto é de Finbarr O'Reilly

Uma fotografia que me inspira 19 de agosto é o Dia Mundial da Fotografia. Se você ama a fotografia tanto quanto nós, participe da nossa homenagem coletiva “Uma fotografia que me inspira”. No dia 19, publiquei em seu blog, flickr, orkut, facebook e afins uma fotografia marcante para você e conte porque a foto te inspira.

Por: Deise Lima | Comentários (2)

Faleceu hoje, vítima de um câncer de pele aos 62 anos, o fotógrafo baiano Mario Cravo Neto.

De repercussão internacional, a obra de Mário Cravo Neto tornou-se conhecida pelo diálogo com a religiosidade, com os cultos afro-brasileiros e por sua forte ligação com a Bahia. Mario publicou diversos livros como o Ex-Votos, de 1986, “Salvador, de 1999, “Laróyè, de 2000, Na Terra sob Meus Pés”,de 2003, e “O Tigre do Dahomey - A Serpente de Whydah”, seu último em 2004.

Vale a pena conhecer seu trabalho que - sem dúvidas - o deixará eternizado.

Deus da cabeça, por Mario Cravo Neto

Deus da cabeça, por Mario Cravo Neto

Voodoo, por Mario Cravo Neto

Voodoo, por Mario Cravo Neto

Mãe branca, por Mario Cravo Neto

Mãe branca, por Mario Cravo Neto

Akira com talco, por Mario Cravo Neto

Akira com talco, por Mario Cravo Neto

Para conhecer mais ou ver uma retrospectiva sobre o trabalho de Mario, uma boa dica é este vídeo.

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A Fotografia que nos inspira.

Publicado em: 9 de agosto de 2009 | Categoria: 19 de agosto: Dia Mundial da Fotografia, FnP Informa | Por: Deise Lima | Comentários (2)

Em 19 de agosto de 1839, o governo francês comprava a patente de uma invenção do também francês Louis Jacques Mandé Daguerre e a doava ao mundo. 170 anos depois, ainda agradecemos. A tal invenção havia sido batizada de Daguerreotipia, e consistia numa câmera escura que captava e reproduzia imagens, após 20 minutos, em uma pequena chapa de cobre com a superfície de prata polida.

No entanto, a história da fotografia começa bem antes, desde que o homem descobriu que uma cena se reproduz - invertida - dentro de uma câmera escura na face oposta a um pequeno orifício que recebe a luz. Registros indicam que era assim que Aristóteles observava o fênomeno do eclipse solar.

A câmera escura fascinou diversos inventores que buscavam formas de fixar a imagem reproduzida. Outro francês, Joseph Niépce, foi quem desenvolveu a Heliografia - “mãe” da Daguerreotipia - e que consistia no processo de fixação da imagem em uma placa de metal coberta de betume, após longas 8 horas de exposição. Daguerre soube dos experimentos de Niépce, e em 1829 os dois firmaram um acordo de cooperação entre suas pesquisas. Niépce morreu 4 anos depois mas foi peça fundamental na invenção da Daguerreotipia, que registrou para a posteridade o nome de seu parceiro de pesquisas.

Enquanto isso, outros inventores trabalhavam em seus próprios experimentos. Foi o caso do inglês William Henri Fox Talbot, o primeiro a captar imagens em nitrato de prata usando um processo negativo \ positivo, batizando-o de Calótipo. Apesar da fama do daguerreótipo, é o calótipo o processo que mais se assemelha a fotografia analógica que conhecemos hoje com seus filmes negativos e processo de revelação. Por aqui em terras brasilis, em 1833 e 6 anos antes do daguerreótipo, o francês radicado no Brasil Hercules Florence imprimia coisas como rótulos de farmácia expondo-os ao sol em contato com papéis sensibilizados com nitrato de prata, e batizava esse processo de fotografia.

Daguerreótipo de Edgar Allan Poe, registrado em 1848.

Daguerreótipo de Edgar Allan Poe, registrado em 1848.

Com tantos experimentos, o sucesso do Daguerreótipo se devia a qualidade de sua imagem, com resolução muito superior a de seus ‘concorrentes’ pela riqueza de detalhes e boa reprodução de meios tons. Muitos daguerreótipos foram produzidos nas décadas seguintes para eternizar imagens de figuras célebres, como a de Edgar Allan Poe que ilustra este post, mas também para registrar cidades e costumes. Dom Pedro II, então imperador e com 14 anos, foi um dos grandes incentivadores da fotografia e o primeiro daguerreotipista brasileiro, adquirindo sua câmera 6 meses após sua invenção. Devemos a Dom Pedro II os registros da então capital do Império, por tantos fotógrafos estrangeiros que desembarcaram por aqui sendo, provavelmente, o mais importante o francês Marc Ferrez - responsável por vasto registro fotográfico do Rio de Janeiro do século XIX.

Já a popularização da fotografia devemos ao americano George Eastman que, em 1888, lança no mercado a sua câmera portátil -a Kodak, sob o slogan “Você aperta o botão e nós fazemos o resto”. Ela vinha carregada com um rolo de filme com capacidade para 100 fotografias e, depois de feitas as fotos, bastava enviar a máquina a Eastman Kodak para receber de volta as 100 imagens em papel cartão e a máquina carregada com outro rolo de filme. Já a primeira fotografia em cor a ter sucesso comercial foi a Placa Autocroma dos irmãos franceses Lumiére, aqueles do cinema, em 1907.

Nós, do Foto na Parede e amantes da fotografia, agradecemos a Daguerre, Niépce, Talbot, Florence, à França, a Dom Pedro II, George Eastman, Kodak, os Lumiére e a tantos outros que - como nós - se deixaram fascinar pela arte de capturar e registrar para a posteridade o nosso olhar sobre tudo que nos cerca.

Uma fotografia que me inspira No dia 19 de agosto - Dia Mundial da Fotografia - o Foto na Parede propõe uma grande homenagem coletiva: Você posta em seu blog, site, flickr, orkut, facebook (ou qualquer outra mídia que te convenha) uma fotografia que te marcou sob o título “Uma fotografia que me inspira” e publica um texto que explique porque aquela imagem é tão marcante e valiosa para você. Vale fotografia de grandes mestres, da sua família, do seu lugar preferido, da praia que você sonha visitar, uma que você produziu e se orgulha, de digital, analógica, celular. O que importa é ser uma imagem que te emocione, que te toque de alguma forma, ou simplesmente aquela que cisma em não sair da sua mente. Se você não imagina a sua vida sem Fotografia, seja como arte ou como registro, participe. Vamos celebrar a arte fotográfica!

Por: Deise Lima | Comentários (2)

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