08 de março: Dia Internacional da Mulher

Publicado em: 8 de março de 2010 | Categoria: Mulheres, Prata da casa | Por: Deise Lima |

Ainda que nós mulheres - e aí me incluo - gostemos de ser celebradas nesta data com flores e bombons, vale sempre reforçar a origem d0 Dia Internacional da Mulher, criado para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres mas também - e talvez principalmente - para não nos permitir esquecer as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.

A data foi oficialmente adotada pela ONU, em 1975, mas as primeiras iniciativas para se estabelecê-la ocorreram no início do século XX, quando diversas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito ao voto surgiram nos EUA e Europa.  Registros históricos indicam que a criação da data foi proposta pela 1a vez em 1910, pela líder socialista alemã Clara Zetkin, durante o II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, realizado em Copenhague.

No imaginário coletivo, a data ficou relacionada ao incêndio ocorrido 1 ano depois da proposição de Clara, em 25 de março de 1911, nos EUA, na fábrica têxtil Triangle Shirtwaist Company. A companhia empregava cerca de 600 trabalhadores, sendo a maioria mulheres imigrantes judias e italianas com idade entre 13 e 23 anos. No incêndio, morreram 146 trabalhadores, sendo 125 mulheres e 21 homens.  Este incêndio foi considerado o maior da história americana até 11 de setembro (2001). Parte da Universidade de Nova Iorque está atualmente construída sobre o local do incêndio e uma placa lembra o ocorrido.

Desde o início do século XX, a data foi celebrada em dias diversos, muitas vezes durente o mês de Março, ganhou força e enfraqueceu em diversos momentos, até ser impulsionada pelo movimento feminista dos anos 60 culminando - no Ocidente - na adoção do dia 08 de março pelas Nações Unidas.

Nós - mulheres - devemos muito de nossos direitos e liberdade de expressão a todas e tantas mulheres que há um século vêm lutando por nós.  Há que se reconhecer o progresso e as conquistas alcançadas, sem perder de vista os ainda inúmeros desafios e sem abrir mão de tudo aquilo que nos faz femininas.

- Em 1976, 29% das mulheres trabalhavam fazendo parte da população economicamente ativa (PEA). Em 2007, este número foi registrado como superior a 40% - ou seja 40% de mulheres trabalhando ou procurando emprego e mais da metade delas (53%) em franca atividade no ano de 2007. Neste mesmo período, as taxas de atividade masculina mantiveram-se  em patamares semelhantes: entre 73 e 76%.
(fonte: FCC - Fundação Carlos Chagas)

- As mulheres vivem 7,8 anos a mais do que os homens. Em 91, esse índice era estimado em 7,2 anos. Se dez anos atrás as mulheres viviam cerca de 64,8 anos (em média), hoje elas atingiriam os 72,6 anos.
(Fonte : IBGE)

- As mulheres têm mais tempo de estudo: elas estudam, em média, 8,6 anos, quando a média nacional entre a população ocupada é de 7,6 anos. Por outro lado, as mulheres com até quatro anos de estudo recebem 80,6% do salário dos homens com a mesma escolarização. Com 12 anos ou mais de estudo as mulheres recebem apenas 61,6% do que os homens.
Fonte: Editorial do Valor (2006)

- Nos Estados Unidos, 20% das mulheres sofrem pelo menos um tipo de agressão física infligida pelo parceiro durante a vida. Por ano, entre 3 e 4 milhões de mulheres são agredidas em suas casas por pessoas de sua convivência íntima.
- Na Índia , 5 mulheres são assassinadas por dia em conseqüência de disputas relacionadas ao dote.
- Na África , cerca de 6 mil meninas sofrem mutilação genital a cada dia.
- Na América Latina e Caribe , de 25 a 50% das mulheres são vítimas de violência doméstica.
- Na maioria dos países do Leste Europeu e da ex-União Soviética, a situação das mulheres piorou desde o colapso do comunismo, com um aumento do desemprego e de abusos contra seus direitos.
- No Brasil, levantamento realizado pelo Movimento Nacional dos Direitos Humanos indica que, em 1996, 72% do total de assassinatos de mulheres foram cometidos por homens que privavam de sua intimidade.
(fonte: Rede Saúde)

Dos 28 artistas do Foto na Parede, 11 (39%)  são talentosíssimas mulheres que dividem seu espaço amigavelmente com outros talentosos homens. O Foto na Parede defende a igualdade de oportunidade a ambos os sexos, e seleciona seus artistas pelo seu talento, sem qualquer discriminação de sexo, credo, raça ou cor. Nos orgulhamos muito de todos mas, hoje - me desculpem os homens - é dia de celebrar nossas mulheres :)

Ana Rodrigues, do Páprica

caledoscopio-ana-rodrigues2

(Caledoscópio-2008)

Bárbara Porto. Parte de uma série de fotos que explora as marcas deixadas pelo tempo.

barbaraporto-natureza-acao-do-tempo2

(Natureza - 2009)

Bianca Albuquerque - do Foco Natural

bianca-albuquerque-natureza1

(Borboleta-2008)

Bruna Prado

“É a força do sonho, capaz de produzir prazer, compromisso social, concentração, esforço em crianças que estavam fadadas ao esquecimento social e tiveram seu sonhos resgatados pela ONG Ballet de Santa Teresa.”
(A fotógrafa doa 50% do lucro da venda desta foto para a ONG.)

bruna-prado-resgate-ao-direito-de-sonhar1

(Resgate do direito de sonhar-2009)

Cláudia C. Magno, e sua série em edição limitada Co-nexos.

claudia-c-magno-co-existir

(co-existir, limitada a 200 impressões)

Kelly Lima

kelly-lima-detalhes-geometricos

(Detalhes geométricos 2 - 2007)

Janine Bergmann

sagrate-janine-bergmann

(Sagrarte)

Martina Schreiner

“Uma folha cai no chão e vira árvore. Tudo pode se transformar. Brincadeira de montagem e reinterpretação da imagem”
martina-schreiner-passarinhos-verdes

(Passarinhos verdes-2008)

Rosana Urbes, com suas aquarelas.

ciranda-rosana-urbes

(Ciranda-2008)

“As portas da percepção guardam os segredos de toda uma vida…”
the-doors-sabrina-barrios
(The Doors, em edição limitada. Parte da série “Freak Project”)
my-dreams-simone-belintani
(My dreams-2007)

Por: Deise Lima |