Arte na Internet
Publicado em: 10 de dezembro de 2009 | Categoria: Na Mídia | Por: Deise Lima |
Dani Lima - sócia, irmã e fundadora do Foto na Parede - dando entrevista para o site “Opinião e Notícia” sobre a popularização da arte e o papel da Internet nessa história. Tudo a ver com conosco, não?
A seguir, alguns trechos da matéria. Para lê-la na íntegra, clique aqui.
(fonte: site Opinião e Notícia)
Não é mais preciso ir a Paris para dar um giro de 360º pela sala 14 da Ala Sully do Museu do Louvre e conferir os sarcófagos egípcios que lá estão expostos. Muito menos enfrentar quase dez horas de voo — isso se for direto, sem escala — para chegar a Nova Iorque, apreciar uma exposição do Museu de Arte Moderna, o MoMA, e poder adquirir seu catálogo. Em apenas alguns segundos é possível fazer tudo isso pela internet, já que os sites dos museus — principalmente os do exterior — estão cada vez mais modernos e permitindo uma grande interação com o internauta. Para os amantes da arte, as possibilidades oferecidas pela web não param de surgir: as galerias online, por exemplo, são a mais recente forma de se conhecer artistas que estão despontando no mercado ou até mesmo adquirir obras de pintores consagrados.
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Galerias de arte se expandem no cenário nacional
Consideradas lugares sofisticados e para poucos, as galerias de arte estão se tornando acessíveis para milhões de pessoas. Somente este ano, foram inaugurados sites como o Invest.art, que trabalha com artistas jovens, o Foto na Parede, especializado em fotografia, e a Galeria Magenta, que se concentra na produção de jovens ilustradores. Mais recentemente, galerias tradicionais, como Casa Triângulo e Nara Roesler, entraram no mercado online através da Galeria Motor, que contempla exclusivamente a arte contemporânea selecionada por especialistas reconhecidos no circuito.
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Para a fundadora do Foto na Parede, Dani Lima, o fácil acesso à arte exposta na internet ajuda a gerar mais interesse em quem conhece pouco do assunto. A partir disso, é possível que a pessoa acabe comprando uma obra que está exposta na rede. Mas, segundo Dani, os consumidores ainda estão se acostumando com a comodidade de comprar sem sair de casa:
“Em poucos casos, temos pedidos para ver a obra antes de comprar. Mas, como vendemos fotografias e ilustrações, fica mais fácil para o cliente ver o que vai receber ao contrário da venda de uma escultura ou instalação. Temos o cuidado de colocar as imagens em um bom tamanho no site para que as pessoas possam analisar os detalhes e ter uma boa ideia do que vão comprar.”
A arte também invade as redes sociais
Para os consumistas, não faltam tentações. Além das galerias online, as redes sociais têm sido usadas para divulgar exposições, eventos de arte e leilões virtuais. Dani e sua irmã e sócia no Foto na Parede, Deise Lima, são, como elas mesmas dizem, crias do mundo virtual. As duas construíram suas carreiras em empresas e agência voltadas para serviços para internet, e, por isso, se sentiram confortáveis para experimentar novas possibilidades para o Foto na Parede. Em setembro, por exemplo, as duas fizeram um leilão de arte no Twitter — até onde se sabe, o primeiro do mundo. Fora do Brasil, até mesmo o MoMa já entrou na onda e criou páginas no Twitter, no Facebook, no Flickr e no Youtube.
“Cada rede social tem um público específico. Muitas vezes estes públicos se cruzam, mas as pessoas se relacionam de forma diferente com o Twitter e com o Facebook, por exemplo. A gente tenta atrair pessoas que tenham interesse em nossa proposta através destas redes gerando conteúdo, oferecendo promoções, fazendo sorteios, leilões. Não dá mais para pensar que estar na internet é ter um site e pronto. Você precisa estar onde o seu público está. E precisa conversar com ele, interagir, trocar ideias bem antes de sair falando “compra aí…”. As pessoas hoje buscam marcas e serviços que possam facilitar sua vida e com as quais elas possam se relacionar. A presença nas redes sociais é um bom caminho para isso”, ressalta Dani Lima.
Por: Deise Lima |




