Grandes Mulheres: Diane Arbus

Publicado em: 10 de março de 2010 | Categoria: Isso é arte, Mulheres, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

“Para mim o sujeito de uma fotografia é sempre mais importante que a fotografia. E mais complicado…” (Diane Arbus)

Diane, retratada pelo então marido Allan Arbus. 1949.

Diane, retratada pelo então marido Allan Arbus. 1949.

Nova-iorquina, nascida Diane Nemerov em março de 1923, seus primeiros contatos com a fotografia se deram através do marido Allan Arbus, Trabalharam juntos durante anos na área de propaganda, contribuindo para revistas como Glamour, Seventeen, Vogue, Harper’s Bazaar, sendo Allan o fotógrafo e Diane sua assistente.

Mas, numa expansão inevitável que já não lhe permitia mais permanecer no papel coadjuvante, Diane Arbus foi tomar lições formais na Escola de Nova Iorque com Lisette Model - a quem atribuía grande parte de seu estilo e métodos. Em 1958, estava separada de Allan, com trabalhos “solo” para revistas como Esquire e The Sunday Times Magazine. Mas o universo fashion não era sua prerrogativa; Arbus estava particularmente interessada nas intimidades anônimas, no estranho e no bizarro.

Nas duas décadas seguintes, munida de uma câmera Rolleiflex, em médio-formato e sempre em preto e branco, Diane inovou e deixou sua marca no mundo da fotografia ao buscar nas pessoas comuns (ou nem tanto) das ruas de Nova York os seus modelos.

Ninguém passa impunemente diante de uma fotografia feita por Diane Arbus. A imagem desconcerta o nosso olhar e permanecemos capturados pela estranha sensação que ela provoca.

Child with a toy hand grenade in Central Park, 1962. (Criança com uma granada de mão de brinquedo no Central Park)

Child with a toy hand grenade in Central Park, 1962. (Criança com uma granada de mão de brinquedo no Central Park)

Waitress nude, 1965. Garçonete de um campo de nudismo.

Waitress nude, 1965. Garçonete de um campo de nudismo.

Seus modelos, em geral, posam estáticos, o olhar fixo na câmera.  Seus retratos expõem cruamente o retratado em sua condição humana, fortemente marcada por um traço que os insere num grupo específico: imigrantes, travestis, velhos, nudistas, mascarados, atores, “freaks”.  Abre-se um curioso diálogo entre aparência e identidade. Uma pessoa é o que ela parece ser? Sua imagem funciona como um carimbo de identidade? Ou existe um “para além” da forma?

Apesar de profundamente inseridos num contexto social, para Diane seus modelos são pessoas únicas que representam metáforas delas mesmas. Ela dizia de seus modelos (em tradução livre de suas palavras): 

“Inventados por suas próprias crenças, são autores e heróis de um sonho que se faz real na medida em que nós, espectadores, nos permitimos deixar abismar”

Ao evocar a cumplicidade de quem olha, a fotógrafa permite que surja nesta relação a três (a própria Diane, seu modelo e o espectador) o espaço da fantasia. Seria este o “mais além”, para além da forma?

Retired Man and his wife at home in a nudist camp one morning, New Jersey, 1963. (Homem aposentado e sua esposa numa manhã em um campo nudista)

Retired Man and his wife at home in a nudist camp one morning, New Jersey, 1963. (Homem aposentado e sua esposa numa manhã em um campo nudista)

Puerto Rico woman with beauty mark, 1965.

Puerto Rico woman with beauty mark, 1965. (mulher porto-riquenha com pinta da beleza)

Two girls in matching bathing suits, 1967.

Two girls in matching bathing suits, 1967. (duas garotas com trajes de banho combinados)

Triplets in their bedroom, 1967.

Triplets in their bedroom, 1967. (tri-gêmeas em seu quarto)

Diane costumava dizer: “um retrato é um segredo sobre um segredo”. Quanto mais ele revela, menos sabemos, mais ficamos intrigados. O retrato convida a uma opinião, pede uma reação, reação esta calcada nas representações que brotam do imaginário de quem olha.

Jewish giant at home with his parents, 1970. (Gigante judeu em casa com seus pais)

Jewish giant at home with his parents, 1970. (Gigante judeu em casa com seus pais)

Their numbers were picked out of a hat. They were just chosen King and Queen of a Senior Citizens dance in NYC. Yetta Granaf is 72 and Charles Fahrer is 79. They have never met before. 1970

Os números foram sorteados de um chapéu. Eles foram simplesmente escolhidos Rei e Rainha de um baile de terceira idade, em Nova Iorque. Yetta Granaf tem 72 anos e Charles Fahrer, 79. Eles nunca haviam se encontrado antes. 1970

Untitled, 1970. (sem título)

Untitled, 1970. (sem título)

Sobre seu interesse por personagens ‘bizarros’, Diane afirmava sentir ao mesmo tempo fascinação e vergonha:

“Como um personagem de um conto de fadas, o freak aparece para nos obrigar a decifrar um quebra-cabeças. A maioria das pessoas passa a vida temendo uma experiência traumática. Os freaks nascem banhados pelo trauma. Com isso passam no teste da vida. São aristocratas”.

Em 1963, Diane Arbus ganha uma bolsa da Fundação Guggenheim, pelo seu projeto “American rites, manners and customs” (Ritos, maneiras e costumes americanos), renovada em 1966.  Durante os anos 60, lecionou fotografia na Parsons School of Design e no Cooper Union, ambos em Nova York. A primeira grande exibição de suas fotografias ocorreu em 1967, no Museum of Modern Art (NY), entitulada ”New Documents” (”Novos documentos”).

Se como costumava dizer outra grande mulher e fotógrafa, Dorothea Lange - “Cada retrato de outra pessoa é um auto-retrato” - talvez seja possível concluir que as fotos de Diane Arbus são o seu duplo, o reflexo de uma alma atormentada à beira do horror. Em 1971, a fotógrafa se suicidou ingerindo barbitúricos e cortando os pulsos, aos 48 anos.

Sua obra segue sendo reverenciada, e inúmeras exposições dedicadas a seu trabalho foram realizadas após sua morte. Em 2006, é lançado o filme “A pele” estrelado por Nicole Kidman e inspirado na vida de Diane Arbus

(principais fontes: texto da psicanalista Maria Helena Mossé, blog “O século prodigioso”, wikipedia)

** Março é o mês da mulher. Aqui no Nossa Parede, você encontrará alguns artigos sobre grandes mulheres e artistas. Inauguramos com Diane Arbus, e com um presente para nossos leitores válido somente para hoje, 10 de março de 2009: 10% de desconto em qualquer compra no Foto na Parede. Basta informar o código #dianearbus2010# no campo “Cupom / Vale Presente” no carrinho de compras.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Presentes para as mulheres.

Publicado em: 9 de março de 2010 | Categoria: Decoração, Dicas, Mulheres, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Em celebração não só ao dia, mas ao mês da mulher, o Foto na Parede também dá presente :)

Em parceria com alguns blogs de mulheres autênticas, antenadas, modernas e exemplares, estamos sorteando algumas imagens de nosso catálogo.

Já contei aqui do CaFoFo da Carol, que sorteia a imagem “Varal”, de Janine Bergmann. Você pode concorrer enviando seu comentário até dia 14 de março, as 19h.

varal2

Tem mais Janine Bergmann sendo sorteada no Cores da Casa, blog escrito pela decoradora Adri Magre. Adri sorteia a imagem “Desconstruindo Gérbera”, e você pode participar até dia 12!

gerbera

No Simples Decoração, tem “Mais próximo há natureza…”, de Bruna Prado. Quem quiser participar do sorteio, precisa fazê-lo até dia 14 de março.

brunaprado1

“Merece um prêmio a mulher que __________________________”, pergunta Rosana Caiado no seu Complete a Frase. Por lá, sorteamos a ilustra “The Cupid” de Simone Belintani. Para participar, complete a frase até amanhã 10 de março.

the-cupid

E no Casa montada, a ilustra “Oz” de Simone Belintani já tem dona: Andrea de Oliveira. E a Rafa produziu um vídeo que nós amamos para anunciar o resultado.

 

Agradecemos a todas as mulheres que se dispuseram a celebrar este mês da mulher conosco! E vale uma visita em cada blog dessas mulheres. Fica a dica de mulher pra mulher :)

Por: Deise Lima | Comentários (0)

08 de março: Dia Internacional da Mulher

Publicado em: 8 de março de 2010 | Categoria: Mulheres, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (2)

Ainda que nós mulheres - e aí me incluo - gostemos de ser celebradas nesta data com flores e bombons, vale sempre reforçar a origem d0 Dia Internacional da Mulher, criado para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres mas também - e talvez principalmente - para não nos permitir esquecer as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.

A data foi oficialmente adotada pela ONU, em 1975, mas as primeiras iniciativas para se estabelecê-la ocorreram no início do século XX, quando diversas manifestações femininas por melhores condições de trabalho e direito ao voto surgiram nos EUA e Europa.  Registros históricos indicam que a criação da data foi proposta pela 1a vez em 1910, pela líder socialista alemã Clara Zetkin, durante o II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, realizado em Copenhague.

No imaginário coletivo, a data ficou relacionada ao incêndio ocorrido 1 ano depois da proposição de Clara, em 25 de março de 1911, nos EUA, na fábrica têxtil Triangle Shirtwaist Company. A companhia empregava cerca de 600 trabalhadores, sendo a maioria mulheres imigrantes judias e italianas com idade entre 13 e 23 anos. No incêndio, morreram 146 trabalhadores, sendo 125 mulheres e 21 homens.  Este incêndio foi considerado o maior da história americana até 11 de setembro (2001). Parte da Universidade de Nova Iorque está atualmente construída sobre o local do incêndio e uma placa lembra o ocorrido.

Desde o início do século XX, a data foi celebrada em dias diversos, muitas vezes durente o mês de Março, ganhou força e enfraqueceu em diversos momentos, até ser impulsionada pelo movimento feminista dos anos 60 culminando - no Ocidente - na adoção do dia 08 de março pelas Nações Unidas.

Nós - mulheres - devemos muito de nossos direitos e liberdade de expressão a todas e tantas mulheres que há um século vêm lutando por nós.  Há que se reconhecer o progresso e as conquistas alcançadas, sem perder de vista os ainda inúmeros desafios e sem abrir mão de tudo aquilo que nos faz femininas.

- Em 1976, 29% das mulheres trabalhavam fazendo parte da população economicamente ativa (PEA). Em 2007, este número foi registrado como superior a 40% - ou seja 40% de mulheres trabalhando ou procurando emprego e mais da metade delas (53%) em franca atividade no ano de 2007. Neste mesmo período, as taxas de atividade masculina mantiveram-se  em patamares semelhantes: entre 73 e 76%.
(fonte: FCC - Fundação Carlos Chagas)

- As mulheres vivem 7,8 anos a mais do que os homens. Em 91, esse índice era estimado em 7,2 anos. Se dez anos atrás as mulheres viviam cerca de 64,8 anos (em média), hoje elas atingiriam os 72,6 anos.
(Fonte : IBGE)

- As mulheres têm mais tempo de estudo: elas estudam, em média, 8,6 anos, quando a média nacional entre a população ocupada é de 7,6 anos. Por outro lado, as mulheres com até quatro anos de estudo recebem 80,6% do salário dos homens com a mesma escolarização. Com 12 anos ou mais de estudo as mulheres recebem apenas 61,6% do que os homens.
Fonte: Editorial do Valor (2006)

- Nos Estados Unidos, 20% das mulheres sofrem pelo menos um tipo de agressão física infligida pelo parceiro durante a vida. Por ano, entre 3 e 4 milhões de mulheres são agredidas em suas casas por pessoas de sua convivência íntima.
- Na Índia , 5 mulheres são assassinadas por dia em conseqüência de disputas relacionadas ao dote.
- Na África , cerca de 6 mil meninas sofrem mutilação genital a cada dia.
- Na América Latina e Caribe , de 25 a 50% das mulheres são vítimas de violência doméstica.
- Na maioria dos países do Leste Europeu e da ex-União Soviética, a situação das mulheres piorou desde o colapso do comunismo, com um aumento do desemprego e de abusos contra seus direitos.
- No Brasil, levantamento realizado pelo Movimento Nacional dos Direitos Humanos indica que, em 1996, 72% do total de assassinatos de mulheres foram cometidos por homens que privavam de sua intimidade.
(fonte: Rede Saúde)

Dos 28 artistas do Foto na Parede, 11 (39%)  são talentosíssimas mulheres que dividem seu espaço amigavelmente com outros talentosos homens. O Foto na Parede defende a igualdade de oportunidade a ambos os sexos, e seleciona seus artistas pelo seu talento, sem qualquer discriminação de sexo, credo, raça ou cor. Nos orgulhamos muito de todos mas, hoje - me desculpem os homens - é dia de celebrar nossas mulheres :)

Ana Rodrigues, do Páprica

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(Caledoscópio-2008)

Bárbara Porto. Parte de uma série de fotos que explora as marcas deixadas pelo tempo.

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(Natureza - 2009)

Bianca Albuquerque - do Foco Natural

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(Borboleta-2008)

Bruna Prado

“É a força do sonho, capaz de produzir prazer, compromisso social, concentração, esforço em crianças que estavam fadadas ao esquecimento social e tiveram seu sonhos resgatados pela ONG Ballet de Santa Teresa.”
(A fotógrafa doa 50% do lucro da venda desta foto para a ONG.)

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(Resgate do direito de sonhar-2009)

Cláudia C. Magno, e sua série em edição limitada Co-nexos.

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(co-existir, limitada a 200 impressões)

Kelly Lima

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(Detalhes geométricos 2 - 2007)

Janine Bergmann

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(Sagrarte)

Martina Schreiner

“Uma folha cai no chão e vira árvore. Tudo pode se transformar. Brincadeira de montagem e reinterpretação da imagem”
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(Passarinhos verdes-2008)

Rosana Urbes, com suas aquarelas.

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(Ciranda-2008)

“As portas da percepção guardam os segredos de toda uma vida…”
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(The Doors, em edição limitada. Parte da série “Freak Project”)
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(My dreams-2007)

Por: Deise Lima | Comentários (2)

Sabrina e suas mensagens subliminares.

Publicado em: 5 de março de 2010 | Categoria: Isso é arte, Mulheres, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

FnP Entrevista: Sabrina Barrios - Intensas mensagens subliminares

 

Sabrina Barrios é gaucha de Santa Maria, passou por São Paulo e hoje mora em Nova Iorque - cidade que muitas vezes inspira suas imagens. Já participou de exposições em NY, Londres e Rio. Seu trabalho é super intuitivo, experimental e contestador e traz várias mensagens subliminares que Sabrina desafia o espectador a encontrar. Para apreciar ou decifrar, Foto na Parede apresenta: Sabrina Barrios. 

 

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Apimentado por Sabrina Barrios

Apimentado por Sabrina Barrios - Edição Limitada

Como e por que você começou a ilustrar?
Mexo com arte desde criança. Sempre desenhei e pintei… acho que é como eu me expresso melhor, como demonstro sentimentos intensos tipo raiva, felicidade, amor, decepções…

 

Onde você busca a inspiração para seu trabalho?
Acho que minha principal inspiração são as pessoas. Adoro ver a reação delas perante situações inusitadas, problemas sem soluções aparentes, surpresas do dia a dia. Outras vezes busco referências nas cidades, e Nova York, claro, aparece muito no meu trabalho.

 

21 gramas por Sabrina Barrios

21 gramas por Sabrina Barrios - Edição Limitada

Que referências (arte,outros artistas, literatura, música, etc) você diria que mais influenciam seu trabalho como Ilustradora?
Busco sempre conhecer trabalhos novos, de artistas novos. As vezes vou a museus, tipo o MoMa, que eu adoro. Admiro muito artistas como o Picasso, que numa fase da vida, resolveu desconstruir a arte. Miro tambem é um dos meus preferidos. A intensidade do trabalho dele está, muitas vezes, no fundo, apesar das pessoas lembrarem dele pelos asteriscos e traços infantis. Quando pinto ouço os Beatles, Bob Dylan, Rita Lee e Thievery Corporation (ou pelo menos, tenho escutado ultimamente. Mudo sempre!).

 

Rock Band por Sabrina Barrios

Rock Band por Sabrina Barrios - Edição Limitada

Que materiais e suportes você costuma usar para trabalhar?
Meu trabalho é super experimental, então eu estou sempre trabalhando com materiais novos, que possam dar uma textura legal, somar. Gosto muito de pintar em papelão, madeira e plástico. Uso batante tinta acrílica, mas também trabalho com colagens, canetas e giz de cera no mesmo trabalho.

 

Qual a sua visão sobre a ilustração como meio de expressão e arte?
Acho que é como o artista fala o que quer, grita até. É muito mais intenso do que um simples desenho. Meus trabalhos tem sempre uma mensagem, nem que seja subliminar. Eu gosto muito de desafiar o espectador, porque a minha arte nao é daquelas que todo mundo vai entender e gostar, mas quem quiser tentar, vai certamente encontrar respostas.

 

Big Apple por Sabrina Barrios

Big Apple por Sabrina Barrios - Edicao Limitada

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Vários em um.

Publicado em: 4 de março de 2010 | Categoria: Decoração | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Pesquei a idéia abaixo no Brincando de Casinha, da jornalista Mari Mello. Adorei.
E Mari ainda comenta:
“1. Adoooooro quadros assim, com o passe-partout grandão e a foto pititica no centro.
2. Muito bacana colocar todos os quadros juntos, sem espaçamento, formando uma grande gravura.
3. Para isso dar certo, os quadros precisam ser do mesmo tamanho e deve haver coerência entre as fotos. Exemplo: todas de uma mesma sessão, em posições diferentes. Ou não.
4. Se você não quiser todas as molduras escuras, até rola intercalar duas cores. Tipo moldura brancas e outras pretas, com fotos em preto e branco.”
A montagem de quadros forma uma única grande imagem.

A montagem de quadros forma uma única grande imagem.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Um Varal.

Publicado em: | Categoria: Mulheres, Prata da casa, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

E seguindo com nossas celebrações pelo mês da mulher, convidamos outra blogueira - a Carol - e seu cafofo para juntar-se a nós nesta homenagem! 

O CaFoFo da Carol irá sortear a imagem “Varal“ de Janine Bergmann, no tamanho 20×30cm:
varal
 
Quer saber como participar? Acesse o CaFoFo, entenda as regras do sorteio e ainda delicie-se com o conteúdo do blog, dedicado a decoração.

Nos chamou a atenção o olhar de Carol sobre esta foto:

“O varal é quase um elemento onírico, está nas fantasias, nos filmes, nos sonhos… nos sonhos! Um símbolo de purificação, de renovação, onde tudo que era sujo se transforma em maciez e olor… Quem nunca teve uma pontinha de vontade de andar entre um cenário de céu azul, grama verde e muitas roupas brancas deslizando suavemente entre as mãos e o vento? ”

“neste varal, por exemplo, vemos um degradê de cores na disposição, bastante vermelho e só vemos roupa masculina… O que dá pra imaginar sobre essa casa? essa família? A minha leitura é: um casal razoavelmente jovem e bem apaixonado. Observem o estilo de roupa e a quantidade de tons vermelhos. Uma mulher que sente prazer em cuidar do marido e é bem organizada, dá uma olhada no detalhe; as roupas estão organizadas por tipo e por cor… “

E parece que não é só a Carol que tem esse apreço pelos varais. Ela ainda cita outra grande mulher , a atriz Valéria Alencar, que lhe contou que ama varais de paixão e que pretende algum dia dirigir um curta sobre o tema.

Confesso que não sabia que varais eram tão populares. E você?  Já pensou sobre varais? Se também é fã, que tal conhecer outras imagens de varais no Foto na Parede :)?

Díptico "O Vento", por Bruno Zorzal

Díptico "O Vento", por Bruno Zorzal

"Varal 1", por Páprica

"Varal 1", por Páprica

Por: Deise Lima | Comentários (0)

There’s no place like home!

Publicado em: | Categoria: Mulheres, Prata da casa, Promoção | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Quem não se lembra da pesonagem Dorothy ,do Mágico de Oz,batendo os sapatinhos vermelhos e repetindo com toda força a expressão: “Não há lugar como nosso lar” (there’s no place like home!) ?

Rafaela Fajardo, autora do blog Casa Montada, não só lembra do filme como concorda com Dorothy! Dona de uma casa cheia de charme, e repleta de soluções criativas dentro das limitações de uma casa alugada, Rafa compartilha suas idéias e inspirações para decoração do lar-doce-lar em seu blog. Super mulher, mãe de dois filhos, e agora parceira do Foto na Parede!

Lá no Casa Montada, estamos sorteando a imagem “Oz”, de Simone Belintani, no tamanho 20×30cm:
somewhereovertherainbow

Para concorrer, você deve responder a pergunta: “O que você mais aprecia no olhar feminino?”. O sorteio será no dia 08 de março. Visite e deixe seu comentário!!

Por: Deise Lima | Comentários (0)

“Não se nasce mulher, torna-se mulher.” (Simone de Beauvoir)

A frase - que tornou-se ícone do movimento feminista - foi citada em “O segundo sexo” , obra publicada por Simone de Beauvoir em 1949.  Simone apregoava que as características associadas tradicionalmente à condição feminina derivam menos de imposições da natureza e mais de mitos disseminados pela cultura e pelos homens.  Defendia o conceito de liberdade, e ajudou a criar em muitas mulheres a noção de que teríamos direito às nossas próprias vidas, de que poderíamos escolher o nosso rumo e de que a nossa sexualidade nos pertencia.

Escolho Simone e a frase pelo ideal de liberdade que ambas representam, mais que por acreditar que simplesmente nos tornamos mulheres. Acredito que algumas condições do feminino nos são inatas, e a magia está em saber tirar máximo proveito delas para exercitarmos nossa merecida, desejada e almejada liberdade. E temos muito que agradecer a Simone por isso.

08 de março é oficialmente o Dia Internacional da Mulher, adotado pela ONU, desde 1975. Março é o mês da Mulher. O Foto na Parede nasceu do desejo, da fraterninade, da união e da liberdade de duas mulheres-irmãs. Não poderíamos deixar a data passar em branco.

Em março, lançamos 4 novas artistas - cada uma com seu particular olhar feminino sobre o mundo, o cotidiano, a vida e nós mesmos.

Bruna Prado

“A fotografia me permite aproximar daquilo que hoje é meu foco principal: vivências. Descobrir novas realidades, do nosso povo e da nossa cultura”, diz Bruna.

Da séria "Mais próximo há natureza...", de Bruna Prado.

Da séria "Mais próximo há natureza...", de Bruna Prado.

“Mais próximo há natureza… nasce da necessidade de um olhar atento, voltado para a preservação dos recursos naturais do planeta, indispensável para a continuidade da vida no futuro. O apelo é representado pela aproximação de um olhar clamando por reflexão.”

Janine Bergmann

Autodidata,  fotografa desde 1976.  É aquariana.

"Pátria", por Janine Bergmann

"Pátria", por Janine Bergmann

Diversa: “Poesia, viagens e meio-ambiente, me interessam muitíssimo.”
Modesta: “Dizem que faço poesia com o olhar, mas domino melhor as palavras do que as imagens… No entanto, sou melhor para ouvir do que para falar”
Apaixonada: “Nunca tive o Rio de Janeiro nos meus planos de vida nem nas minhas rotas de viagem, mas essa foi a cidade que escolhi para viver ao lado de quem amo e não me imagino morando em outro lugar”
Plena: “Sou totalmente satisfeita comigo mesma, fisicamente falando. Não quero mudar, adicionar ou tirar nada; minha principal meta, em relação a isso, é envelhecer com dignidade e aceitação tranquila, tendo a mente serena, harmoniosa, equilíbrio e paz interior. “
Autêntica: “Eu nunca quis ter filhos (pelo simples fato de que não tenho a menor vocação pra maternidade…rs), preferi ter árvores; já plantei centenas delas”
E cita uma frase que resume bem tudo: ”Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é” .
Eu concordo.

Simone Belintani

Desenhando desde pequena, Simone Belintani sempre foi apaixonada pelas artes. Sua inspiração vem de situações cotidianas, cinema, livros, art nouveau e seu estilo se caracteriza principalmente no retrô. Sua obra é extremamente feminina.

"Date", por Simone Belintani

"Date", por Simone Belintani

Sabrina Barrios

Sabrina nos brinda com sua volta ao nosso catálogo, com o especial “Freak Project” - com todas as imagens em edição limitada. É gáucha de Santa Maria-RS. Designer. Moradora de nova York, há quase 1 ano.

Seu trabalho, super intuitivo, experimental e contestador, contém várias mensagens subliminares, que o espectador só vê se observá-lo por algum tempo.

"Presidente", por Sabrina Barrios.

"Presidente", por Sabrina Barrios.

Sabrina inspira-se em outra grande mulher - Clarice Lispector - para se definir:
“sou como você me vê.
posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania.
depende de quando e como você me vê passar.”

E para finalizar este post em homenagem as mulheres, cito trecho de uma entrevista de Fernanda Montenegro a revista Bravo - publicada na época do lançamento do monólogo “Viver sem tempos mortos” em que interpretou Simone de Beauvoir - quando perguntada se sua mãe trabalhava fora:

“Não. Era uma ótima dona de casa, uma administradora emérito do lar. Cuidava com carinho e eficiência de meu pai, um modelador mecânico, e das três filhas. Quando ficou viúva, caiu em depressão. Tinha mais de 80 anos e procurou uma psicanalista. Expôs as angústias à terapeuta e depois a ouviu, ouviu, ouviu. De repente, interrompeu a conversa e revelou: “Doutora, sabe do que gostaria mesmo? De liberdade”. Veja bem: minha mãe precisou chegar à extrema velhice para conseguir expressar o que de fato almejava. “

Três vivas a nós mulheres.

Por: Deise Lima | Comentários (0)

Gil, Jorge Ben e as cidades de Março.

Publicado em: 1 de março de 2010 | Categoria: FnP Informa | Por: Deise Lima | Comentários (2)

1º de março ou 20 de janeiro? - Muitos ficam indecisos entre as duas datas. Por isso, inúmeras vezes se tem comemorado o aniversário do Rio de Janeiro no dia do santo padroeiro. Para afastar quaisquer dúvidas, fica aqui registrado sucintamente o episódio de fundação da cidade. Em 1555, os franceses invadiram o Rio de Janeiro pretendendo aqui fundar uma colônia. Em 1564, os portugueses resolveram, enfim, organizar uma expedição para expulsá-los e fundar uma cidade fortificada com o objetivo de impedir para sempre outras investidas. Estácio de Sá, sobrinho do governador Mem de Sá, chegou em terras cariocas no dia 28 de fevereiro com alguns navios e soldados, desembarcando na praia entre o morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar. No dia seguinte, 1º de março de 1565, fundou oficialmente a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao rei menino de Portugal e escolheu o santo de mesmo nome para padroeiro, a quem se presta homenagem no dia 20 de janeiro.

(fonte: site da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro)

O Foto na Parede conta com artistas das mais diversas partes do Brasil, tem sua operação e logística sediados em Vila Velha - ES, mas certamente herdou a alma carioca de suas duas sócias-irmãs. Celebramos diariamente a cidade maravilhosa, através do registro e do olhar de nossos artistas. Nos seus 445 anos, deixamos os parabéns, os votos e o desejo de um futuro melhor porque, apesar de todas as suas mazelas, ainda ecoa incontestável o verso de Gilberto Gil: “O Rio de Janeiro continua lindo.”

Rio, pelo olhar do paulista AC Espilotro.

Rio, pelo olhar do paulista AC Espilotro.

"Ode a Tim Maia". Olhar lomográfico-aéreo do gaúcho Fábio Codevilla.

"Ode a Tim Maia". Olhar lomográfico-aéreo do gaúcho Fábio Codevilla.

"Contra-luz". Fim de tarde pelo olhar de Kelly Lima, que não é carioca mas adotou o Rio como cidade para viver.

"Contra-luz". Fim de tarde pelo olhar de Kelly Lima, que não é carioca mas adotou o Rio como cidade para viver.

E se Março inaugura com o aniversário do Rio de Janeiro, também celebra o nascimento de muitas outras cidades deste Brasil afora:  Florianópolis em 23 de março, Curitiba no dia 29, Porto Alegre no dia 26 e Recife e Olinda são companheiras no dia 12 de março.  Antecipamos os parabéns e votos de vida longa e cada vez melhor a todas.

E música não me sai da cabeça enquanto escrevo este post, e pra finalizar cito Jorge Ben:

“Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Mas que beleza!”

Aquele abraço.

"Bairrismo", do gaúcho Fábio Codevilla retrata a famosa estátua do Laçador, em Porto de Alegre, num belo e avermelhado fim de tarde.

"Bairrismo", do gaúcho Fábio Codevilla retrata a famosa estátua do Laçador, em Porto de Alegre, num belo e avermelhado fim de tarde.

"Ponte velha do Recife", retratada pelo pernambucano Damião Santana.

"Ponte velha do Recife", retratada pelo pernambucano Damião Santana.

Por: Deise Lima | Comentários (2)

deVERcidade - dentro e fora do olhar.

Publicado em: 27 de fevereiro de 2010 | Categoria: FnP Informa, Prata da casa | Por: Deise Lima | Comentários (0)

Começou na última quarta, 24 de fevereiro e vai até amanhã 28 de fevereiro, a 4a edição da mostra de fotografia e artes visuais deVERcidade. O evento ocorre  no entorno do Mercado dos Pinhões, na Praia de Iracema, Fortaleza.

“O deVERcidade surgiu como um momento para compartilhar a experiência de apreciar e pensar a linguagem fotográfica na cidade”, dizem os organizadores. Desde sua primeira edição, em 2005,  procurou inovar na forma de criar essas possibilidades, como através do uso de instalações não-convencionais - as ruínas de um prédio no centro de Fortaleza - o que tornou possível que uma grande quantidade de pessoas, que normalmente não freqüentam o circuito de galerias, pudessem ter acesso gratuito a obras fotográficas, estimulando a formação de platéia e valorizando a cidadania cultural.

2006
Na edição de 2010, algumas questões são levantadas pelo Instituto da Fotografia – IFOTO, responsável pelo evento, que ocorre com patrocínio do Governo do Estado do Ceará, Prefeitura Municipal de Fortaleza e Oi Futuro.:

“Neste momento milhões de imagens são criadas, produzidas coletivamente e compartilhadas em redes de escala mundial. Que imagens são essas? Quem são seus autores? O que dessa produção permanecerá como memória e corpo do nosso tempo?” 

No galpão em ruínas vai se concentrar a exposição de ensaios de 43 fotógrafos selecionados de 11 estados e do Distrito Federal.  Mais três artistas e dois coletivos foram convidados pelo Instituto para apresentar trabalhos na mostra. O homenageado desta edição será o fotógrafo baiano Mário Cravo Neto - já falamos dele por aqui - falecido em agosto de 2009.

O evento conta ainda com oficinas e palestras, todas gratuitas, ministradas por nomes importantes da fotografia brasileira, como os curadores Diógenes Moura, Eder Chiodetto, Rosely Nakagawa, o blogueiro Alexandre Belém, os fotógrafos Claudio Edinger, Ripper, João Castilho, Marcelo Greco, o coletivo Cia de Foto.

O capixaba e atual morador de Roma Bruno Zorzal, fotógrafo e nosso parceiro no Foto na Parede, estárá expondo por lá com suas fotografias de diversos países da América do Sul, Europa e Ásia.

Fotografia por Bruno Zorzal, parte de sua exposição no evento deVERcidades.

Fotografia por Bruno Zorzal, parte de sua exposição no evento deVERcidades.

 

Por: Deise Lima | Comentários (0)

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